Portugueses escravizados em Espanha
O PCP está preocupado com a exploração desenfreada a que estão sujeitos milhares de portugueses que procuraram Espanha para trabalhar, em busca de melhores salários e condições de vida. Segundo algumas organizações sociais, que trabalham no terreno, estes trabalhadores vivem sob o jugo do medo, porque as ameaças existem e chegam até às famílias.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte, da CGTP, informou que na Galiza e em Navarra são milhares os portugueses a trabalhar em condições precárias e «tratados como escravos». O salário que lhe é pago é muito inferior àquele para o qual foram contratados, denuncia o sindicalista.
Esta questão chegou à Assembleia da República pela voz da deputada comunista Luísa Mesquita. A deputada do PCP denunciou, no Parlamento, a exploração desenfreada a que estão sujeitos estes trabalhadores, lembrando, em requerimento, que este problema é «notícia frequente na comunicação social» e alvo de denúncia permanente das estruturas sindicais. No entanto, afirmou, «tudo se mantém como se de situações aceitáveis se tratasse». Mas não é. É grave e aumenta de dia para dia, realçou a deputada.
Para Luísa Mesquita, «estamos a regressar ao tempo da escravatura». E, prossegue no requerimento que apresentou no Parlamento, «suspeitamos que muitos acidentes laborais, dos quais três ou quatro mortais, se deram devido ao cansaço». Porque «estamos a falar de jornadas de trabalho de 10 e 12 horas seguidas», destacou, acusando os patrões recorrer a diversas formas de ludibriar as autoridades. É vulgar o recurso a máfias, acusa a deputada.
Para a parlamentar comunista, não é possível que o Governo português ignore tudo quanto vem sendo denunciado pela comunicação social, bem como por estruturas sindicais de ambos os países, acerca deste tipo de práticas. E questiona: «Que medidas já foram tomadas para proceder às urgentes averiguações, às consequentes identificações dos responsáveis e às óbvias sanções?»
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte, da CGTP, informou que na Galiza e em Navarra são milhares os portugueses a trabalhar em condições precárias e «tratados como escravos». O salário que lhe é pago é muito inferior àquele para o qual foram contratados, denuncia o sindicalista.
Esta questão chegou à Assembleia da República pela voz da deputada comunista Luísa Mesquita. A deputada do PCP denunciou, no Parlamento, a exploração desenfreada a que estão sujeitos estes trabalhadores, lembrando, em requerimento, que este problema é «notícia frequente na comunicação social» e alvo de denúncia permanente das estruturas sindicais. No entanto, afirmou, «tudo se mantém como se de situações aceitáveis se tratasse». Mas não é. É grave e aumenta de dia para dia, realçou a deputada.
Para Luísa Mesquita, «estamos a regressar ao tempo da escravatura». E, prossegue no requerimento que apresentou no Parlamento, «suspeitamos que muitos acidentes laborais, dos quais três ou quatro mortais, se deram devido ao cansaço». Porque «estamos a falar de jornadas de trabalho de 10 e 12 horas seguidas», destacou, acusando os patrões recorrer a diversas formas de ludibriar as autoridades. É vulgar o recurso a máfias, acusa a deputada.
Para a parlamentar comunista, não é possível que o Governo português ignore tudo quanto vem sendo denunciado pela comunicação social, bem como por estruturas sindicais de ambos os países, acerca deste tipo de práticas. E questiona: «Que medidas já foram tomadas para proceder às urgentes averiguações, às consequentes identificações dos responsáveis e às óbvias sanções?»