EUA concentram tropas no Iraque
Enquanto os confrontos no Iraque prosseguem e o número de mortos aumenta, os EUA aumentaram o orçamento para a Defesa e transferiram equipamento da Coreia do Sul.
Existem 145 mil soldados norte-americanos no Iraque
Os combates em Najaf – que opõem milícias xiitas à polícia iraquiana e ao exército norte-americano – prosseguem e já provocaram a morte de quatro soldados dos EUA e a mais de 360 rebeldes, segundo números de Washington. A situação agravou-se de tal maneira que anteontem o exército dos EUA apelou aos civis para abandonarem as zonas dos confrontos através de megafones.
George W. Bush apressou-se a dizer que o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, «é o responsável pela gestão da crise no seu país», mas na quinta-feira aprovou o orçamento para a Defesa em 2005, atribuindo 346500 milhões de euros para esta área. A cerimónia da assinatura do decreto foi marcada por mais uma gaffe do presidente. «Os nossos inimigos são inovadores e activos, e nós também. Eles nunca param de pensar em novas maneiras de prejudicar o nosso país e o nosso povo, e nós também não», afirmou.
O orçamento aprovado compreende 20700 milhões de euros para o envio de reforços para o Iraque e Afeganistão e 8300 milhões de euros para o sistema de defesa anti-míssil. Os ordenados dos soldados deverão aumentar 3,5 por cento.
Nos últimos anos, os orçamentos militares dos Estados Unidos sofreram aumentos significativos sobre o valor estipulado inicialmente. Em 2004, o primeiro orçamento era de 380 bilhões de dólares mas foi aumentado para 446 bilhões, mais de 4 por cento do produto interno bruto dos EUA.
Entretanto, os exército começou a transferir equipamento da Coreia do Sul para o Iraque, na semana passada. Dois navios transportam cerca de 1700 peças de carga que se destinam a ser usados pelos 3600 soldados de uma brigada da Segunda Divisão de Infantaria destacada para o Iraque.
«O envio de tropas estacionadas na Coreia ou noutro lugar em conflito não tem precedentes em meio século da presença militar norte- americana [na Coreia]», lê-se num comunicado do exército, citado pela agência Lusa. As tropas transferidas representam dez por cento da força dos EUA estacionada naquele país.
De um total de 503 mil soldados no activo, o exército norte-americano tem 368 mil deslocados em diversos países. No Médio Oriente estão presentes 170 mil, dos quais 145 mil encontram-se em território iraquiano.
Al Jazira proibida
A sede da rede árabe de televisão Al Jazira em Bagdad foi encerrada no sábado por ordem do Governo iraquiano. Não foi apresentada uma sentença judicial, prevista na lei, mas apenas uma ordem do ministro do Interior dirigida «a quem possa interessar».
Os responsáveis pela cadeia de tv anunciaram que irão continuar a cobrir a actualidade do país, considerando que esta medida é injusta e contraria as promessas de liberdade de expressão formuladas pelo governo interino. Advogados da Al Jazira receberam um documento oficial que estabelece que a rede tem de mudar a forma de dar informações sobre o Iraque para que a sucursal seja reaberta dentro de um mês. «Solicitamos que um comité independente monitore a Al Jazira nas próximas quatro semanas para ver que tipo de violência eles estão pregando, incitando o ódio e os problemas e tensões raciais», lê-se na ordem do ministro.
Segundo, a cadeia de tv, esta decisão foi tomada depois de o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, acusar num relatório a Al Jazira e a Al Arabia de prejudicarem a imagem norte-americana no mundo árabe.
Tortura é diversão
Os abusos infligidos por soldados norte-americanos a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib foram feitos «para se divertirem» e aliviarem a frustração por estarem numa zona de guerra, segundo testemunhou em tribunal Paul Arthur, principal encarregado das investigações do escândalo.
Durante uma audiência sobre a participação da soldado Lynndie England nos abusos, Paul Arthur garantiu que esta lhe disse que as fotografias foram tiradas por soldados em
Outubro de 2003, quando se «divertiam, no turno da noite». Arthur acrescentou que England afirmou que um cabo lhe pediu para posar numa fotografia na qual
aprece com um prisioneiro puxado por uma coleira. Warren Worth, outro responsável pelas investigações, referiu que a soldado não demonstrou qualquer mal-estar pelas fotografias apresentadas.
Lynndie England é acusada de 13 crimes, nomeadamente abuso de prisioneiros e conduta indecente. Esta audiência serve para decidir se a soldado será submetida a um tribunal marcial pela sua conduta na cadeia. A defesa argumenta que England apenas cumpriu ordens e que o Governo de Bush a quer transformar num bode expiatório dos maus tratos.
No total, sete soldados da companhia 372 da Polícia Militar são acusados por sevícias contra prisioneiros iraquianos, no final de 2003, na prisão de Abu Ghraib.
George W. Bush apressou-se a dizer que o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, «é o responsável pela gestão da crise no seu país», mas na quinta-feira aprovou o orçamento para a Defesa em 2005, atribuindo 346500 milhões de euros para esta área. A cerimónia da assinatura do decreto foi marcada por mais uma gaffe do presidente. «Os nossos inimigos são inovadores e activos, e nós também. Eles nunca param de pensar em novas maneiras de prejudicar o nosso país e o nosso povo, e nós também não», afirmou.
O orçamento aprovado compreende 20700 milhões de euros para o envio de reforços para o Iraque e Afeganistão e 8300 milhões de euros para o sistema de defesa anti-míssil. Os ordenados dos soldados deverão aumentar 3,5 por cento.
Nos últimos anos, os orçamentos militares dos Estados Unidos sofreram aumentos significativos sobre o valor estipulado inicialmente. Em 2004, o primeiro orçamento era de 380 bilhões de dólares mas foi aumentado para 446 bilhões, mais de 4 por cento do produto interno bruto dos EUA.
Entretanto, os exército começou a transferir equipamento da Coreia do Sul para o Iraque, na semana passada. Dois navios transportam cerca de 1700 peças de carga que se destinam a ser usados pelos 3600 soldados de uma brigada da Segunda Divisão de Infantaria destacada para o Iraque.
«O envio de tropas estacionadas na Coreia ou noutro lugar em conflito não tem precedentes em meio século da presença militar norte- americana [na Coreia]», lê-se num comunicado do exército, citado pela agência Lusa. As tropas transferidas representam dez por cento da força dos EUA estacionada naquele país.
De um total de 503 mil soldados no activo, o exército norte-americano tem 368 mil deslocados em diversos países. No Médio Oriente estão presentes 170 mil, dos quais 145 mil encontram-se em território iraquiano.
Al Jazira proibida
A sede da rede árabe de televisão Al Jazira em Bagdad foi encerrada no sábado por ordem do Governo iraquiano. Não foi apresentada uma sentença judicial, prevista na lei, mas apenas uma ordem do ministro do Interior dirigida «a quem possa interessar».
Os responsáveis pela cadeia de tv anunciaram que irão continuar a cobrir a actualidade do país, considerando que esta medida é injusta e contraria as promessas de liberdade de expressão formuladas pelo governo interino. Advogados da Al Jazira receberam um documento oficial que estabelece que a rede tem de mudar a forma de dar informações sobre o Iraque para que a sucursal seja reaberta dentro de um mês. «Solicitamos que um comité independente monitore a Al Jazira nas próximas quatro semanas para ver que tipo de violência eles estão pregando, incitando o ódio e os problemas e tensões raciais», lê-se na ordem do ministro.
Segundo, a cadeia de tv, esta decisão foi tomada depois de o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, acusar num relatório a Al Jazira e a Al Arabia de prejudicarem a imagem norte-americana no mundo árabe.
Tortura é diversão
Os abusos infligidos por soldados norte-americanos a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib foram feitos «para se divertirem» e aliviarem a frustração por estarem numa zona de guerra, segundo testemunhou em tribunal Paul Arthur, principal encarregado das investigações do escândalo.
Durante uma audiência sobre a participação da soldado Lynndie England nos abusos, Paul Arthur garantiu que esta lhe disse que as fotografias foram tiradas por soldados em
Outubro de 2003, quando se «divertiam, no turno da noite». Arthur acrescentou que England afirmou que um cabo lhe pediu para posar numa fotografia na qual
aprece com um prisioneiro puxado por uma coleira. Warren Worth, outro responsável pelas investigações, referiu que a soldado não demonstrou qualquer mal-estar pelas fotografias apresentadas.
Lynndie England é acusada de 13 crimes, nomeadamente abuso de prisioneiros e conduta indecente. Esta audiência serve para decidir se a soldado será submetida a um tribunal marcial pela sua conduta na cadeia. A defesa argumenta que England apenas cumpriu ordens e que o Governo de Bush a quer transformar num bode expiatório dos maus tratos.
No total, sete soldados da companhia 372 da Polícia Militar são acusados por sevícias contra prisioneiros iraquianos, no final de 2003, na prisão de Abu Ghraib.