Por um mundo melhor!
Dois anos após a invasão do Iraque, a data foi assinalada, este fim-de-semana, em Portugal com a Sessão Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque e com manifestações simultâneas em Lisboa e Porto.
A paz exige o fim da ocupação no Iraque
No sábado, em Lisboa, perto de um milhar de pessoas concentraram-se no Largo de Camões. «Ocupação é crime, Portugal por uma política de paz», «Iraque livre, Bush preso», «Bush assassino» e «EUA fora do Iraque», eram as frases que se podiam ler em dísticos e faixas.
Organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), a União dos Sindicatos de Lisboa e a CGTP marcaram presença no protesto com faixas «Contra a ocupação do Iraque», militantes do PCP ostentavam panos em que se lia «Pela soberania do povo iraquiano» e membros da JCP exibiam dísticos com a frase «Não à participação portuguesa na guerra». Curiosamente algumas organizações não participaram nesta jornada de luta, pela paz. PS e BE, que em anteriores acções, pela mesma causa, marcaram presença, desta vez excluíram-se do protesto.
Naquele espaço, havia ainda uma banca do CPPC onde se podia adquirir vários materiais. «A paz exige o fim da ocupação e só em paz o Iraque e a região poderão encontrar os caminhos da estabilidade e do desenvolvimento e da democracia», lê-se num documento distribuídos aos manifestantes. Junto ao carro de som, um grupo de crianças pintava, com lápis de cor, mensagens de paz e esperança.
No final da iniciativa, após um curto momento musical, Maria do Céu Guerra leu uma declaração de solidariedade com o povo iraquiano. «O balanço de dois anos de guerra é revelador do seu caracter criminoso: mais de cem mil mortos e a destruição a ferro e fogo de um dos países que representa um dos berços da civilização mundial», afirmou a actriz, sublinhando que «o Iraque não foi libertado, o Iraque foi ocupado e continua ocupado militarmente. A invasão e a consequente ocupação do Iraque acarreta sacrifícios inimagináveis para o povo daquele país e instabilidade e insegurança para toda a região».
Fim da ocupação
No Porto, largas dezenas de pessoas manifestaram-se na Praça da Batalha exigindo que a ONU crie condições para «o fim da ocupação do Iraque».
Em declarações aos jornalistas, Jaime Toga, do Movimento da Paz, promotor da concentração, afirmou que, no âmbito do segundo aniversário da invasão do Iraque, é necessário que haja «uma retirada quanto antes das tropas opressoras». «Se é verdade que o Iraque tinha um regime tirano com Saddam Hussein, não é menos verdade que o hoje o país encontra-se ocupado e constantemente bombardeado», afirmou. Segundo defenderam os manifestantes, compete às Nações Unidas conseguir a solução que permita pôr fim à ocupação do país e encontrar uma solução de paz para o futuro do Iraque.
TMI exige legalidade
Entretanto, no âmbito da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial do Iraque (TMI), o Porto foi, no domingo, palco de um concerto «em memória das vítimas do Iraque», em que participaram nomes como Camané, Clã, Jorge Palma e Pedro Abrunhosa.
O TMI, que teve inicio, sexta-feira, na Torre do Tombo, em Lisboa, acusou o governo português, quando presidido por Durão Barroso, de ter colaborado inteiramente na preparação da guerra, não só através de apoio político e diplomático, como através da cedência da Base das Lajes, quer para a realização da «cimeira da guerra», quer como base de apoio militar à invasão, colaboração que se manteve após a ocupação, por meio da nomeação de um representante do governo junto da administração ocupante, e ainda através do envio de uma força da GNR em missão de cooperação com as forças militares ocupantes, missão que foi prorrogada pelo governo de Santana Lopes.
A nível internacional, a TMI acusou os governos dos EUA e da Grã-Bretanha de invadirem e ocuparem o Iraque, país soberano, sem qualquer título nem motivação legítimos, contra o direito internacional e invocando fundamentos que sabiam ser falsos.
O TMI exige que a legalidade internacional seja reposta, com a retirada das forças ocupantes e a devolução integral da soberania ao povo iraquiano, condição indispensável da pacificação e democratização do país.
Organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), a União dos Sindicatos de Lisboa e a CGTP marcaram presença no protesto com faixas «Contra a ocupação do Iraque», militantes do PCP ostentavam panos em que se lia «Pela soberania do povo iraquiano» e membros da JCP exibiam dísticos com a frase «Não à participação portuguesa na guerra». Curiosamente algumas organizações não participaram nesta jornada de luta, pela paz. PS e BE, que em anteriores acções, pela mesma causa, marcaram presença, desta vez excluíram-se do protesto.
Naquele espaço, havia ainda uma banca do CPPC onde se podia adquirir vários materiais. «A paz exige o fim da ocupação e só em paz o Iraque e a região poderão encontrar os caminhos da estabilidade e do desenvolvimento e da democracia», lê-se num documento distribuídos aos manifestantes. Junto ao carro de som, um grupo de crianças pintava, com lápis de cor, mensagens de paz e esperança.
No final da iniciativa, após um curto momento musical, Maria do Céu Guerra leu uma declaração de solidariedade com o povo iraquiano. «O balanço de dois anos de guerra é revelador do seu caracter criminoso: mais de cem mil mortos e a destruição a ferro e fogo de um dos países que representa um dos berços da civilização mundial», afirmou a actriz, sublinhando que «o Iraque não foi libertado, o Iraque foi ocupado e continua ocupado militarmente. A invasão e a consequente ocupação do Iraque acarreta sacrifícios inimagináveis para o povo daquele país e instabilidade e insegurança para toda a região».
Fim da ocupação
No Porto, largas dezenas de pessoas manifestaram-se na Praça da Batalha exigindo que a ONU crie condições para «o fim da ocupação do Iraque».
Em declarações aos jornalistas, Jaime Toga, do Movimento da Paz, promotor da concentração, afirmou que, no âmbito do segundo aniversário da invasão do Iraque, é necessário que haja «uma retirada quanto antes das tropas opressoras». «Se é verdade que o Iraque tinha um regime tirano com Saddam Hussein, não é menos verdade que o hoje o país encontra-se ocupado e constantemente bombardeado», afirmou. Segundo defenderam os manifestantes, compete às Nações Unidas conseguir a solução que permita pôr fim à ocupação do país e encontrar uma solução de paz para o futuro do Iraque.
TMI exige legalidade
Entretanto, no âmbito da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial do Iraque (TMI), o Porto foi, no domingo, palco de um concerto «em memória das vítimas do Iraque», em que participaram nomes como Camané, Clã, Jorge Palma e Pedro Abrunhosa.
O TMI, que teve inicio, sexta-feira, na Torre do Tombo, em Lisboa, acusou o governo português, quando presidido por Durão Barroso, de ter colaborado inteiramente na preparação da guerra, não só através de apoio político e diplomático, como através da cedência da Base das Lajes, quer para a realização da «cimeira da guerra», quer como base de apoio militar à invasão, colaboração que se manteve após a ocupação, por meio da nomeação de um representante do governo junto da administração ocupante, e ainda através do envio de uma força da GNR em missão de cooperação com as forças militares ocupantes, missão que foi prorrogada pelo governo de Santana Lopes.
A nível internacional, a TMI acusou os governos dos EUA e da Grã-Bretanha de invadirem e ocuparem o Iraque, país soberano, sem qualquer título nem motivação legítimos, contra o direito internacional e invocando fundamentos que sabiam ser falsos.
O TMI exige que a legalidade internacional seja reposta, com a retirada das forças ocupantes e a devolução integral da soberania ao povo iraquiano, condição indispensável da pacificação e democratização do país.