«Tanga» (3) – O regresso dos «sacrifícios»
Na saga da «Tanga», como na «Guerra das Estrelas», este episódio, é apenas mais um duma história longa e conhecida, que está a acontecer aqui e agora (e não «numa galáxia longínqua»), com efeitos catastróficos para a nossa economia e soberania e para os direitos e qualidade de vida dos trabalhadores e do povo.
A «Tanga» (1) surgiu há pouco mais de três anos, quando D.Barroso disse na AR: «vivemos uma gravíssima crise orçamental ... poucas vezes um governo terá deixado uma herança tão pesada e difícil, ... os esforços a pedir aos portugueses visam colocar ordem nas finanças do Estado».
A «Tanga» (2) foi formulada há quatro meses, antes das eleições, pelo «Conselho Económico» do PS – com V.Constâncio, P.Moura, A.Vitorino, J.Sócrates, etc. – há um «estado de emergência nas finanças públicas», «chegou a hora da verdade para a redução do déficit orçamental no horizonte de dois anos», «são precisos sacrifícios».
Logo na altura, face à denuncia do PCP de que o PS preparava a política da Tanga (2), de «sacrifícios» para os mesmos de sempre, Sócrates veio negar a pés juntos que fosse trilhar esses caminhos – «com o PS não haverá regresso da teoria da Tanga», haverá «rigor e disciplina orçamental», mas com «investimento» e «choque tecnológico».
E agora, neste preciso momento, sob o comando de Sócrates, mas de facto às ordens dos interesses e do «Império», está em marcha uma monumental manobra de contra-informação, envolvendo quadros, «opinadores» e arrivistas do «arco» neo liberal, do Governo, do PS, do PSD, do Banco de Portugal, etc., para fazer constar que o déficit atinge afinal uns «inesperados» 6,83% – «o país está de Tanga» (3) – e que a «única resposta» é o «corte drástico» das despesas do Estado, na saúde, educação e segurança social, de 4000 milhões de Euros em três anos, e a «coragem de abandonar as promessas», de cortar postos de trabalho, salários e direitos, de aumentar de novo os impostos que não toquem no grande capital e de «emagrecer o Estado» e entregar ao «mercado» tudo o que lhe interesse «abichar».
E procuram «apenas» fazer esquecer aquilo que todos sabemos – é que foi a «teoria da Tanga», de todos estes anos de «combate ao déficit» pela via destas políticas de direita, do PSD, CDS e PS, que conduziu aos 6,83%, e também àquela «ninharia» de aumentarem sempre os lucros dos grandes interesses e da banca (mais 42,6% no trimestre) e de sempre crescerem ainda mais os «sacrifícios» dos mesmos de sempre.
Não será mais que tempo de acabar com a «Tanga» e mudar a sério?
A «Tanga» (1) surgiu há pouco mais de três anos, quando D.Barroso disse na AR: «vivemos uma gravíssima crise orçamental ... poucas vezes um governo terá deixado uma herança tão pesada e difícil, ... os esforços a pedir aos portugueses visam colocar ordem nas finanças do Estado».
A «Tanga» (2) foi formulada há quatro meses, antes das eleições, pelo «Conselho Económico» do PS – com V.Constâncio, P.Moura, A.Vitorino, J.Sócrates, etc. – há um «estado de emergência nas finanças públicas», «chegou a hora da verdade para a redução do déficit orçamental no horizonte de dois anos», «são precisos sacrifícios».
Logo na altura, face à denuncia do PCP de que o PS preparava a política da Tanga (2), de «sacrifícios» para os mesmos de sempre, Sócrates veio negar a pés juntos que fosse trilhar esses caminhos – «com o PS não haverá regresso da teoria da Tanga», haverá «rigor e disciplina orçamental», mas com «investimento» e «choque tecnológico».
E agora, neste preciso momento, sob o comando de Sócrates, mas de facto às ordens dos interesses e do «Império», está em marcha uma monumental manobra de contra-informação, envolvendo quadros, «opinadores» e arrivistas do «arco» neo liberal, do Governo, do PS, do PSD, do Banco de Portugal, etc., para fazer constar que o déficit atinge afinal uns «inesperados» 6,83% – «o país está de Tanga» (3) – e que a «única resposta» é o «corte drástico» das despesas do Estado, na saúde, educação e segurança social, de 4000 milhões de Euros em três anos, e a «coragem de abandonar as promessas», de cortar postos de trabalho, salários e direitos, de aumentar de novo os impostos que não toquem no grande capital e de «emagrecer o Estado» e entregar ao «mercado» tudo o que lhe interesse «abichar».
E procuram «apenas» fazer esquecer aquilo que todos sabemos – é que foi a «teoria da Tanga», de todos estes anos de «combate ao déficit» pela via destas políticas de direita, do PSD, CDS e PS, que conduziu aos 6,83%, e também àquela «ninharia» de aumentarem sempre os lucros dos grandes interesses e da banca (mais 42,6% no trimestre) e de sempre crescerem ainda mais os «sacrifícios» dos mesmos de sempre.
Não será mais que tempo de acabar com a «Tanga» e mudar a sério?