Construir a alternativa
A Organização Concelhia da Amadora do PCP realizou, no sábado passado, a sua 7.ª Assembleia de Organização.
O PCP propõe-se ser alternativa ao PS na Câmara da Amadora
A Assembleia, que teve a participação de Rosa Rabiais, membro da Comissão Política, que encerrou os trabalhos, depois de analisar o projecto de Resolução Política, aprovada por unanimidade, elegeu, com uma abstenção, a nova Comissão Concelhia, agora constituída por 60 elementos, 46% dos quais integram-na pela primeira vez.
Depois da intervenção de abertura dos trabalhos, feita por Manuel Gouveia, membro do Comité Central e responsável pela organização da Amadora, a Assembleia deu início à discussão da Resolução Política, que foi acompanhada pelos cerca de 200 delegados e convidados presentes da sala.
A Resolução Política incorpora fundamentalmente as conclusões resultantes da profunda análise feita na organização à actividade desenvolvida pelo Partido desde a última Assembleia, bem como uma crítica lúcida às insuficiências, erros e desvios que a acompanharam.
Uma avaliação sintética à política do actual Governo de direita e às consequências extremamente negativas dela resultantes constituiu o pontapé de partida para a discussão das tarefas que se impõem aos comunistas nos tempos mais próximos e a definição de linhas de trabalho adequadas.
A concretização dessas tarefas é, contudo, «indissociável do reforço da organização partidária, particularmente no seio da classe operária e dos trabalhadores e do combate em defesa da unidade do Partido».
Organização é fundamental
Nesse sentido, a Assembleia apontou algumas empresas prioritárias para o trabalho do PCP: empresas industriais mais importantes, grandes superfícies, Câmara Municipal da Amadora e Hospital Fernando Fonseca.
A dinamização da luta das populações e o reforço do movimento popular foram outros aspectos analisados pelos delegados presentes, que definiram também algumas linhas de trabalho para a intervenção da organização junto de camadas específicas da população.
O trabalho junto da juventude mereceu, porém, atenção particular da Assembleia, que considerou fundamental para o reforço do trabalho junto dos jovens - com problemas muito específicos e a viver grandes dificuldades -, a melhoria da articulação do trabalho com a JCP, vanguarda política da juventude.
Outras questão a que a Assembleia deu grande importância foi ao trabalho autárquico, uma vez que o PS, nos últimos cinco anos à frente do município, apenas tem «desgovernado a cidade», o que impõe, desde logo, a necessidade de contrapor ao seu projecto «um projecto alternativo e mobilizador» que só a CDU protagoniza. Assim, a Assembleia definiu como objectivo eleitoral a conquista da Câmara Municipal e o essencial das Juntas de Freguesia do concelho nas próximas eleições autárquicas.
O PCP, principal força integrante da CDU, propõe-se, assim, tornar Amadora uma cidade de emprego, que promova a defesa e requalificação das Zonas Industriais, com destaque para a da Venda Nova/Falagueira, especialmente ameaçada pela especulação imobiliária e financeira. Mais, uma cidade que garanta e promova o acesso universal aos serviços básicos, a qualidade de vida e o ambiente, uma cidade com vida própria, que fomente a cultura e valorize os tempos livres.
Entretanto, considerando que «não é possível levar à prática qualquer orientação, por mais correcta que seja, sem organização», os delegados aprovaram um conjunto de medidas de reforço orgânico, dando especial destaque à campanha de contacto com todos os membros do Partido e à elevação da participação dos militantes, bem como ao recrutamento, «determinante para o rejuvenescimento e reforço da organização».
Depois da intervenção de abertura dos trabalhos, feita por Manuel Gouveia, membro do Comité Central e responsável pela organização da Amadora, a Assembleia deu início à discussão da Resolução Política, que foi acompanhada pelos cerca de 200 delegados e convidados presentes da sala.
A Resolução Política incorpora fundamentalmente as conclusões resultantes da profunda análise feita na organização à actividade desenvolvida pelo Partido desde a última Assembleia, bem como uma crítica lúcida às insuficiências, erros e desvios que a acompanharam.
Uma avaliação sintética à política do actual Governo de direita e às consequências extremamente negativas dela resultantes constituiu o pontapé de partida para a discussão das tarefas que se impõem aos comunistas nos tempos mais próximos e a definição de linhas de trabalho adequadas.
A concretização dessas tarefas é, contudo, «indissociável do reforço da organização partidária, particularmente no seio da classe operária e dos trabalhadores e do combate em defesa da unidade do Partido».
Organização é fundamental
Nesse sentido, a Assembleia apontou algumas empresas prioritárias para o trabalho do PCP: empresas industriais mais importantes, grandes superfícies, Câmara Municipal da Amadora e Hospital Fernando Fonseca.
A dinamização da luta das populações e o reforço do movimento popular foram outros aspectos analisados pelos delegados presentes, que definiram também algumas linhas de trabalho para a intervenção da organização junto de camadas específicas da população.
O trabalho junto da juventude mereceu, porém, atenção particular da Assembleia, que considerou fundamental para o reforço do trabalho junto dos jovens - com problemas muito específicos e a viver grandes dificuldades -, a melhoria da articulação do trabalho com a JCP, vanguarda política da juventude.
Outras questão a que a Assembleia deu grande importância foi ao trabalho autárquico, uma vez que o PS, nos últimos cinco anos à frente do município, apenas tem «desgovernado a cidade», o que impõe, desde logo, a necessidade de contrapor ao seu projecto «um projecto alternativo e mobilizador» que só a CDU protagoniza. Assim, a Assembleia definiu como objectivo eleitoral a conquista da Câmara Municipal e o essencial das Juntas de Freguesia do concelho nas próximas eleições autárquicas.
O PCP, principal força integrante da CDU, propõe-se, assim, tornar Amadora uma cidade de emprego, que promova a defesa e requalificação das Zonas Industriais, com destaque para a da Venda Nova/Falagueira, especialmente ameaçada pela especulação imobiliária e financeira. Mais, uma cidade que garanta e promova o acesso universal aos serviços básicos, a qualidade de vida e o ambiente, uma cidade com vida própria, que fomente a cultura e valorize os tempos livres.
Entretanto, considerando que «não é possível levar à prática qualquer orientação, por mais correcta que seja, sem organização», os delegados aprovaram um conjunto de medidas de reforço orgânico, dando especial destaque à campanha de contacto com todos os membros do Partido e à elevação da participação dos militantes, bem como ao recrutamento, «determinante para o rejuvenescimento e reforço da organização».