Ingerência inaceitável
O Parlamento Europeu mostrou uma vez mais dualidade de critérios ao declarar ilegítimos os resultados das recentes eleições na Bielorússia.
PE quer apoiar materialmente forças da oposição
Os deputados do PCP consideraram como uma «clara ingerência» a adopção pelo Parlamento Europeu de uma resolução que defende «sanções específicas contra a Bielorrússia» e o reforço do apoio às «forças democráticas», incluindo «ajuda económica e humanitária aos municípios que se opõem ao regime».
Esta posição foi adoptada na passada quinta-feira, 28, na sequência das eleições legislativas e do referendo realizados naquele país, em 17 de Outubro, cujos resultados a maioria dos eurodeputados não reconhece, alegando que o processo não obedeceu «às normas internacionais de eleições democráticas».
Para o deputado Sérgio Teixeira, o hemiciclo de Estrasburgo voltou a evidenciar «uma dualidade de critérios face à avaliação da situação em países terceiros, a lógica de “dois pesos e duas medidas” para os “amigos” e para os “outros”.
«Nunca foram propostas ou aplicadas medidas deste tipo a um Estado que ocupa militarmente parte de um Estado-membro da UE, que não cumpre o direito internacional e desrespeita resoluções da ONU, que tem encarcerados milhares de presos políticos, que rejeita os direitos humanos ancestrais de um povo».
Para além da Turquia, também Israel tem beneficiado da suavidade de posições do Parlamento Europeu, apesar de ocupar militarmente um território e diariamente agredir, «da forma mais brutal os mais elementares direitos de todo um povo», desrespeitar «da forma mais frontal inúmeras resoluções da ONU», estar a construir «um muro para além das suas fronteiras» e manter «há mais de três anos militarmente cercado um presidente», sublinhou o deputado do PCP.
Esta posição foi adoptada na passada quinta-feira, 28, na sequência das eleições legislativas e do referendo realizados naquele país, em 17 de Outubro, cujos resultados a maioria dos eurodeputados não reconhece, alegando que o processo não obedeceu «às normas internacionais de eleições democráticas».
Para o deputado Sérgio Teixeira, o hemiciclo de Estrasburgo voltou a evidenciar «uma dualidade de critérios face à avaliação da situação em países terceiros, a lógica de “dois pesos e duas medidas” para os “amigos” e para os “outros”.
«Nunca foram propostas ou aplicadas medidas deste tipo a um Estado que ocupa militarmente parte de um Estado-membro da UE, que não cumpre o direito internacional e desrespeita resoluções da ONU, que tem encarcerados milhares de presos políticos, que rejeita os direitos humanos ancestrais de um povo».
Para além da Turquia, também Israel tem beneficiado da suavidade de posições do Parlamento Europeu, apesar de ocupar militarmente um território e diariamente agredir, «da forma mais brutal os mais elementares direitos de todo um povo», desrespeitar «da forma mais frontal inúmeras resoluções da ONU», estar a construir «um muro para além das suas fronteiras» e manter «há mais de três anos militarmente cercado um presidente», sublinhou o deputado do PCP.