Cortes com pessoal prejudicam serviços
O SEP (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses) admite recorrer à greve caso o Hospital de S. João, no Porto, insistir na redução do número de parteiras no serviço de urgência. Esta decisão do hospital «levanta sérias apreensões quanto à qualidade e segurança dos nascimentos», afirma o sindicato. Para os enfermeiros, o número actual de profissionais especializados em partos e obstetrícia era já reduzido e representava «desafios sérios e um esforço acrescido por parte das parteiras».
O serviço do hospital conta com 5 salas de parto, uma sala de admissão/atendimento especializado em ginecologia e obstetrícia e uma sala de expectantes/sala e observações. Este serviço é actualmente assegurado por 5 trabalhadoras, que prestam serviço, por turnos, 24 horas por dia. Com a redução pretendida, de 5 para 4 parteiras, põe-se em causa a segurança, qualidade e quantidade dos atendimentos prestados, alerta o SEP, que relembra ainda que este tipo de serviço é marcado por picos diversos na prestação de cuidados.
O sindicato, na carta de denúncia enviada ao Inspector-Geral de Saúde, considera que as razões invocadas para a redução do número de trabalhadores nada têm de científicas. E discorda da fórmula do número de parteiras por média de partos, pois estas trabalhadoras desempenham outras actividades para além de assistência a partos, como o apoio a grávidas e puérperas. «Nunca em qualquer período de tempo (férias, faltas e greves) ficaram menos de cinco elementos», lembra o sindicato.
No Instituto de Meteorologia, a gravidade da carência de trabalhadores tornou-se visível na passada segunda-feira, quando não foram fornecidas previsões do estado de tempo para esse dia. Para a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, este facto é fruto da política cega com que o Governo está a conduzir áreas fundamentais dos serviços do Estado. «Tal facto é ainda mais grave numa altura em que se verificam nalguns pontos do País situações climatéricas de relativa gravidade», acusa a FNSFP.
Este caso é elucidativo da «situação de ruptura em que se encontram inúmeros serviços da Administração Pública, por falta de meios humanos e não só», considera. Apesar de muitas vezes não serem conhecidos, a federação lembra que estas situações podem produzir efeitos de muita gravidade na vida das populações. A FNSFP é clara a responsabilizar o Governo e a sua política pelo sucedido e considera que casos destes deitam por terra a «campanha difamatória contra a dignidade dos trabalhadores deste sector em que um dos eixos fundamentais assenta no alegado – mas não provado – excesso de efectivos».
O serviço do hospital conta com 5 salas de parto, uma sala de admissão/atendimento especializado em ginecologia e obstetrícia e uma sala de expectantes/sala e observações. Este serviço é actualmente assegurado por 5 trabalhadoras, que prestam serviço, por turnos, 24 horas por dia. Com a redução pretendida, de 5 para 4 parteiras, põe-se em causa a segurança, qualidade e quantidade dos atendimentos prestados, alerta o SEP, que relembra ainda que este tipo de serviço é marcado por picos diversos na prestação de cuidados.
O sindicato, na carta de denúncia enviada ao Inspector-Geral de Saúde, considera que as razões invocadas para a redução do número de trabalhadores nada têm de científicas. E discorda da fórmula do número de parteiras por média de partos, pois estas trabalhadoras desempenham outras actividades para além de assistência a partos, como o apoio a grávidas e puérperas. «Nunca em qualquer período de tempo (férias, faltas e greves) ficaram menos de cinco elementos», lembra o sindicato.
No Instituto de Meteorologia, a gravidade da carência de trabalhadores tornou-se visível na passada segunda-feira, quando não foram fornecidas previsões do estado de tempo para esse dia. Para a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, este facto é fruto da política cega com que o Governo está a conduzir áreas fundamentais dos serviços do Estado. «Tal facto é ainda mais grave numa altura em que se verificam nalguns pontos do País situações climatéricas de relativa gravidade», acusa a FNSFP.
Este caso é elucidativo da «situação de ruptura em que se encontram inúmeros serviços da Administração Pública, por falta de meios humanos e não só», considera. Apesar de muitas vezes não serem conhecidos, a federação lembra que estas situações podem produzir efeitos de muita gravidade na vida das populações. A FNSFP é clara a responsabilizar o Governo e a sua política pelo sucedido e considera que casos destes deitam por terra a «campanha difamatória contra a dignidade dos trabalhadores deste sector em que um dos eixos fundamentais assenta no alegado – mas não provado – excesso de efectivos».