Constituição defende sector cooperativo
Jerónimo de Sousa visitou, no dia 12, uma cooperativa de produção de cerâmica em Condeixa, no distrito de Coimbra. Para o candidato comunista, a cooperativa «Cerâmica Estrela de Conímbriga» mostra que o sector cooperativo, previsto na Constituição, tem lugar em Portugal.
Jerónimo de Sousa destacou estar-se perante um «exemplo nobre de uma cooperativa onde os trabalhadores foram capazes de gerir, com justiça salarial, uma produção». As cooperativas de produção, acusou Jerónimo de Sousa, foram «quase na totalidade» destruídas, apesar de a Constituição da República prever a coexistência dos sectores público, privado e cooperativo. O candidato lembrou ainda que foi precisamente no tempo de Cavaco Silva que o sector cooperativo ficou «mais desprotegido».
Conversando com as operárias, Jerónimo de Sousa ficou a saber que, em caso de encerramento da empresa (que exporta toda a sua produção para a Suécia), estas não terão direito a subsídio de desemprego por serem cooperantes e não trabalhadoras por conta de outrém. Isto, queixaram-se, apesar de fazerem os seus descontos para a Segurança Social. Depois de se comprometer com a apresentação de um projecto de lei para alterar esta situação, Jerónimo de Sousa voltou a apelar aos trabalhadores para que não votem em Cavaco Silva, que tanto os prejudicou.
A cooperativa «Cerâmica Estrela de Conímbriga» nasceu em 1974, de um conflito entre os trabalhadores e o patrão pouco depois da Revolução, tendo os operários assegurado a produção. A cooperativa é gerida pelos 45 operários cooperantes.
Jerónimo de Sousa destacou estar-se perante um «exemplo nobre de uma cooperativa onde os trabalhadores foram capazes de gerir, com justiça salarial, uma produção». As cooperativas de produção, acusou Jerónimo de Sousa, foram «quase na totalidade» destruídas, apesar de a Constituição da República prever a coexistência dos sectores público, privado e cooperativo. O candidato lembrou ainda que foi precisamente no tempo de Cavaco Silva que o sector cooperativo ficou «mais desprotegido».
Conversando com as operárias, Jerónimo de Sousa ficou a saber que, em caso de encerramento da empresa (que exporta toda a sua produção para a Suécia), estas não terão direito a subsídio de desemprego por serem cooperantes e não trabalhadoras por conta de outrém. Isto, queixaram-se, apesar de fazerem os seus descontos para a Segurança Social. Depois de se comprometer com a apresentação de um projecto de lei para alterar esta situação, Jerónimo de Sousa voltou a apelar aos trabalhadores para que não votem em Cavaco Silva, que tanto os prejudicou.
A cooperativa «Cerâmica Estrela de Conímbriga» nasceu em 1974, de um conflito entre os trabalhadores e o patrão pouco depois da Revolução, tendo os operários assegurado a produção. A cooperativa é gerida pelos 45 operários cooperantes.