É a vida...
A «declaração de candidatura de Francisco Louçã» - texto que, diga-se de passagem é, politicamente velho-velhinho, ideologicamente um pouco mais idoso, e se desunha tant bien que mal na tentativa de épater les bourgeois de gauche – tem como leitmotiv o desabafo conformado de um primeiro-ministro face às adversidades: «é a vida». É claro que a «declaração» do líder do BE encerra com um grandíloquo, inconformado e juvenil: «Cá estamos – é a vida». Ou seja: do lado do tal primeiro-ministro, a vida sofrida, resignada, velha; do lado de Louçã, a vida em flor, plena de vitalidade, num redobrado desabrochar juvenil (a talhe de foice, registe-se a preocupação constante de Louçã em ostentar a sua juventude – ainda que tratando-se de uma juventude entradota e que, mesmo aqui há uns trinta anitos atrás, sempre o apresentou no estilo de jovem seminarista que, por efeito de iluminação divina, desistiu do sacerdócio e se entregou à política).
Diga-se, no entanto, em abono do candidato do BE às presidenciais que desta vez cita e diz que cita, ao contrário do que fez aqui há uns tempos, quando traduziu e mandou publicar como se fossem da sua autoria longos extractos de um texto de Chossudovsky…
Mas isso não vem agora para o caso: detenhamo-nos, hoje, num pequeno fait-divers ocorrido no rescaldo das autárquicas.
Um leitor do Diário de Notícias, em carta ao jornal, contestou e corrigiu a notícia por este publicada sobre os resultados do BE em Salvaterra de Magos: ao contrário do que o DN noticiara, «o BE não só perdeu votos (cerca de 4%), como perdeu a presidência de três juntas de freguesia.»
Responde o jornal assim: «A informação de que o BE teria reforçado a votação em Salvaterra de Magos foi fornecida ao DN, na ausência de dados do STAPE, durante a noite das eleições, por Francisco Louçã».
A que atribuir este… lapso de Francisco Louçã?
Sendo ele campeão da ética, é impensável que tenha mentido deliberadamente à jornalista. Sendo ele mestre no saber, é impensável que desconhecesse os verdadeiros resultados do BE em Salvaterra. Tenho para mim que a razão está na idade... que pesa, oh se pesa, e só ele sabe quanto custa fabricar a imagem de juventude que distribui (mesmo com a ajuda da maquilhagem que a comunicação social dominante lhe proporciona). É que, não o esqueçamos, Louçã é o mais antigo de todos os líderes partidários em exercício. É a vida...
Diga-se, no entanto, em abono do candidato do BE às presidenciais que desta vez cita e diz que cita, ao contrário do que fez aqui há uns tempos, quando traduziu e mandou publicar como se fossem da sua autoria longos extractos de um texto de Chossudovsky…
Mas isso não vem agora para o caso: detenhamo-nos, hoje, num pequeno fait-divers ocorrido no rescaldo das autárquicas.
Um leitor do Diário de Notícias, em carta ao jornal, contestou e corrigiu a notícia por este publicada sobre os resultados do BE em Salvaterra de Magos: ao contrário do que o DN noticiara, «o BE não só perdeu votos (cerca de 4%), como perdeu a presidência de três juntas de freguesia.»
Responde o jornal assim: «A informação de que o BE teria reforçado a votação em Salvaterra de Magos foi fornecida ao DN, na ausência de dados do STAPE, durante a noite das eleições, por Francisco Louçã».
A que atribuir este… lapso de Francisco Louçã?
Sendo ele campeão da ética, é impensável que tenha mentido deliberadamente à jornalista. Sendo ele mestre no saber, é impensável que desconhecesse os verdadeiros resultados do BE em Salvaterra. Tenho para mim que a razão está na idade... que pesa, oh se pesa, e só ele sabe quanto custa fabricar a imagem de juventude que distribui (mesmo com a ajuda da maquilhagem que a comunicação social dominante lhe proporciona). É que, não o esqueçamos, Louçã é o mais antigo de todos os líderes partidários em exercício. É a vida...