Japão vai a votos
O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, anunciou a dissolução do parlamento e a convocação de eleições legislativas antecipadas para 11 de Setembro, após uma grave cisão na maioria parlamentar.
70 por cento dos japoneses opõem-se à privatização dos Correios
O controverso projecto de privatização dos Correios dividiu as hostes do Partido Liberal Democrata (PDL), que governa o Japão há meio século quase sem interrupção. Apesar das profundas divergências internas manifestadas nos últimos meses, o primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, apostou tudo na sua «reforma», ameaçando convocar eleições antecipadas caso os deputados da maioria governamental ousassem chumbá-la.
Em parte, a chantagem resultou na primeira votação na câmara baixa do parlamento, realizada em 5 de Julho, quando a privatização foi aprovada por um escassa margem de cinco votos.
Tratava-se no entanto de uma vitória de bilro, já que 51 deputados do PDL rejeitaram a proposta do Governo, colocando Koizumi numa situação frágil para o combate seguinte.
A votação no Senado, realizada na segunda-feira, dia 8, confirmou as piores expectativas: 22 senadores do PLD votaram contra e oito abstiveram-se. Mais do que um rotundo «não» à proposta, (seria suficiente que 18 a rejeitassem), este resultado representa na prática a retirada da confiança política a Koizumi pelo seu próprio partido.
O serviço de Correios constitui a principal caixa de aforro do Japão e uma das maiores do mundo. Emprega mais de 260 mil pessoas em cerca de 25 mil postos de atendimento e é o maior comprador da dívida pública do Estado.
O objectivo do governo era encaminhar para o sector privado os enormes fundos da instituição, calculados em 2 550 mil milhões de euros, a maioria dos quais investidos em obrigações do tesouro de baixa rentabilidade, respondendo assim às exigências dos grupos financeiros japoneses e norte-americanos.
As sondagens indicam que 72 por cento dos japoneses se opõem à privatização, receando que a degradação da qualidade do serviço. A últimas eleições legislativas tiveram lugar em Novembro de 2003.
Em parte, a chantagem resultou na primeira votação na câmara baixa do parlamento, realizada em 5 de Julho, quando a privatização foi aprovada por um escassa margem de cinco votos.
Tratava-se no entanto de uma vitória de bilro, já que 51 deputados do PDL rejeitaram a proposta do Governo, colocando Koizumi numa situação frágil para o combate seguinte.
A votação no Senado, realizada na segunda-feira, dia 8, confirmou as piores expectativas: 22 senadores do PLD votaram contra e oito abstiveram-se. Mais do que um rotundo «não» à proposta, (seria suficiente que 18 a rejeitassem), este resultado representa na prática a retirada da confiança política a Koizumi pelo seu próprio partido.
O serviço de Correios constitui a principal caixa de aforro do Japão e uma das maiores do mundo. Emprega mais de 260 mil pessoas em cerca de 25 mil postos de atendimento e é o maior comprador da dívida pública do Estado.
O objectivo do governo era encaminhar para o sector privado os enormes fundos da instituição, calculados em 2 550 mil milhões de euros, a maioria dos quais investidos em obrigações do tesouro de baixa rentabilidade, respondendo assim às exigências dos grupos financeiros japoneses e norte-americanos.
As sondagens indicam que 72 por cento dos japoneses se opõem à privatização, receando que a degradação da qualidade do serviço. A últimas eleições legislativas tiveram lugar em Novembro de 2003.