Condicionantes e perspectivas da vida da juventude
A participação, o conhecimento, e o direito de decidir são condicionantes da vida dos cidadãos. Delas dependem as perspectivas de mudança nas políticas económicas, sociais e culturais.
Num quadro de profunda ofensiva ideológica (...) há também resistência, há luta organizada contra este estado de coisas.
Cada qual tem os seus objectivos, diversos uns, e outros convergentes por serem essenciais para a própria vida humana. Contudo, é muito alargada a ausência da consciência da causa porque há objectivos que, sendo tão simples e tão evidentes, não são alcançados.
Em particular, as novas gerações vivem situações de profunda contradição entre o que desejam e o que não têm. Até onde vai a interrogação das causas para assim ser? Qual o âmbito de reflexão sobre a atitude individual e colectiva perante as situações concretas?
Em universos muito alargados, o dia-a-dia é vivido com dificuldades, angustias e sem esperança de mudança. Problemas de emprego, de baixos salários, de ataques aos direitos dos trabalhadores, de custos da habitação, arrendada ou adquirida, de condições do ensino, de abandono escolar, de acesso ao ensino superior, de pagamento do ensino público, de falta de colocação adequada à formação adquirida, de insuficiente oferta e apoio a actividades lúdicas, desportivas e culturais, de toxicodependência, são, entre outros, factores que alteram percursos e determinam a vida de muitos milhares de jovens.
Este amontoar de problemas exige denúncia clara e mais ampla das suas causas, dos seus responsáveis e exige, também, a capacidade e quase o dom de transmitir confiança de que é possível mudar. É necessário e é justo ter esperança numa vida melhor. É necessário e é justo que cada um queira participar na construção da sociedade que promova a valorização e a felicidade pessoal e o bem estar de todos.
Ao contrário do que muitos pensarão, a juventude não está entregue a si própria. Amplos sectores juvenis estão aperreados pela propaganda, informação e ideologia burguesa, e pela chamada «cultura de massas» que, através de vários meios, influencia psicologicamente, limita e ilude a compreensão do mundo, que geometricamente procura as justificações para o injustificável no plano humano, que anula o espírito crítico, que arreda da participação social amplas camadas da população.
Media banalizam a informação
Pretende-se afastar a essência de classe dos acontecimentos políticos e sociais. A demagogia em torno da «desideologização» da vida social pretende retardar o entendimento da ligação entre a causa e o efeito dos fenómenos sociais. Por outro lado, tem um efeito desmobilizador de participação e de credibilidade na possibilidade de mudança, a ampla difusão das velhas frases estereotipadas, de fácil assimilação na linguagem e na interpretação, como «a cassete», «os políticos», «os políticos são todos iguais», «a política não interessa», «o comunismo está morto», «a política e os partidos dividem», «todos querem tacho» e, mais recentemente, quando se aborda a amplitude dos problemas e se prevê as consequências, acusa-se de «dramatização do discurso».
A manipulação dos argumentos, o monopólio da informação e a desinformação por ele veiculada não podem deixar de ter efeitos profundos na análise e na decisão dos jovens. Atravessamos um período em que, de diversas formas, a par da beleza, descontracção das relações e do aparente acesso fácil a tudo o que são novas tecnologias, os principais problemas do mundo são amplamente repetidos. Tudo parece transparente, até em Portugal, onde há dias foi divulgado um estudo da União Europeia que revela que 20% dos portugueses são pobres e que o abandono escolar no nossos país tem uma taxa superior a 45%. Os media banalizam a informação de tal forma que levam à dedução que situações difíceis, anormais e desumanas têm causas naturais.
A apresentação dos factos e dos números sem relação com as políticas e com as causas, e sem responsáveis - quanto muito haverá vítimas mas, por agora, fica assim - fomenta o conservadorismo e o apoio ao sistema capitalista, fomenta também o «deixa andar», ou aprofunda o pessimismo e a falta de confiança nas perspectivas de mudança e de progresso.
Num quadro de profunda ofensiva ideológica que procura empurrar a juventude para os valores do individualismo, do reformismo, para o sucesso a qualquer preço, para o conformismo e amorfismo, como se afirma nas Teses em discussão, há também resistência, há luta organizada contra este estado de coisas.
É neste quadro que a intervenção da JCP, do PCP se desenvolve, com a mobilização de milhares de jovens contra a política de direita, contra a resignação, contra a exploração capitalista.
A afirmação ideológica do projecto comunista, a afirmação de que outro mundo é possível, reforça o objectivo de transformar, reforça a consciência de que para se abrirem novas perspectivas para a juventude é determinante a sua própria participação e decisão.
Em particular, as novas gerações vivem situações de profunda contradição entre o que desejam e o que não têm. Até onde vai a interrogação das causas para assim ser? Qual o âmbito de reflexão sobre a atitude individual e colectiva perante as situações concretas?
Em universos muito alargados, o dia-a-dia é vivido com dificuldades, angustias e sem esperança de mudança. Problemas de emprego, de baixos salários, de ataques aos direitos dos trabalhadores, de custos da habitação, arrendada ou adquirida, de condições do ensino, de abandono escolar, de acesso ao ensino superior, de pagamento do ensino público, de falta de colocação adequada à formação adquirida, de insuficiente oferta e apoio a actividades lúdicas, desportivas e culturais, de toxicodependência, são, entre outros, factores que alteram percursos e determinam a vida de muitos milhares de jovens.
Este amontoar de problemas exige denúncia clara e mais ampla das suas causas, dos seus responsáveis e exige, também, a capacidade e quase o dom de transmitir confiança de que é possível mudar. É necessário e é justo ter esperança numa vida melhor. É necessário e é justo que cada um queira participar na construção da sociedade que promova a valorização e a felicidade pessoal e o bem estar de todos.
Ao contrário do que muitos pensarão, a juventude não está entregue a si própria. Amplos sectores juvenis estão aperreados pela propaganda, informação e ideologia burguesa, e pela chamada «cultura de massas» que, através de vários meios, influencia psicologicamente, limita e ilude a compreensão do mundo, que geometricamente procura as justificações para o injustificável no plano humano, que anula o espírito crítico, que arreda da participação social amplas camadas da população.
Media banalizam a informação
Pretende-se afastar a essência de classe dos acontecimentos políticos e sociais. A demagogia em torno da «desideologização» da vida social pretende retardar o entendimento da ligação entre a causa e o efeito dos fenómenos sociais. Por outro lado, tem um efeito desmobilizador de participação e de credibilidade na possibilidade de mudança, a ampla difusão das velhas frases estereotipadas, de fácil assimilação na linguagem e na interpretação, como «a cassete», «os políticos», «os políticos são todos iguais», «a política não interessa», «o comunismo está morto», «a política e os partidos dividem», «todos querem tacho» e, mais recentemente, quando se aborda a amplitude dos problemas e se prevê as consequências, acusa-se de «dramatização do discurso».
A manipulação dos argumentos, o monopólio da informação e a desinformação por ele veiculada não podem deixar de ter efeitos profundos na análise e na decisão dos jovens. Atravessamos um período em que, de diversas formas, a par da beleza, descontracção das relações e do aparente acesso fácil a tudo o que são novas tecnologias, os principais problemas do mundo são amplamente repetidos. Tudo parece transparente, até em Portugal, onde há dias foi divulgado um estudo da União Europeia que revela que 20% dos portugueses são pobres e que o abandono escolar no nossos país tem uma taxa superior a 45%. Os media banalizam a informação de tal forma que levam à dedução que situações difíceis, anormais e desumanas têm causas naturais.
A apresentação dos factos e dos números sem relação com as políticas e com as causas, e sem responsáveis - quanto muito haverá vítimas mas, por agora, fica assim - fomenta o conservadorismo e o apoio ao sistema capitalista, fomenta também o «deixa andar», ou aprofunda o pessimismo e a falta de confiança nas perspectivas de mudança e de progresso.
Num quadro de profunda ofensiva ideológica que procura empurrar a juventude para os valores do individualismo, do reformismo, para o sucesso a qualquer preço, para o conformismo e amorfismo, como se afirma nas Teses em discussão, há também resistência, há luta organizada contra este estado de coisas.
É neste quadro que a intervenção da JCP, do PCP se desenvolve, com a mobilização de milhares de jovens contra a política de direita, contra a resignação, contra a exploração capitalista.
A afirmação ideológica do projecto comunista, a afirmação de que outro mundo é possível, reforça o objectivo de transformar, reforça a consciência de que para se abrirem novas perspectivas para a juventude é determinante a sua própria participação e decisão.