Rumo ao VIII Congresso da JCP
No decorrer da preparação da Festa do Avante!, na qual se envolveram milhares de militantes e amigos da JCP, contribuindo para o assinalável êxito que constituiu esta 29.ª edição, a Direcção Nacional da JCP marcou o VIII Congresso da JCP para os dias 20 e 21 de Maio do próximo ano.
Levar o Congresso à juventude é um objectivo que desde já se afirma
Trata-se da mais importante realização da JCP no ano de 2006 para a qual se convoca desde já toda a organização para um profundo envolvimento na preparação, discussão e realização do VIII Congresso.
A construção da opinião e das orientações colectivas, baseadas na experiência acumulada de quase 26 anos de luta (a JCP irá assinalar 26 anos no próximo dia 10 de Novembro), na ligação à realidade concreta do nosso País, aos problemas e aspirações da juventude portuguesa, num quadro marcado por uma violenta ofensiva contra os valores e ideais de Abril onde a juventude é um alvo privilegiado, é um aspecto estruturante que irá determinar a vida da JCP nos próximos anos.
Estando a nove meses da sua realização, envolvidos nas muitas tarefas e exigências que a presente batalha eleitoral autárquica nos coloca, os militantes da JCP e a organização em geral irão concentrar as suas atenções na construção colectiva do Congresso e na concretização dos seus principais objectivos.
Nas diferentes fases de preparação, coloca-se a necessidade de aprofundar a análise da situação da juventude no nosso país, conhecer os principais problemas, interpretar as justas e legítimas aspirações das massas juvenis, apontar soluções e políticas que rompam com a continuidade das políticas de direita e devolvam a confiança e a esperança aos jovens. Tais exigências só serão alcançadas tendo por base uma profunda ligação à realidade concreta por parte da organização da JCP, ligação aos estudantes e ao movimento estudantil, ligação aos jovens trabalhadores e ao movimento sindical, ligação à realidade local e particular de centenas de localidades do nosso país e ao movimento associativo juvenil de base local. O processo de construção do Congresso é, então, dialéctico, um melhor conhecimento da realidade implica e é resultado do reforço da organização da JCP num conjunto largo de vertentes de trabalho.
A dinâmica introduzida pelo objectivo concreto que é a realização de um congresso, o efeito «alavanca» que tem no trabalho de toda a organização, o entusiasmo e a alegria que suscita no seio dos militantes, cria condições objectivas e subjectivas para um efectivo reforço de toda a organização. Procurando dar resposta à necessidade de um carácter mais regular de muitas tarefas assumidas no seio da organização (imprensa partidária - AGIT, Avante!, O Militante –, cobrança de quotas e recolha de fundos…), aumentar a capacidade realizadora da JCP, aumentar a diversidade de áreas onde a JCP intervém, reforçar a ligação dos organismos aos militantes, intensificar a ligação e coordenação entre os organismos de direcção e os colectivos de base, dar resposta à campanha de recrutamentos entretanto lançada de 1000 novas adesões até ao Congresso, bem como a campanha de fundos de 60 mil euros necessários para dar resposta às muitas exigências que esta iniciativa comporta.
Coloca-se ainda com grande centralidade o reforço da intervenção e organização da JCP junto da juventude trabalhadora, bem como no movimento associativo juvenil de base local que, apesar de progressos diferenciados desde o último Congresso, continuam a ser as duas frentes de trabalho onde se exigem mais avanços.
Tal não significa um alheamento da JCP durante esta fase face à vida, face à dura realidade e às dificuldades que as massas juvenis enfrentam e às condições e necessidades do desenvolvimento da luta juvenil em diferentes sectores por objectivos concretos, luta esta que mais do que nunca se justifica pelo acentuar das dificuldades e problemas criados e aprofundados pela política de direita, protagonizada no presente pelo Partido Socialista. Ligação à vida que confirmará mais uma vez a JCP como a organização revolucionária da juventude portuguesa.
O papel dos militantes
Numa organização juvenil, são frequentes e naturais as constantes alterações das perspectivas de vida. Na JCP também assim o é, o que implica que num período de três a quatro anos se registem grandes alterações na composição não só da organização em termos gerais, como do núcleo activo em particular. Para milhares de militantes, este será o seu primeiro Congresso, a sua primeira grande experiência em torno do funcionamento democrático do nosso colectivo partidário. É também por isso um riquíssimo processo de aprendizagem, sobre a forma de funcionamento da JCP e do Partido, sobre a natureza de classe da nossa organização, sobre os objectivos de superação revolucionária do capitalismo a que nos propomos.
Para qualquer jovem comunista esta será uma exaltante e fraterna experiência de trabalho colectivo, assumindo que cada militante tem um papel determinante na actividade da organização. O Congresso irá assumir também um insubstituível papel na formação ideológica de centenas de quadros da JCP.
Transformar o sonho em vida
Levar o Congresso às escolas, aos locais de trabalho, aos bairros, às associações juvenis e a milhares de jovens que não sendo da JCP, têm na nossa organização um elemento de referência e de confiança face às suas lutas, é desde já um objectivo que se afirma.
«Transformar o Sonho em Vida» foi o lema escolhido pela JCP para dar expressão pública e conteúdo à afirmação política do Congresso. Trata-se do excerto final da frase com que o camarada Álvaro Cunhal encerrou o encontro de unificação da UJC com a UEC, em 1976, e mais não significa do que continuar a luta por mais emprego e direitos, por uma educação pública, gratuita e de qualidade, pela paz e solidariedade entre os povos, pelo direito à habitação, pelo reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos, por um País livre, soberano, por uma democracia avançada, pelo Socialismo. É com esta determinação que a JCP irá trabalhar rumo ao VIII Congresso.
A construção da opinião e das orientações colectivas, baseadas na experiência acumulada de quase 26 anos de luta (a JCP irá assinalar 26 anos no próximo dia 10 de Novembro), na ligação à realidade concreta do nosso País, aos problemas e aspirações da juventude portuguesa, num quadro marcado por uma violenta ofensiva contra os valores e ideais de Abril onde a juventude é um alvo privilegiado, é um aspecto estruturante que irá determinar a vida da JCP nos próximos anos.
Estando a nove meses da sua realização, envolvidos nas muitas tarefas e exigências que a presente batalha eleitoral autárquica nos coloca, os militantes da JCP e a organização em geral irão concentrar as suas atenções na construção colectiva do Congresso e na concretização dos seus principais objectivos.
Nas diferentes fases de preparação, coloca-se a necessidade de aprofundar a análise da situação da juventude no nosso país, conhecer os principais problemas, interpretar as justas e legítimas aspirações das massas juvenis, apontar soluções e políticas que rompam com a continuidade das políticas de direita e devolvam a confiança e a esperança aos jovens. Tais exigências só serão alcançadas tendo por base uma profunda ligação à realidade concreta por parte da organização da JCP, ligação aos estudantes e ao movimento estudantil, ligação aos jovens trabalhadores e ao movimento sindical, ligação à realidade local e particular de centenas de localidades do nosso país e ao movimento associativo juvenil de base local. O processo de construção do Congresso é, então, dialéctico, um melhor conhecimento da realidade implica e é resultado do reforço da organização da JCP num conjunto largo de vertentes de trabalho.
A dinâmica introduzida pelo objectivo concreto que é a realização de um congresso, o efeito «alavanca» que tem no trabalho de toda a organização, o entusiasmo e a alegria que suscita no seio dos militantes, cria condições objectivas e subjectivas para um efectivo reforço de toda a organização. Procurando dar resposta à necessidade de um carácter mais regular de muitas tarefas assumidas no seio da organização (imprensa partidária - AGIT, Avante!, O Militante –, cobrança de quotas e recolha de fundos…), aumentar a capacidade realizadora da JCP, aumentar a diversidade de áreas onde a JCP intervém, reforçar a ligação dos organismos aos militantes, intensificar a ligação e coordenação entre os organismos de direcção e os colectivos de base, dar resposta à campanha de recrutamentos entretanto lançada de 1000 novas adesões até ao Congresso, bem como a campanha de fundos de 60 mil euros necessários para dar resposta às muitas exigências que esta iniciativa comporta.
Coloca-se ainda com grande centralidade o reforço da intervenção e organização da JCP junto da juventude trabalhadora, bem como no movimento associativo juvenil de base local que, apesar de progressos diferenciados desde o último Congresso, continuam a ser as duas frentes de trabalho onde se exigem mais avanços.
Tal não significa um alheamento da JCP durante esta fase face à vida, face à dura realidade e às dificuldades que as massas juvenis enfrentam e às condições e necessidades do desenvolvimento da luta juvenil em diferentes sectores por objectivos concretos, luta esta que mais do que nunca se justifica pelo acentuar das dificuldades e problemas criados e aprofundados pela política de direita, protagonizada no presente pelo Partido Socialista. Ligação à vida que confirmará mais uma vez a JCP como a organização revolucionária da juventude portuguesa.
O papel dos militantes
Numa organização juvenil, são frequentes e naturais as constantes alterações das perspectivas de vida. Na JCP também assim o é, o que implica que num período de três a quatro anos se registem grandes alterações na composição não só da organização em termos gerais, como do núcleo activo em particular. Para milhares de militantes, este será o seu primeiro Congresso, a sua primeira grande experiência em torno do funcionamento democrático do nosso colectivo partidário. É também por isso um riquíssimo processo de aprendizagem, sobre a forma de funcionamento da JCP e do Partido, sobre a natureza de classe da nossa organização, sobre os objectivos de superação revolucionária do capitalismo a que nos propomos.
Para qualquer jovem comunista esta será uma exaltante e fraterna experiência de trabalho colectivo, assumindo que cada militante tem um papel determinante na actividade da organização. O Congresso irá assumir também um insubstituível papel na formação ideológica de centenas de quadros da JCP.
Transformar o sonho em vida
Levar o Congresso às escolas, aos locais de trabalho, aos bairros, às associações juvenis e a milhares de jovens que não sendo da JCP, têm na nossa organização um elemento de referência e de confiança face às suas lutas, é desde já um objectivo que se afirma.
«Transformar o Sonho em Vida» foi o lema escolhido pela JCP para dar expressão pública e conteúdo à afirmação política do Congresso. Trata-se do excerto final da frase com que o camarada Álvaro Cunhal encerrou o encontro de unificação da UJC com a UEC, em 1976, e mais não significa do que continuar a luta por mais emprego e direitos, por uma educação pública, gratuita e de qualidade, pela paz e solidariedade entre os povos, pelo direito à habitação, pelo reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos, por um País livre, soberano, por uma democracia avançada, pelo Socialismo. É com esta determinação que a JCP irá trabalhar rumo ao VIII Congresso.