Ocupação gera revolta
Dezenas de pessoas atacaram, sexta-feira da semana passada, um tanque da missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) que patrulhava uma zona de fronteira com a vizinha República Dominicana.
Do incidente não resultaram quaisquer vítimas mortais ou feridos, mas testemunhos indicam que os manifestantes permanecem no local munidos de armas de fogo, paus e
pedras.
Os confrontos ocorreram um dia depois de uma multidão revoltada com a morte de 25 emigrantes haitianos ter enfrentado os militares da ONU. Os soldados abriram fogo sobre centenas de pessoas que procuravam atravessar a fronteira matando uma delas.
As autoridades afirmam que os 25 emigrantes foram encontrados asfixiados dentro de uma carrinha de transporte, mas a versão que circula entre a população da ilha é que estes apresentavam ferimentos de bala.
A circulação de trabalhadores entre as duas repúblicas caribenhas é um fenómeno regular, mas parece colocar cada vez mais em causa a capacidade defensiva das forças ocupantes. Estima-se que quase um milhão de haitianos procurem ganhar a vida do outro lado da fronteira, a maioria das vezes enfrentando condições de quase escravatura em explorações agrícolas e na construção civil.
Do incidente não resultaram quaisquer vítimas mortais ou feridos, mas testemunhos indicam que os manifestantes permanecem no local munidos de armas de fogo, paus e
pedras.
Os confrontos ocorreram um dia depois de uma multidão revoltada com a morte de 25 emigrantes haitianos ter enfrentado os militares da ONU. Os soldados abriram fogo sobre centenas de pessoas que procuravam atravessar a fronteira matando uma delas.
As autoridades afirmam que os 25 emigrantes foram encontrados asfixiados dentro de uma carrinha de transporte, mas a versão que circula entre a população da ilha é que estes apresentavam ferimentos de bala.
A circulação de trabalhadores entre as duas repúblicas caribenhas é um fenómeno regular, mas parece colocar cada vez mais em causa a capacidade defensiva das forças ocupantes. Estima-se que quase um milhão de haitianos procurem ganhar a vida do outro lado da fronteira, a maioria das vezes enfrentando condições de quase escravatura em explorações agrícolas e na construção civil.