Investigação a Pinochet em perigo
Um grupo de advogados chilenos entregou um apelo ao presidente Ricardo Lagos para não permitir a paralisação das investigações sobre as contas bancárias de Augusto Pinochet, como foi pedido pela Corte Suprema. Este órgão pretende utilizar o recurso judicial do reordenamento para que o juiz encarregue do caso se concentre no processo de uma rede de pedofilia e deixe o caso sobre o ex-ditador.
«A complexidade processual do caso Spiniak [referente à rede de pedofilia], que o juiz Sérgio Muñoz Gajardo cuidava com prioridade, não pode ser um pretexto para separá-lo de sua rápida, ampla e eficiente investigação que está a realizar nesse exacto momento sobre os numerosos bens de Pinochet e da sua família», referem os advogados, ligados a um grupo de defesa dos direitos humanos.
O ministro da Corte Suprema, Lamberto Cisternas, é criticado no documento por não ter feito nada para invalidar a ordem e para que as investigações prosseguissem. Cisternas foi subsecretário do Trabalho na década de 70 e é visto como muito próximo de Pinochet.
Enquanto a ordem da Corte Suprema não for oficializada, os interrogatórios aos familiares e colaboradores de Pinochet prosseguem. De acordo com o site chileno 24 Horas, 39 pessoas deverão ser interrogadas. Um dos pontos chave do processo são as contas do ex-ditador no Riggs Bank, nos Estados Unidos. A investigação, autorizada há cerca de um mês pelo juiz Guzmán, procura «conseguir medidas precatórias sobre tais bens para poder assegurar no futuro o pagamento de indemnizações às vítimas do maior genocídio da história do Chile».
«A complexidade processual do caso Spiniak [referente à rede de pedofilia], que o juiz Sérgio Muñoz Gajardo cuidava com prioridade, não pode ser um pretexto para separá-lo de sua rápida, ampla e eficiente investigação que está a realizar nesse exacto momento sobre os numerosos bens de Pinochet e da sua família», referem os advogados, ligados a um grupo de defesa dos direitos humanos.
O ministro da Corte Suprema, Lamberto Cisternas, é criticado no documento por não ter feito nada para invalidar a ordem e para que as investigações prosseguissem. Cisternas foi subsecretário do Trabalho na década de 70 e é visto como muito próximo de Pinochet.
Enquanto a ordem da Corte Suprema não for oficializada, os interrogatórios aos familiares e colaboradores de Pinochet prosseguem. De acordo com o site chileno 24 Horas, 39 pessoas deverão ser interrogadas. Um dos pontos chave do processo são as contas do ex-ditador no Riggs Bank, nos Estados Unidos. A investigação, autorizada há cerca de um mês pelo juiz Guzmán, procura «conseguir medidas precatórias sobre tais bens para poder assegurar no futuro o pagamento de indemnizações às vítimas do maior genocídio da história do Chile».