Obra de Lorca evocada
Mais de 60 pessoas participaram na sessão sobre a Alocução ao Povo da Aldeia de Fuentevaqueros, de Federico Garcia Lorca, que a Comissão Concelhia de Palmela do PCP promoveu, na passada quinta-feira, na Biblioteca Municipal do Pinhal Novo.
A iniciativa inseriu-se nas iniciativas comunistas da comemoração do 60º aniversário da derrota do nazi-fascismo e teve como pretexto o inédito em Portugal da obra de Lorca, editado no ano passado pelo Sector Intelectual do Porto do PCP, quando do 30º aniversário do 25 de Abril.
A alocução do poeta andaluz deu-se na sua terra natal, em 1932, na inauguração da primeira biblioteca pública da província de Granada, e todo o seu valor intrínseco, que percorreu a sessão nas várias abordagens a que foi sujeito, não impediu a sua relação com o contexto da vida e morte de Lorca enquanto poeta da liberdade, assassinado pelos franquistas em 1936, em Viznar, no início da Guerra Civil Espanhola.
Assim, num espírito de tertúlia, que engajou várias pessoas convidadas a contribuir com a leitura de textos ou testemunhos de responsabilidade própria ou com a declamação da poesia de Lorca, Alberto Pereira abriu a discussão sobre o pensamento político do poeta, aconselhando à compra e leitura da Alocução, em resultado das quais «haveria certamente surpresas» (talvez a pensar na forma como nela estão aludidos o «grande Lenine» ou O Capital de Marx). Álvaro Amaro, por seu lado, sublinhou no livro o «desaparecimento das classes sociais, tal como estavam instituídas», «tendência» da humanidade que o poeta, no seu percurso tão prematuramente interrompido, assumia já, explicita e solidariamente, como adquirida.
Valdemar Santos aliou por sua vez a voz e o papel das mulheres que, no texto de Federico Garcia Lorca, têm um lugar singular no emocionante discurso de despedida das Brigadas Internacionais, que La Pasionária proferiu a 15 de Novembro de 1938, em Barcelona, num prenúncio e prelúdio da Segunda Guerra Mundial, que a vitória do Franco ainda mais animou. Daqui à prova da actualidade de Lorca na esfera política foi um passo.
Um exemplar do livro foi oferecido à casa anfitriã.
A iniciativa inseriu-se nas iniciativas comunistas da comemoração do 60º aniversário da derrota do nazi-fascismo e teve como pretexto o inédito em Portugal da obra de Lorca, editado no ano passado pelo Sector Intelectual do Porto do PCP, quando do 30º aniversário do 25 de Abril.
A alocução do poeta andaluz deu-se na sua terra natal, em 1932, na inauguração da primeira biblioteca pública da província de Granada, e todo o seu valor intrínseco, que percorreu a sessão nas várias abordagens a que foi sujeito, não impediu a sua relação com o contexto da vida e morte de Lorca enquanto poeta da liberdade, assassinado pelos franquistas em 1936, em Viznar, no início da Guerra Civil Espanhola.
Assim, num espírito de tertúlia, que engajou várias pessoas convidadas a contribuir com a leitura de textos ou testemunhos de responsabilidade própria ou com a declamação da poesia de Lorca, Alberto Pereira abriu a discussão sobre o pensamento político do poeta, aconselhando à compra e leitura da Alocução, em resultado das quais «haveria certamente surpresas» (talvez a pensar na forma como nela estão aludidos o «grande Lenine» ou O Capital de Marx). Álvaro Amaro, por seu lado, sublinhou no livro o «desaparecimento das classes sociais, tal como estavam instituídas», «tendência» da humanidade que o poeta, no seu percurso tão prematuramente interrompido, assumia já, explicita e solidariamente, como adquirida.
Valdemar Santos aliou por sua vez a voz e o papel das mulheres que, no texto de Federico Garcia Lorca, têm um lugar singular no emocionante discurso de despedida das Brigadas Internacionais, que La Pasionária proferiu a 15 de Novembro de 1938, em Barcelona, num prenúncio e prelúdio da Segunda Guerra Mundial, que a vitória do Franco ainda mais animou. Daqui à prova da actualidade de Lorca na esfera política foi um passo.
Um exemplar do livro foi oferecido à casa anfitriã.