Uma batalha de todos
O desenfreado ataque que o Governo e os grupos económicos levam a cabo contra o Serviço Nacional de Saúde e o sistema pública de Segurança Social exige que todos os trabalhadores e democratas passem à acção, para defender estas conquistas de Abril. Este foi o alerta lançado por Bernardino Soares, Joaquim Judas e Fernanda Mateus, no debate de sexta-feira à noite, no Fórum.
Até ao 25 de Abril, os cuidados de saúde à generalidade da população eram serviços pagos ou prestados por misericórdias, beneméritos e mediante atestados de pobreza. O Serviço Nacional de Saúde nasceu da exigência do povo, do apoio das forças democráticas e da adesão dos profissionais, só ganhando força de lei em 1979. Pouco depois, o Governo AD declarou que não iria cumprir a lei do SNS.
O SNS, que foi classificado como o 12.º melhor no Mundo, sofreu uma continuada ofensiva, que ganhou nova força com os governos PSD/PP. Ameaçam entregar ao capital, já não apenas os sectores completares, mas o próprio SNS e a prestação de cuidados. Em causa está um negócio que vale 3 mil milhões de contos por ano.
Também com o PSD e PP, ocorre um novo e qualitativo ataque à Segurança Social, com uma nova lei e uma forte ofensiva ideológica. As medidas tomadas (como as restrições no abono de família e a introdução dos tectos contributivos) vão no sentido de transformar o sistema público num sistema residual.
Procuram assim destruir esta transformação profundamente ligada ao 25 de Abril, que veio generalizar direitos, como o subsídio de desemprego ou as reformas, conquistados com a luta e consagrados na Constituição.
Os ataques contra a Segurança Social só não foram mais longe devido à luta dos trabalhadores e da CGTP-IN, com o apoio activo do PCP. Na defesa do SNS assume crescente importância também o movimento dos utentes.
DM
Até ao 25 de Abril, os cuidados de saúde à generalidade da população eram serviços pagos ou prestados por misericórdias, beneméritos e mediante atestados de pobreza. O Serviço Nacional de Saúde nasceu da exigência do povo, do apoio das forças democráticas e da adesão dos profissionais, só ganhando força de lei em 1979. Pouco depois, o Governo AD declarou que não iria cumprir a lei do SNS.
O SNS, que foi classificado como o 12.º melhor no Mundo, sofreu uma continuada ofensiva, que ganhou nova força com os governos PSD/PP. Ameaçam entregar ao capital, já não apenas os sectores completares, mas o próprio SNS e a prestação de cuidados. Em causa está um negócio que vale 3 mil milhões de contos por ano.
Também com o PSD e PP, ocorre um novo e qualitativo ataque à Segurança Social, com uma nova lei e uma forte ofensiva ideológica. As medidas tomadas (como as restrições no abono de família e a introdução dos tectos contributivos) vão no sentido de transformar o sistema público num sistema residual.
Procuram assim destruir esta transformação profundamente ligada ao 25 de Abril, que veio generalizar direitos, como o subsídio de desemprego ou as reformas, conquistados com a luta e consagrados na Constituição.
Os ataques contra a Segurança Social só não foram mais longe devido à luta dos trabalhadores e da CGTP-IN, com o apoio activo do PCP. Na defesa do SNS assume crescente importância também o movimento dos utentes.
DM