Informação de classe
No debate sobre a imprensa do Partido foi valorizada a importância de haver uma alternativa à informação dominante e foi sublinhada a necessidade de fazer um esforço ainda maior para alargar a difusão do Avante! e de O Militante.
Na meia-dúzia de intervenções do público – após palavras iniciais de Aurélio Santos, Fernando Correia e Gustavo Carneiro, ao final da tarde de sábado, no espaço À Conversa com... – foram relatados exemplos de distribuição militante. Ao salientar que o Avante! é também indispensável para conhecer informação que outros não dão, um dos participantes ironizou com o facto de ouvir uma rádio de referência anunciar uma ligação ao seu correspondente em Moscovo, que minutos depois surgia em directo num dos estúdios da SIC... em Lisboa.
O esforço de alargamento do leque de temas é feito nos limites da identidade própria do órgão central.
As condições de hoje são muito diferentes de antes do 25 de Abril, mas há outras formas de condicionamentos, da propriedade dos meios de comunicação social, à escolha dos responsáveis em cada órgão, à selecção dos temas e ao premeditado silenciamento.
Este é o factor que mais pesa para que se afirme que a mensagem do PCP não passa, já que não é passada. Foi salientado que o Partido não tem qualquer contencioso com os jornalistas, como profissionais, pois o problema está nas orientações que lhes são dadas.
Compreende-se assim a importância histórica da criação, há pouco mais de cem anos, de uma imprensa de classe – da classe operária, dos trabalhadores e dos seus partidos.
Sendo indispensável, não chega ler o Avante! e O Militante, pois estar informado exige trabalho constante e persistente.
DM
Na meia-dúzia de intervenções do público – após palavras iniciais de Aurélio Santos, Fernando Correia e Gustavo Carneiro, ao final da tarde de sábado, no espaço À Conversa com... – foram relatados exemplos de distribuição militante. Ao salientar que o Avante! é também indispensável para conhecer informação que outros não dão, um dos participantes ironizou com o facto de ouvir uma rádio de referência anunciar uma ligação ao seu correspondente em Moscovo, que minutos depois surgia em directo num dos estúdios da SIC... em Lisboa.
O esforço de alargamento do leque de temas é feito nos limites da identidade própria do órgão central.
As condições de hoje são muito diferentes de antes do 25 de Abril, mas há outras formas de condicionamentos, da propriedade dos meios de comunicação social, à escolha dos responsáveis em cada órgão, à selecção dos temas e ao premeditado silenciamento.
Este é o factor que mais pesa para que se afirme que a mensagem do PCP não passa, já que não é passada. Foi salientado que o Partido não tem qualquer contencioso com os jornalistas, como profissionais, pois o problema está nas orientações que lhes são dadas.
Compreende-se assim a importância histórica da criação, há pouco mais de cem anos, de uma imprensa de classe – da classe operária, dos trabalhadores e dos seus partidos.
Sendo indispensável, não chega ler o Avante! e O Militante, pois estar informado exige trabalho constante e persistente.
DM