Mentiras contra o passe
Manuela Ferreira Leite «deixa perfeitamente claro que, para avançar com as privatizações, vale tudo», acusa a Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP, denunciando o ataque contra o passe social intermodal.
O PCP tem apresentado medidas e propostas alternativas
A titular das Finanças veio recentemente defender preços diferenciados, conforme os rendimentos de cada utente, para os passes sociais, alegando que tal medida visaria também resolver os problemas das empresas do sector. Para a DORL, a ministra «prepara-se para desferir mais uma machadada nos direitos dos utentes e no próprio sistema de transportes públicos». Num comunicado que divulgou anteontem, a estrutura de direcção do PCP no distrito afirma que Manuela Ferreira Leite «recorre a afirmações demagógicas e populistas, para esconder o carácter anti-social da política deste Governo e omitir que o seu principal objectivo é satisfazer os interesses dos grupos privados do sector».
Os comunistas recordam que, em dez anos, 13 por cento dos utentes dos transportes públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foram empurrados para o transporte individual. Para o PCP, é necessário «inverter a política de transportes», marcada até agora pelas privatizações, o aumento dos preços do passe social intermodal e dos bilhetes dos transportes públicos, a proliferação de títulos de transporte por operador, a redução de carreiras e horários, a falta de oferta para novas necessidades.
O PCP desmente que seja o passe social a fonte dos problemas das empresas públicas de transportes, contrapondo resultados do relatório de Julho passado, da comissão interministerial de análise às contas públicas, que responsabiliza por tal situação os governos, pois não pagaram às empresas as indemnizações compensatórias devidas pelo serviço público prestado. Não é, igualmente, verdade, que em Portugal se pague pouco, já que um bilhete de autocarro custa em Lisboa o mesmo que em Londres, apesar do salário mínimo nacional representar cerca de um terço do que vigora na Grã-Bretanha. Também está provado, pela experiência dos utentes e no Inquérito à Mobilidade, que os transportes públicos pioraram com as privatizações.
A DORL apela aos utentes e trabalhadores do sector, para que expressem repúdio e descontentamento face às intenções do Governo e reivindiquem melhores transportes públicos.
Os comunistas recordam que, em dez anos, 13 por cento dos utentes dos transportes públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foram empurrados para o transporte individual. Para o PCP, é necessário «inverter a política de transportes», marcada até agora pelas privatizações, o aumento dos preços do passe social intermodal e dos bilhetes dos transportes públicos, a proliferação de títulos de transporte por operador, a redução de carreiras e horários, a falta de oferta para novas necessidades.
O PCP desmente que seja o passe social a fonte dos problemas das empresas públicas de transportes, contrapondo resultados do relatório de Julho passado, da comissão interministerial de análise às contas públicas, que responsabiliza por tal situação os governos, pois não pagaram às empresas as indemnizações compensatórias devidas pelo serviço público prestado. Não é, igualmente, verdade, que em Portugal se pague pouco, já que um bilhete de autocarro custa em Lisboa o mesmo que em Londres, apesar do salário mínimo nacional representar cerca de um terço do que vigora na Grã-Bretanha. Também está provado, pela experiência dos utentes e no Inquérito à Mobilidade, que os transportes públicos pioraram com as privatizações.
A DORL apela aos utentes e trabalhadores do sector, para que expressem repúdio e descontentamento face às intenções do Governo e reivindiquem melhores transportes públicos.