Resistência aberta contra a ocupação

Atolados no Iraque e Afeganistão

Com o início de 2006, o exército norte-americano enfrenta o endurecimento da resistência no Iraque e no Afeganistão contra a presença estrangeira nos respectivos territórios.
Desde sábado, na província de Kandahar, já morreram mais de uma vintena de pessoas e um número indefinido de outras ficaram feridas em resultado de dois ataques suicidas.
A explosão mais violenta, em Spin Boldak, no Sul do país, junto à fronteira com o Paquistão, vitimou 20 indivíduos. Praticamente ao mesmo tempo, na cidade de Kandahar, três soldados e um civil perderam a vida na sequência do rebentamento de um outro engenho explosivo.
Na mesma cidade, no domingo, um indivíduo identificado como diplomata canadiano foi abatido. Suspeita-se que este ataque esteja relacionado com o possível reforço da presença do Canadá na ocupação. O país pretende triplicar o número de efectivos no Afeganistão ao abrigo de uma nova missão sob a égide da NATO.

Dias de luta no Iraque

Se no Afeganistão os dias para os militares yankees não parecem ser fáceis, no Iraque o cenário agrava-se.
Anteontem, em Bagdad, sete funcionários iraquianos de um sector de abastecimento alimentar do exército dos EUA foram mortos. Este ataque ocorreu horas depois do sequestro de dois polícias também na capital iraquiana.
Segunda-feira, a queda de um helicóptero norte-americano matou dois soldados. Apesar do comando militar não o admitir, testemunhos revelaram à estação de televisão Al-Arabia que o aparelho foi abatido por um rocket.
A resistência parece ter apontado baterias para a força aérea dos EUA. Desde o início da semana passada já foram abatidos três helicópteros. O primeiro caiu em Mossul vitimando os dois tripulantes, e o segundo foi alvejado na periferia da cidade, cinco dias depois, levando consigo oito militares e quatro civis norte-americanos.
Entretanto, no terreno, parece já ter sido dado o sinal de qual vai ser o próximo alvo de Bush. O governo do Iraque fez saber, terça-feira, que nove membros da guarda costeira foram detidos no Golfo Pérsico por forças do vizinho Irão.


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