O plágio de Louçã
Voltemos, uma vez mais, ao plágio de Louçã. Não por falta de temas a abordar no que respeita ao modo de fazer política do líder do BE e candidato às presidenciais - nessa matéria haveria pano para mangas. Não, também, por qualquer doentio prazer em bater mais no ceguinho - tivesse o plagiador assumido o plágio e não se falaria mais nisso.
Voltamos ao assunto porque esta coisa de plágio é coisa feia – mais ainda quando o plagiário, fingindo nada ter a ver com o que se passou, assobia para o lado ou se arma em vítima de terríveis perseguições por parte do Avante! e, assim, vai levando a água ao seu moinho, que o mesmo é dizer, assim vai fugindo com o dito à seringa da responsabilidade pelo plágio.
Confesso que, há dias, vendo e ouvindo Louçã, na televisão, a insinuar saberes e prestígios de dimensão internacional – ele era um livro que vai espantar o mundo, ele era um Nobel que queria Louçã a seu lado, eu sei lá – me assaltou a dúvida sobre se não teria sido o Chossudovski que, à surrelfa, lá longe, do outro lado do Atlântico, julgando-se a salvo, surripiara, sem vergonha, pedaços de um qualquer texto de Louçã. Mas não. Que Chossudovski me perdoe a dúvida.
Vamos lá, então, à coisa. Peguemos no dicionário: «Plágio: Acção de um autor apresentar como seu o que copiou de qualquer outro». Passemos agora ao que fez Francisco Louçã: apresentou como seu - assinando: «Francisco Louçã, economista» - um texto no qual podem ler-se, entremeados com outra prosa que suponho ser de sua autoria, largos extractos de um texto escrito e assinado por Michel Chossudovsky. O plágio – assim se chama a esta coisa feia que, no caso concreto, veio à luz no «Suplemento de Economia» do Público - foi assinalado, aqui no Avante!, na devida altura e, como era de esperar, sem quaisquer repercussões. Mais tarde, quando da ocorrência de um outro caso de plágio (dessa vez amplamente divulgado e com consequências graves para quem o praticou), relembrámos novamente, aqui no Avante!, o plágio de Louçã, sublinhando a diferença no tratamento dado pelos média a dois casos da mesma família e mostrando, com mais um exemplo, como o líder do BE é o ai-jesus dos média dominantes, os quais, eles bem sabem porquê, o tratam com enlevos e desvelos maternais, descobrindo-lhe prendas, qualidades e valências que só eles vêem – e que, se fossem reais, eles mesmos tratariam de ocultar. Resta o facto - esse sim, real - que aqui se relembra: Louçã plagiou Chossudovski.
Voltamos ao assunto porque esta coisa de plágio é coisa feia – mais ainda quando o plagiário, fingindo nada ter a ver com o que se passou, assobia para o lado ou se arma em vítima de terríveis perseguições por parte do Avante! e, assim, vai levando a água ao seu moinho, que o mesmo é dizer, assim vai fugindo com o dito à seringa da responsabilidade pelo plágio.
Confesso que, há dias, vendo e ouvindo Louçã, na televisão, a insinuar saberes e prestígios de dimensão internacional – ele era um livro que vai espantar o mundo, ele era um Nobel que queria Louçã a seu lado, eu sei lá – me assaltou a dúvida sobre se não teria sido o Chossudovski que, à surrelfa, lá longe, do outro lado do Atlântico, julgando-se a salvo, surripiara, sem vergonha, pedaços de um qualquer texto de Louçã. Mas não. Que Chossudovski me perdoe a dúvida.
Vamos lá, então, à coisa. Peguemos no dicionário: «Plágio: Acção de um autor apresentar como seu o que copiou de qualquer outro». Passemos agora ao que fez Francisco Louçã: apresentou como seu - assinando: «Francisco Louçã, economista» - um texto no qual podem ler-se, entremeados com outra prosa que suponho ser de sua autoria, largos extractos de um texto escrito e assinado por Michel Chossudovsky. O plágio – assim se chama a esta coisa feia que, no caso concreto, veio à luz no «Suplemento de Economia» do Público - foi assinalado, aqui no Avante!, na devida altura e, como era de esperar, sem quaisquer repercussões. Mais tarde, quando da ocorrência de um outro caso de plágio (dessa vez amplamente divulgado e com consequências graves para quem o praticou), relembrámos novamente, aqui no Avante!, o plágio de Louçã, sublinhando a diferença no tratamento dado pelos média a dois casos da mesma família e mostrando, com mais um exemplo, como o líder do BE é o ai-jesus dos média dominantes, os quais, eles bem sabem porquê, o tratam com enlevos e desvelos maternais, descobrindo-lhe prendas, qualidades e valências que só eles vêem – e que, se fossem reais, eles mesmos tratariam de ocultar. Resta o facto - esse sim, real - que aqui se relembra: Louçã plagiou Chossudovski.