Contra reformas no ensino
Milhares de estudantes e professores convergiram numa grande manifestação em Paris, realizada na passada terça-feira, dia em que os deputados iniciaram o debate do projecto de reformas do governo de direita.
Estudantes e professores juntos contra a política educativa da direita
O desfile em Paris, que juntou cerca de 60 mil pessoas, foi secundado de importantes manifestações em Bordéus, com 15 mil participantes, na Ilha da Reunião (entre 5 e 6 mil) e em Lião (1500).
Tratou-se da segunda jornada de protestos maciços contra as alterações preconizadas para o ensino secundário pelo ministro da Educação, François Fillon, no âmbito do poderoso movimento estudantil que tem ganho força e dimensão nas últimas duas semanas.
Na quinta-feira, dia 10, mais de cem mil jovens tinham já participado numa jornada nacional, com importantes manifestações em Paris (40 mil estudantes), em Lião (12 mil), em Bordéus e Rennes (mais de cinco mil em cada), em Toulouse (3500), Nancy (2500), entre outras cidades.
Após este poderosa acção, cuja principal reivindicação era a retirada da reforma do exame final do secundário (baccalauréat), o ministro François Fillon anunciou que não avançaria com as alterações, neste aspecto concreto, «enquanto os receios não fosse esclarecidos», notando que o bac não era o essencial da sua reforma.
Este recuo, no entanto, não desmobilizou os estudantes que de imediato acusaram o governante de pretender quebrar o movimento estudantil, para depois levar por diante o indesejado projecto.
Todavia, apesar de a reforma do baccalauréat estar no centro da contestação dos estudantes, que a consideram como uma forma de «criar uma elite com um exame a duas velocidades», o facto é que, nas manifestações de dia 10, as críticas eram mais amplas, visando de modo geral a política «liberal» do governo em matéria de educação. Muitos cartazes eram explícitos: «escola liberal = escola desigual», o «Estado não deve lucrar com o ensino escolar», ou mesmo manifestantes que gritavam «Não ao capitalismo».
Na jornada de anteontem, também os sindicatos de professores desfilaram lado a lado com os alunos, sob a palavra de ordem: «Orçamento, lei de orientação, descentralização, salários. Pelo serviço público de educação são precisas outras opções».
Activistas da CGT e FO, bem como um grande grupo da juventude comunista associaram-se ao desfile em Paris, levando um faixa ou se lia: «transformemos a escola para transformar o mundo».
A Federação Independente e democrática dos Liceus (FIFL) e a União Nacional dos Liceus (UNL), as duas organizações estudantis que têm convocado os protestos, já declararam a sua intenção de continuar a luta até à retirada integral dos projectos de reforma.
Tratou-se da segunda jornada de protestos maciços contra as alterações preconizadas para o ensino secundário pelo ministro da Educação, François Fillon, no âmbito do poderoso movimento estudantil que tem ganho força e dimensão nas últimas duas semanas.
Na quinta-feira, dia 10, mais de cem mil jovens tinham já participado numa jornada nacional, com importantes manifestações em Paris (40 mil estudantes), em Lião (12 mil), em Bordéus e Rennes (mais de cinco mil em cada), em Toulouse (3500), Nancy (2500), entre outras cidades.
Após este poderosa acção, cuja principal reivindicação era a retirada da reforma do exame final do secundário (baccalauréat), o ministro François Fillon anunciou que não avançaria com as alterações, neste aspecto concreto, «enquanto os receios não fosse esclarecidos», notando que o bac não era o essencial da sua reforma.
Este recuo, no entanto, não desmobilizou os estudantes que de imediato acusaram o governante de pretender quebrar o movimento estudantil, para depois levar por diante o indesejado projecto.
Todavia, apesar de a reforma do baccalauréat estar no centro da contestação dos estudantes, que a consideram como uma forma de «criar uma elite com um exame a duas velocidades», o facto é que, nas manifestações de dia 10, as críticas eram mais amplas, visando de modo geral a política «liberal» do governo em matéria de educação. Muitos cartazes eram explícitos: «escola liberal = escola desigual», o «Estado não deve lucrar com o ensino escolar», ou mesmo manifestantes que gritavam «Não ao capitalismo».
Na jornada de anteontem, também os sindicatos de professores desfilaram lado a lado com os alunos, sob a palavra de ordem: «Orçamento, lei de orientação, descentralização, salários. Pelo serviço público de educação são precisas outras opções».
Activistas da CGT e FO, bem como um grande grupo da juventude comunista associaram-se ao desfile em Paris, levando um faixa ou se lia: «transformemos a escola para transformar o mundo».
A Federação Independente e democrática dos Liceus (FIFL) e a União Nacional dos Liceus (UNL), as duas organizações estudantis que têm convocado os protestos, já declararam a sua intenção de continuar a luta até à retirada integral dos projectos de reforma.