Carris para privatizar
Para a célula do PCP na Carris, o Governo pretende «avançar com a privatização da empresa, no seu todo ou em partes, atacar os direitos dos trabalhadores e satisfazer a gula dos grupos privados», e para tal usa «o pretexto e a cobertura» da «municipalização».
Num comunicado em distribuição desde a semana passada, os comunistas afirmam que o Governo do PSD-CDS/PP e o conselho de administração da Carris «põem em causa o futuro da empresa, prejudicam a cidade de Lisboa, os utentes e os trabalhadores», pois desencadeiam «uma ofensiva destruidora com vista à privatização, a coberto da encomenda de estudos e projectos aos consultores “de serviço“, que chegam sempre aos resultados políticos previamente determinados».
Pelos problemas que atingem a Carris, a célula do PCP responsabiliza a política de direita de diferentes governos, que não cumpriram com a obrigação de dotar a empresa dos meios financeiros e técnicos necessários ao seu funcionamento, conforme a Comissão Interministerial de Análise às Contas Públicas reconheceu num Relatório de Julho de 2002.
Na última década, ascende a mais de 85 milhões de contos a diferença entre o valor pago de indemnizações compensatórias e o valor devido, notam os trabalhadores comunistas da Carris, recordando que esta e as restantes empresas públicas «são espoliadas em muitos milhões de contos a favor das empresas privadas de passageiros (das quais o Grupo Barraqueiro é o principal beneficiado) na repartição das receitas do passe social».
Igualmente, a perda de parte significativa dos utentes para o transporte individual resultou de opções políticas e da sua diligente aplicação pelas administrações.
Alegando dificuldades financeiras, a Carris recorreu recentemente a um empréstimo à banca, mas a seguir verificou-se «uma enorme pressão e repressão sobre os trabalhadores, com vista à redução dos postos de trabalho, e para este fim já há disponibilidade financeira», protesta a célula.
O PCP questiona os limites e os motivos da «municipalização», sublinhando que não tem que passar por aqui o caminho para a resolução dos problemas da Carris, para a prestação de um melhor serviço aos utentes ou para defender o emprego e os direitos dos trabalhadores.
Recentes declarações do presidente do CA «provam claramente» que a preocupação principal é realizar «negócios imobiliários e outros».
«Hoje, como no passado, é na luta e unidade dos trabalhadores, em convergência com a luta dos utentes, que está o caminho seguro para a defesa dos seus interesses de classe e do futuro da empresa», conclui a célula, apontando «cinco medidas urgentes para uma Carris com futuro» - à cabeça das quais surge a «paragem imediata da ofensiva privatizadora».
Num comunicado em distribuição desde a semana passada, os comunistas afirmam que o Governo do PSD-CDS/PP e o conselho de administração da Carris «põem em causa o futuro da empresa, prejudicam a cidade de Lisboa, os utentes e os trabalhadores», pois desencadeiam «uma ofensiva destruidora com vista à privatização, a coberto da encomenda de estudos e projectos aos consultores “de serviço“, que chegam sempre aos resultados políticos previamente determinados».
Pelos problemas que atingem a Carris, a célula do PCP responsabiliza a política de direita de diferentes governos, que não cumpriram com a obrigação de dotar a empresa dos meios financeiros e técnicos necessários ao seu funcionamento, conforme a Comissão Interministerial de Análise às Contas Públicas reconheceu num Relatório de Julho de 2002.
Na última década, ascende a mais de 85 milhões de contos a diferença entre o valor pago de indemnizações compensatórias e o valor devido, notam os trabalhadores comunistas da Carris, recordando que esta e as restantes empresas públicas «são espoliadas em muitos milhões de contos a favor das empresas privadas de passageiros (das quais o Grupo Barraqueiro é o principal beneficiado) na repartição das receitas do passe social».
Igualmente, a perda de parte significativa dos utentes para o transporte individual resultou de opções políticas e da sua diligente aplicação pelas administrações.
Alegando dificuldades financeiras, a Carris recorreu recentemente a um empréstimo à banca, mas a seguir verificou-se «uma enorme pressão e repressão sobre os trabalhadores, com vista à redução dos postos de trabalho, e para este fim já há disponibilidade financeira», protesta a célula.
O PCP questiona os limites e os motivos da «municipalização», sublinhando que não tem que passar por aqui o caminho para a resolução dos problemas da Carris, para a prestação de um melhor serviço aos utentes ou para defender o emprego e os direitos dos trabalhadores.
Recentes declarações do presidente do CA «provam claramente» que a preocupação principal é realizar «negócios imobiliários e outros».
«Hoje, como no passado, é na luta e unidade dos trabalhadores, em convergência com a luta dos utentes, que está o caminho seguro para a defesa dos seus interesses de classe e do futuro da empresa», conclui a célula, apontando «cinco medidas urgentes para uma Carris com futuro» - à cabeça das quais surge a «paragem imediata da ofensiva privatizadora».