«Apito dourado» ... ou ao lado?
Nestes dias, certos media passam de lado pelo dramático agravamento da crise do nosso sistema produtivo e ocultam a responsabilidade das políticas de direita a este respeito – de outros e deste governo, que, por omissão conivente, potencia as dificuldades, enquanto encena o «estado de graça».
O último «expresso», paradigma do poder empresarial-mediático, que por cá (se) governa, trazia em «caixa» as acusações do despacho da juíza de instrução do processo «apito dourado» e os esquemas sórdidos da pequena corrupção na arbitragem, com que certos dirigentes de dois clubes de topo, defraudaram a verdade desportiva no futebol – como aconteceu outras vezes, com estes e outros protagonistas.
Nesta matéria, urge contribuir para a transparência e a verdade desportiva e importa não resvalar para a superficialidade e a «clubite». Importa perceber que a corrupção é intrínseca ao «mercado», ao seu funcionamento e valores dominantes, materiais e ideológicos.
Importa lembrar que, em meia dúzia de anos, são dezenas os «casos» investigados – apenas a ponta do iceberg – em que o futebol é o pretexto, porque na realidade do que se trata é de crime económico puro e duro – burla, administração danosa, apropriação ilícita, peculato, fuga ao fisco, corrupção, branqueamento – e em que relevam pequenos e médios bandidos dos negócios do «pontapé na bola» e quadros da direita e do PS, em Gondomar, na Madeira, no Porto, em Lisboa, ... nas alterações dos PDMs, nas obras públicas, nas transferências de meios do Estado e municipais, na especulação imobiliária e nos «totonegócios».
Importa ter presente que, mesmo com clubes falidos, as SADs são um negócio dos grandes interesses e que há retornos de 400% nas transferências, na publicidade, nas televisões. E que abundam as manobras e mistificações, as de Pina Moura e Bagão, com as dívidas dos clubes à segurança social, e as de Nuno Cardoso em Janeiro e agora as desse «impoluto» «(social)democrata» que dá pelo título de «major» Valentim Loureiro, fazendo-se vítima inocente e perseguido pela «monstruosa» justiça.
E vale (re)lembrar que o absolutamente essencial no «apito dourado» é julgar os negócios criminosos de muitos milhões do tráfico de influências, e não o «apito ao lado», das centenas de episódios sórdidos da pequena corrupção.
Há que afirmá-lo. Por elementar respeito e exercício do regime democrático, e para que o saiba o «major» e demais «figurões».
O último «expresso», paradigma do poder empresarial-mediático, que por cá (se) governa, trazia em «caixa» as acusações do despacho da juíza de instrução do processo «apito dourado» e os esquemas sórdidos da pequena corrupção na arbitragem, com que certos dirigentes de dois clubes de topo, defraudaram a verdade desportiva no futebol – como aconteceu outras vezes, com estes e outros protagonistas.
Nesta matéria, urge contribuir para a transparência e a verdade desportiva e importa não resvalar para a superficialidade e a «clubite». Importa perceber que a corrupção é intrínseca ao «mercado», ao seu funcionamento e valores dominantes, materiais e ideológicos.
Importa lembrar que, em meia dúzia de anos, são dezenas os «casos» investigados – apenas a ponta do iceberg – em que o futebol é o pretexto, porque na realidade do que se trata é de crime económico puro e duro – burla, administração danosa, apropriação ilícita, peculato, fuga ao fisco, corrupção, branqueamento – e em que relevam pequenos e médios bandidos dos negócios do «pontapé na bola» e quadros da direita e do PS, em Gondomar, na Madeira, no Porto, em Lisboa, ... nas alterações dos PDMs, nas obras públicas, nas transferências de meios do Estado e municipais, na especulação imobiliária e nos «totonegócios».
Importa ter presente que, mesmo com clubes falidos, as SADs são um negócio dos grandes interesses e que há retornos de 400% nas transferências, na publicidade, nas televisões. E que abundam as manobras e mistificações, as de Pina Moura e Bagão, com as dívidas dos clubes à segurança social, e as de Nuno Cardoso em Janeiro e agora as desse «impoluto» «(social)democrata» que dá pelo título de «major» Valentim Loureiro, fazendo-se vítima inocente e perseguido pela «monstruosa» justiça.
E vale (re)lembrar que o absolutamente essencial no «apito dourado» é julgar os negócios criminosos de muitos milhões do tráfico de influências, e não o «apito ao lado», das centenas de episódios sórdidos da pequena corrupção.
Há que afirmá-lo. Por elementar respeito e exercício do regime democrático, e para que o saiba o «major» e demais «figurões».