CIA mata 18 civis
Milhares de paquistaneses manifestaram-se, em Islamabad, capital do país, contra o ataque perpetrado pelos norte-americanos numa aldeia fronteiriça junto ao vizinho Afeganistão.
O bombardeamento aéreo, supostamente levado a cabo por operacionais da CIA, ocorreu na sexta-feira da semana passada vitimando 18 civis, entre os quais cinco menores. O alvo dos EUA era o alegado operacional da Al-Qaeda no território, Al-Zawahiri.
O governo paquistanês protestou, sábado, junto do embaixador dos EUA, mas o executivo de Washington não parece muito disposto a ouvir críticas sobre esta matéria.
Já esta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, quando questionado sobre um eventual pedido de desculpas ao povo paquistanês, afirmou serem já conhecidos «os nossos comentários anteriores sobre questões desta natureza».
McClellan acrescentou, perante a insistência dos jornalistas, que o único objectivo da cooperação com o Paquistão é «perseguir o Al-Qaeda e levar seus chefes à Justiça», deixando no ar a certeza de que pretendem continuar a usar os métodos que entenderem sem direito a protestos dos lesados.
Ajuda compra silêncio
Entretanto, George Bush, ex-presidente dos EUA e pai do actual chefe de Estado, deslocou-se ao Paquistão para prometer a chegada de alguns milhões de dólares de auxílio às famílias das 80 mil vítimas e mais de três milhões de desalojados do terremoto que assolou o país.
A visita de Bush antecedeu a partida do primeiro-ministro paquistanês para um périplo oficial pelos EUA.
Antes de partir, Shaukat Aziz quis endurecer as críticas quanto ao bombardeamento americano, dizendo que o seu país «não pode aceitar uma acção do género dentro do país».
A posição assumida por Aziz pouco mais durou que o tempo de proferir as palavras, esquecendo os 18 concidadãos falecidos dias antes. Na mesma conferência de imprensa, o líder do governo de Islamabad deixou claro que as relações com os EUA não se encontram colocadas em causa, garantia que pretende transmitir pessoalmente a George W. Bush, disse.
O bombardeamento aéreo, supostamente levado a cabo por operacionais da CIA, ocorreu na sexta-feira da semana passada vitimando 18 civis, entre os quais cinco menores. O alvo dos EUA era o alegado operacional da Al-Qaeda no território, Al-Zawahiri.
O governo paquistanês protestou, sábado, junto do embaixador dos EUA, mas o executivo de Washington não parece muito disposto a ouvir críticas sobre esta matéria.
Já esta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, quando questionado sobre um eventual pedido de desculpas ao povo paquistanês, afirmou serem já conhecidos «os nossos comentários anteriores sobre questões desta natureza».
McClellan acrescentou, perante a insistência dos jornalistas, que o único objectivo da cooperação com o Paquistão é «perseguir o Al-Qaeda e levar seus chefes à Justiça», deixando no ar a certeza de que pretendem continuar a usar os métodos que entenderem sem direito a protestos dos lesados.
Ajuda compra silêncio
Entretanto, George Bush, ex-presidente dos EUA e pai do actual chefe de Estado, deslocou-se ao Paquistão para prometer a chegada de alguns milhões de dólares de auxílio às famílias das 80 mil vítimas e mais de três milhões de desalojados do terremoto que assolou o país.
A visita de Bush antecedeu a partida do primeiro-ministro paquistanês para um périplo oficial pelos EUA.
Antes de partir, Shaukat Aziz quis endurecer as críticas quanto ao bombardeamento americano, dizendo que o seu país «não pode aceitar uma acção do género dentro do país».
A posição assumida por Aziz pouco mais durou que o tempo de proferir as palavras, esquecendo os 18 concidadãos falecidos dias antes. Na mesma conferência de imprensa, o líder do governo de Islamabad deixou claro que as relações com os EUA não se encontram colocadas em causa, garantia que pretende transmitir pessoalmente a George W. Bush, disse.