ONU aprova resolução contra Sudão
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, na sexta-feira, uma resolução que ameaça impor sanções ao governo do Sudão se não desarmar num prazo de 30 dias as milícias muçulmanas, consideradas como as responsáveis pelos massacres cometidos na região de Darfur.
A resolução – apresentada pelos EUA e aprovada com 13 votos a favor e as abstenções da China e do Paquistão – impõe um embargo de armas imediato às milícias muçulmanas e a outros grupos armados, considerando-os responsáveis pela morte de 30 mil pessoas e a fuga de 1,2 milhões, dos quais 200 mil estão refugiados no Chade.
O Governo do Sudão é instado a cumprir de imediato os compromissos assumidos no comunicado conjunto com a ONU, datado de 3 de Julho, especialmente as medidas de protecção da população civil e de acesso à ajuda e pessoal humanitário. O Conselho de Segurança refere ainda a possibilidade de adoptar sanções no futuro.
O executivo de Cartum aceitou no dia seguinte a resolução «com mágoa», como referiu o embaixador sudanês na Etiópia e União Africana. «Ao contrário de Israel, que rejeita as resoluções da ONU, nós vamos aplicá-la. Aceitámos a resolução, com mágoa, porque não temos alternativa», afirmou Osman Elsayed.
No entanto, a primeira reacção foi de recusa. No dia da aprovação da resolução, o governo sudanês considerou-a como «inapropriada» por não estar em conformidade com o acordo celebrado com a ONU, que incluía um prazo de 90 dias. Esse argumento foi retomado nesta segunda-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros que afirmou que o prazo de 30 dias é «ilógico» e que o Sudão irá cumprir o programa em três meses. O exército foi mais longe e interpreta a resolução como «uma declaração de guerra contra o Sudão e o seu povo». Citado pela imprensa, o porta-voz do exército declarou que o prazo de 30 dias dado é apenas um «período preparatório» para lançar a guerra contra o País.
O acordo assinado com as Nações Unidas prevê o desarmamento das milícias árabes, o envio para Darfur de 6 mil militares e polícias sudaneses para garantir a segurança e permitir a ajuda humanitária, e a autorização para a deslocação de forças da União Africana e inspectores de direitos humanos para acompanhar a situação na zona.
A resolução – apresentada pelos EUA e aprovada com 13 votos a favor e as abstenções da China e do Paquistão – impõe um embargo de armas imediato às milícias muçulmanas e a outros grupos armados, considerando-os responsáveis pela morte de 30 mil pessoas e a fuga de 1,2 milhões, dos quais 200 mil estão refugiados no Chade.
O Governo do Sudão é instado a cumprir de imediato os compromissos assumidos no comunicado conjunto com a ONU, datado de 3 de Julho, especialmente as medidas de protecção da população civil e de acesso à ajuda e pessoal humanitário. O Conselho de Segurança refere ainda a possibilidade de adoptar sanções no futuro.
O executivo de Cartum aceitou no dia seguinte a resolução «com mágoa», como referiu o embaixador sudanês na Etiópia e União Africana. «Ao contrário de Israel, que rejeita as resoluções da ONU, nós vamos aplicá-la. Aceitámos a resolução, com mágoa, porque não temos alternativa», afirmou Osman Elsayed.
No entanto, a primeira reacção foi de recusa. No dia da aprovação da resolução, o governo sudanês considerou-a como «inapropriada» por não estar em conformidade com o acordo celebrado com a ONU, que incluía um prazo de 90 dias. Esse argumento foi retomado nesta segunda-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros que afirmou que o prazo de 30 dias é «ilógico» e que o Sudão irá cumprir o programa em três meses. O exército foi mais longe e interpreta a resolução como «uma declaração de guerra contra o Sudão e o seu povo». Citado pela imprensa, o porta-voz do exército declarou que o prazo de 30 dias dado é apenas um «período preparatório» para lançar a guerra contra o País.
O acordo assinado com as Nações Unidas prevê o desarmamento das milícias árabes, o envio para Darfur de 6 mil militares e polícias sudaneses para garantir a segurança e permitir a ajuda humanitária, e a autorização para a deslocação de forças da União Africana e inspectores de direitos humanos para acompanhar a situação na zona.