Portugal com a Revolução Bolivariana
É natural que a firmeza e a combatitividade das grandes massas venezuelanas estejam a suscitar um amplo movimento de apoio na América Latina. Hoje, em diferentes países da região, tomaram já forma organizações de solidariedade com a Revolução Bolivariana.
Porque os últimos acontecimentos na Venezuela transcendem o quadro latino-americano, também em Portugal, largas dezenas de pessoas, mulheres e homens de múltiplos quadrantes sociais, com formações culturais e opções ideológicas diversificadas, constituíram, esta semana, a Comissão Nacional de Solidariedade com o Povo da Venezuela Bolivariana (os nomes dos signatários serão posteriormente publicados no Avante!).
No âmbito da crise global que o mundo enfrenta, a Venezuela é, neste início do séculos XXI, cenário de um processo democrático acompanhado com muita atenção pela humanidade. Na pátria de Bolívar foi retomado um desafio ambicioso: transformar radicalmente, optando pela via institucional, uma sociedade marcada por chocantes desigualdades sociais - cerca de 80 por cento da população vivia abaixo do nível de pobreza, num país que é o 4.º exportador de petróleo do mundo -, libertando as grandes maiorias de uma opressão secular.
Não obstante as mudanças realizadas - que trouxeram grandes benefícios ao povo - serem empreendidas no rigoroso cumprimento de uma constituição inspirada nos ideias de Simon Bolívar e aprovadas pela esmagadora maioria dos eleitores - o governo democrático e progressista do presidente Hugo Chávez tem sido permanentemente hostilizado pelas forças de uma oligarquia anacrónica que conta com o apoio ostensivo da administração Bush.
Entretanto, em Abril de 2002, um golpe de Estado, no qual foi público o envolvimento de Washington, nomeadamente dos seus serviços de inteligência, e do governo de Aznar (Espanha), consegui por um período brevíssimo afastar o presidente Chávez, mas a intentona fascista fracassou graças à oposição maciça do povo, que saiu às ruas em defesa da democracia, e à atitude assumida pela maioria das forças armadas em defesa das instituições.
Sempre encorajados pela administração norte-americana e pelas transnacionais que durante décadas trataram a Venezuela como uma quinta, as forças golpistas trataram de paralisar o país posteriormente, organizando um lock out petrolífero, que também fracassou. A manobra que tinha como objectivo afastar da presidência o comandante Hugo Chávez através de um «referendo revogatório» sofreu uma derrota estrondosa.
O povo da Venezuela, assumindo o seu papel de sujeito da história, tem actuado ao longo da ininterrupta ofensiva das forças mais reaccionárias do país, como um autêntico herói colectivo, fazendo da sua participação na luta em defesa do regime constitucional uma arma de combate extraordinariamente eficaz.
Porque os últimos acontecimentos na Venezuela transcendem o quadro latino-americano, também em Portugal, largas dezenas de pessoas, mulheres e homens de múltiplos quadrantes sociais, com formações culturais e opções ideológicas diversificadas, constituíram, esta semana, a Comissão Nacional de Solidariedade com o Povo da Venezuela Bolivariana (os nomes dos signatários serão posteriormente publicados no Avante!).
No âmbito da crise global que o mundo enfrenta, a Venezuela é, neste início do séculos XXI, cenário de um processo democrático acompanhado com muita atenção pela humanidade. Na pátria de Bolívar foi retomado um desafio ambicioso: transformar radicalmente, optando pela via institucional, uma sociedade marcada por chocantes desigualdades sociais - cerca de 80 por cento da população vivia abaixo do nível de pobreza, num país que é o 4.º exportador de petróleo do mundo -, libertando as grandes maiorias de uma opressão secular.
Não obstante as mudanças realizadas - que trouxeram grandes benefícios ao povo - serem empreendidas no rigoroso cumprimento de uma constituição inspirada nos ideias de Simon Bolívar e aprovadas pela esmagadora maioria dos eleitores - o governo democrático e progressista do presidente Hugo Chávez tem sido permanentemente hostilizado pelas forças de uma oligarquia anacrónica que conta com o apoio ostensivo da administração Bush.
Entretanto, em Abril de 2002, um golpe de Estado, no qual foi público o envolvimento de Washington, nomeadamente dos seus serviços de inteligência, e do governo de Aznar (Espanha), consegui por um período brevíssimo afastar o presidente Chávez, mas a intentona fascista fracassou graças à oposição maciça do povo, que saiu às ruas em defesa da democracia, e à atitude assumida pela maioria das forças armadas em defesa das instituições.
Sempre encorajados pela administração norte-americana e pelas transnacionais que durante décadas trataram a Venezuela como uma quinta, as forças golpistas trataram de paralisar o país posteriormente, organizando um lock out petrolífero, que também fracassou. A manobra que tinha como objectivo afastar da presidência o comandante Hugo Chávez através de um «referendo revogatório» sofreu uma derrota estrondosa.
O povo da Venezuela, assumindo o seu papel de sujeito da história, tem actuado ao longo da ininterrupta ofensiva das forças mais reaccionárias do país, como um autêntico herói colectivo, fazendo da sua participação na luta em defesa do regime constitucional uma arma de combate extraordinariamente eficaz.