Alemanha – A luta continua
No sistema capitalista quem detém o poder real são os capitalistas
Há cerca de uma década e meia que se iniciou o processo que conduziu à anexação e liquidação da República Democrática da Alemanha. Parafraseando Marx, em termos históricos quinze anos é um espaço de tempo relactivamente curto, cerca de um dia e meio de vivência da humanidade. Mas, a experiência vivida desde então pelo povo e os trabalhadores alemães foi suficiente para os esclarecer que, ao contrário daquilo que os círculos do grande capital apregoavam em1989, não se estava perante um processo de «libertação» mas de uma contrarevolução.
Desde então, a destruição da indústria e da agricultura da ex-RDA, a liquidação dos direitos dos trabalhadores e das conquistas sociais ganharam uma dinâmica comparável a dos últimos anos da República de Weimar.
Enquanto existiu a República Democrática Alemã, a democracia-cristã, a social-democracia e as federações patronais da República Federal louvavam os trabalhadores alemães ocidentais como os mais qualificados, os mais competentes e com o mais elevado indice de produção. Mas, uma vez consumada a «unificação» em 24 horas, passaram a considerar aqueles mesmos trabalhadores como os mais caros, os mais preguiçosos e os mais doentes. O chanceler Helmut Kohl chegou ao desplante de afirmar que agora a Alemanha já não podia «continuar a ser um parque de tempos livres».
Hoje, a partir das cidades do Leste e estendendo-se a todo país milhares e milhares de manifestantes protestam contra medidas que visam em primeiro lugar atingir os trabalhadores e os desempregados. «O povo somos nós!» e «a luta continua!» entoam as principais vítimas do sistema do capitalismo monopolista na pátria de Karl Marx e de Engels, 156 anos após a publicação do «Manifesto do Partido Comunista». A chamada «unificação» da Alemanha veio mostrar claramente que no sistema capitalista quem detém o poder real são os capitalistas, a oligarquia financeira que reina arbitráriamente à custa da miséria e da impotência de milhões de seres humanos explorados e expropriados. A revolta e os protestos que de norte a sul, do leste ao ocidente da Alemanha já ninguém consegue abafar foram despoletados pelas medidas governamentais «Hartz IV», que visam a liquidação do seguro de desemprego (para o qual milhões de trabalhadores descontaram anos e anos) e a sua substituição pela «assistência social». Quem ficar desempregado e tiver feito um seguro de reforma ou de vida ou adquirido um andar a pensar no futuro e na velhice terá de gastar o que possui. Até os mealheiros das crianças terão de responder pelo sustento de toda a família. São medidas escandalosas que visam a expropriação dos desempregados, para que, uma vez caidos na miséria total, passem a funcionar como um exército de reserva obrigado a aceitar trabalho desqualificado e precário a qualquer preço. Segundo as organizações de assistência social a miséria infantil na Alemanha passará de um milhão e cem mil crianças atingidas para um milhão e seiscentas mil.
Os verdadeiros culpados do desemprego, os oligarcas que para obteren cada vez mais lucros destroem a base material da existência de milhões de seres humanos são contemplados com a redução dos impostos e outros presentes oferecidos pelos seus funcionários de serviço no aparelho governamental e de Estado.
O aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas como primeira medida para impôr as 42, 44 - e como alguns sectores patronais ja começam a exigir - 50 horas semanais, confirma os objectivos de retrocesso civilizacional do processo contra-revolucionario actualmente em curso. Embora, noutras circunstâncias, a ideologia e o sistema económico que levou o capital alemão no período nazi a explorar o trabalho escravo nos campos de concentração e a reduzir o ser humano a um objecto destinado a prudução de lucro mantem-se. Mas, para os trabalhadores alemães «o povo somos nós!» e «a luta continua!».
Desde então, a destruição da indústria e da agricultura da ex-RDA, a liquidação dos direitos dos trabalhadores e das conquistas sociais ganharam uma dinâmica comparável a dos últimos anos da República de Weimar.
Enquanto existiu a República Democrática Alemã, a democracia-cristã, a social-democracia e as federações patronais da República Federal louvavam os trabalhadores alemães ocidentais como os mais qualificados, os mais competentes e com o mais elevado indice de produção. Mas, uma vez consumada a «unificação» em 24 horas, passaram a considerar aqueles mesmos trabalhadores como os mais caros, os mais preguiçosos e os mais doentes. O chanceler Helmut Kohl chegou ao desplante de afirmar que agora a Alemanha já não podia «continuar a ser um parque de tempos livres».
Hoje, a partir das cidades do Leste e estendendo-se a todo país milhares e milhares de manifestantes protestam contra medidas que visam em primeiro lugar atingir os trabalhadores e os desempregados. «O povo somos nós!» e «a luta continua!» entoam as principais vítimas do sistema do capitalismo monopolista na pátria de Karl Marx e de Engels, 156 anos após a publicação do «Manifesto do Partido Comunista». A chamada «unificação» da Alemanha veio mostrar claramente que no sistema capitalista quem detém o poder real são os capitalistas, a oligarquia financeira que reina arbitráriamente à custa da miséria e da impotência de milhões de seres humanos explorados e expropriados. A revolta e os protestos que de norte a sul, do leste ao ocidente da Alemanha já ninguém consegue abafar foram despoletados pelas medidas governamentais «Hartz IV», que visam a liquidação do seguro de desemprego (para o qual milhões de trabalhadores descontaram anos e anos) e a sua substituição pela «assistência social». Quem ficar desempregado e tiver feito um seguro de reforma ou de vida ou adquirido um andar a pensar no futuro e na velhice terá de gastar o que possui. Até os mealheiros das crianças terão de responder pelo sustento de toda a família. São medidas escandalosas que visam a expropriação dos desempregados, para que, uma vez caidos na miséria total, passem a funcionar como um exército de reserva obrigado a aceitar trabalho desqualificado e precário a qualquer preço. Segundo as organizações de assistência social a miséria infantil na Alemanha passará de um milhão e cem mil crianças atingidas para um milhão e seiscentas mil.
Os verdadeiros culpados do desemprego, os oligarcas que para obteren cada vez mais lucros destroem a base material da existência de milhões de seres humanos são contemplados com a redução dos impostos e outros presentes oferecidos pelos seus funcionários de serviço no aparelho governamental e de Estado.
O aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas como primeira medida para impôr as 42, 44 - e como alguns sectores patronais ja começam a exigir - 50 horas semanais, confirma os objectivos de retrocesso civilizacional do processo contra-revolucionario actualmente em curso. Embora, noutras circunstâncias, a ideologia e o sistema económico que levou o capital alemão no período nazi a explorar o trabalho escravo nos campos de concentração e a reduzir o ser humano a um objecto destinado a prudução de lucro mantem-se. Mas, para os trabalhadores alemães «o povo somos nós!» e «a luta continua!».