Investir mais e melhor
O presidente da Câmara de Setúbal informou que as obras do programa Polis no Largo José Afonso vão arrancar no mês de Novembro e defendeu a reprogramação financeira e adiamento da requalificação da zona ribeirinha até 2008.
As obras são fundamentais para requalificação urbana de Setúbal
«Neste momento, é possível anunciar o arranque das obras do Largo José Afonso já em Novembro e há grandes probabilidades de o Parque Urbano da Albarquel começar a ganhar forma a partir de Junho de 2005», disse Carlos Sousa, acrescentando que as duas obras são fundamentais no contexto de toda a operação do programa de requalificação urbana (Polis) de Setúbal.
O autarca do PCP falava aos jornalistas em conferência de imprensa, na Câmara Municipal, para fazer o «ponto da situação do programa Polis», que deveria ter arrancado em 2002, mas que se encontra atrasado em relação aos prazos previstos.
«É imprescindível uma reprogramação financeira e temporal do Polis/Setúbal, que dilate o prazo para a sua finalização e pelo menos até 2008, transferindo-se fundos necessários ao avanço da operação para o próximo Quadro Comunitário de Apoio», defendeu Carlos Sousa, salientando, também, a necessidade de uma «revisão do modelo de financiamento definido em 2001».
Referindo-se ao Largo José Afonso, o autarca comunista salientou que o anterior Executivo camarário, de maioria PS, «esqueceu-se» de deslocalizar as instalações do Centro de Apoio aos Desempregados, da Assembleia Distrital de Setúbal e sede do Grupo Desportivo Fontenova, sendo que um espaço alternativo para esta última deverá custar ao município mais «300 a 400 mil euros».
«Não nos atrevemos a firmar que o Plano Estratégico foi elaborado de uma forma irresponsável, mas não temos dúvidas de que foi elaborado com uma ligeireza só justificável pelo período pré-eleitoral que estão se vivia», disse.
Esforço financeiro
Carlos Sousa acrescentou que a actual maioria na autarquia (CDU) se viu obrigada a reformular grande parte do projecto e a equacionar novas receitas, atendendo a que o Polis/Setúbal tem uma componente de «cerca de 50 por cento de autofinanciamento». «Exemplo das dificuldades actuais é a informação oficial, enviada à dias à Sociedade Setúbal/Polis pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, onde se dá conta de um estudo datado de 1999, segundo o qual não há, na margem norte do estuário do Sado, nenhuma alternativa à actual localização do cais de embarque dos ferry-boats para Tróia», afirmou.
Lamentando o facto de a autarquia só agora ter sido informada das conclusões de um estudo elaborado em 1999, e que inviabiliza grande parte do programa Polis/Setúbal, o presidente da Câmara de Setúbal lembrou que a libertação dos terrenos com a transferência do cais dos ferry-boats iria render à autarquia uma verba de três milhões de euros para a requalificação da Avenida Luísa Tody.
Apesar das dificuldades financeiras, o Executivo camarário está empenhado em conseguir viabilizar a construção de uma marina na zona de requalificação do Polis, considerando que se trata de um equipamento fundamental para o desenvolvimento turístico da cidade de Setúbal.
O autarca do PCP falava aos jornalistas em conferência de imprensa, na Câmara Municipal, para fazer o «ponto da situação do programa Polis», que deveria ter arrancado em 2002, mas que se encontra atrasado em relação aos prazos previstos.
«É imprescindível uma reprogramação financeira e temporal do Polis/Setúbal, que dilate o prazo para a sua finalização e pelo menos até 2008, transferindo-se fundos necessários ao avanço da operação para o próximo Quadro Comunitário de Apoio», defendeu Carlos Sousa, salientando, também, a necessidade de uma «revisão do modelo de financiamento definido em 2001».
Referindo-se ao Largo José Afonso, o autarca comunista salientou que o anterior Executivo camarário, de maioria PS, «esqueceu-se» de deslocalizar as instalações do Centro de Apoio aos Desempregados, da Assembleia Distrital de Setúbal e sede do Grupo Desportivo Fontenova, sendo que um espaço alternativo para esta última deverá custar ao município mais «300 a 400 mil euros».
«Não nos atrevemos a firmar que o Plano Estratégico foi elaborado de uma forma irresponsável, mas não temos dúvidas de que foi elaborado com uma ligeireza só justificável pelo período pré-eleitoral que estão se vivia», disse.
Esforço financeiro
Carlos Sousa acrescentou que a actual maioria na autarquia (CDU) se viu obrigada a reformular grande parte do projecto e a equacionar novas receitas, atendendo a que o Polis/Setúbal tem uma componente de «cerca de 50 por cento de autofinanciamento». «Exemplo das dificuldades actuais é a informação oficial, enviada à dias à Sociedade Setúbal/Polis pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, onde se dá conta de um estudo datado de 1999, segundo o qual não há, na margem norte do estuário do Sado, nenhuma alternativa à actual localização do cais de embarque dos ferry-boats para Tróia», afirmou.
Lamentando o facto de a autarquia só agora ter sido informada das conclusões de um estudo elaborado em 1999, e que inviabiliza grande parte do programa Polis/Setúbal, o presidente da Câmara de Setúbal lembrou que a libertação dos terrenos com a transferência do cais dos ferry-boats iria render à autarquia uma verba de três milhões de euros para a requalificação da Avenida Luísa Tody.
Apesar das dificuldades financeiras, o Executivo camarário está empenhado em conseguir viabilizar a construção de uma marina na zona de requalificação do Polis, considerando que se trata de um equipamento fundamental para o desenvolvimento turístico da cidade de Setúbal.