Bush sonha asfixiar a Revolução
Em resposta às medidas de endurecimento do bloqueio económico imposto pelos EUA a Cuba, chegou à ilha uma brigada norte-americana de solidariedade com o povo e a Revolução.
«Os brigadistas quebraram as regras e integraram uma jornada de trabalho»
A «Brigada Venceremos» aterrou, segunda-feira, no aeroporto internacional de Santiago de Cuba, a cerca de 860 quilómetros da capital, Havana.
Menos de uma semana depois da entrada em vigor de novas e graves restrições visando o isolamento e asfixia do povo cubano, 81 norte-americanos contornaram as autoridades dos EUA e, viajando através do Canadá, abriram caminho à iniciativa Caravana da Amizade, que durante esta semana prevê fazer chegar ao país outros grupos de solidariedade norte-americanos.
Conscientes que tal atitude pode acarretar consequências judiciais por parte de Washington, mas igualmente conscientes da importância do seu gesto para a heróica luta de Cuba, os brigadistas quebraram as regras ditadas pelo seu governo e preparam uma intensa jornada de trabalho e contactos na ilha.
Para além da passagem pelo mausoléu de José Martí e de encontros com organizações políticas e sociais cubanas, a comitiva da «Brigada Venceremos» dedica alguns dias ao trabalho voluntário na safra agrícola, manifestando activa solidariedade com os trabalhadores e o povo de um país que resiste ao totalitarismo do império.
Medidas geram protesto
Na «lista negra» de países que Bush apontou como integrantes no «eixo do mal do terrorismo internacional» figura Cuba e o seu povo, facto que renovou a ameaça de agressão e revigorou a campanha pelo endurecimento do bloqueio económico imposto unilateralmente pelos norte-americanos há mais de quatro décadas.
O pacote de medidas, aprovado no dia 6 do passado mês de Maio e que entrou em vigor na quarta-feira da semana passada, motivou uma onda de protestos em Cuba e nos próprios EUA, nomeadamente por parte dos sectores populares da numerosa comunidade cubana que, desta forma, vê ainda mais dificultada a já difícil tarefa de visitar o seu país e os familiares ali residentes.
O decreto impõe, por exemplo, que os cubanos emigrados nos EUA só possam viajar para Cuba uma vez em cada três anos e por um período não superior a 14 dias. Nem mesmo em caso de morte ou doença grave de um familiar a regra contempla excepção, acrescentando-se o facto de cada viagem estar dependente de prévia autorização emitida pelo Departamento do Tesouro.
A par e um reforço de 59 milhões de dólares para o financiamento de acções contra-revolucionárias em Cuba e outros 18 milhões canalizados para emissões de rádio e televisão piratas de propaganda anticubana, as remessas monetárias também sofreram um rude golpe através da restrição apertada dos familiares que as podem receber e, mesmo assim, só no caso de não serem membros do Partido Comunista Cubano.
Depois da manifestação de milhares de pessoas, em Havana, contra este projecto de asfixia económica, foi a vez dos emigrantes em Miami protestarem e acorrerem ao aeroporto para viajar até Cuba.
As agências de viagens e as companhias de aviação também recriminaram as restrições do governo americano e, ao mesmo tempo, viram-se obrigadas a reforçar, nos últimos dias, as ligações aéreas para o outro lado da baía.
Centenas de pessoas juntaram-se no terminal de embarque do aeroporto de Miami para apanhar um avião rumo a Cuba. Em protesto gritaram «Queremos viajar!» e «Cuba! Cuba!», desesperados pelo facto de, se não regressarem aos EUA até 31 de Julho, terem que pagar uma multa de 7,5 mil dólares.
Menos de uma semana depois da entrada em vigor de novas e graves restrições visando o isolamento e asfixia do povo cubano, 81 norte-americanos contornaram as autoridades dos EUA e, viajando através do Canadá, abriram caminho à iniciativa Caravana da Amizade, que durante esta semana prevê fazer chegar ao país outros grupos de solidariedade norte-americanos.
Conscientes que tal atitude pode acarretar consequências judiciais por parte de Washington, mas igualmente conscientes da importância do seu gesto para a heróica luta de Cuba, os brigadistas quebraram as regras ditadas pelo seu governo e preparam uma intensa jornada de trabalho e contactos na ilha.
Para além da passagem pelo mausoléu de José Martí e de encontros com organizações políticas e sociais cubanas, a comitiva da «Brigada Venceremos» dedica alguns dias ao trabalho voluntário na safra agrícola, manifestando activa solidariedade com os trabalhadores e o povo de um país que resiste ao totalitarismo do império.
Medidas geram protesto
Na «lista negra» de países que Bush apontou como integrantes no «eixo do mal do terrorismo internacional» figura Cuba e o seu povo, facto que renovou a ameaça de agressão e revigorou a campanha pelo endurecimento do bloqueio económico imposto unilateralmente pelos norte-americanos há mais de quatro décadas.
O pacote de medidas, aprovado no dia 6 do passado mês de Maio e que entrou em vigor na quarta-feira da semana passada, motivou uma onda de protestos em Cuba e nos próprios EUA, nomeadamente por parte dos sectores populares da numerosa comunidade cubana que, desta forma, vê ainda mais dificultada a já difícil tarefa de visitar o seu país e os familiares ali residentes.
O decreto impõe, por exemplo, que os cubanos emigrados nos EUA só possam viajar para Cuba uma vez em cada três anos e por um período não superior a 14 dias. Nem mesmo em caso de morte ou doença grave de um familiar a regra contempla excepção, acrescentando-se o facto de cada viagem estar dependente de prévia autorização emitida pelo Departamento do Tesouro.
A par e um reforço de 59 milhões de dólares para o financiamento de acções contra-revolucionárias em Cuba e outros 18 milhões canalizados para emissões de rádio e televisão piratas de propaganda anticubana, as remessas monetárias também sofreram um rude golpe através da restrição apertada dos familiares que as podem receber e, mesmo assim, só no caso de não serem membros do Partido Comunista Cubano.
Depois da manifestação de milhares de pessoas, em Havana, contra este projecto de asfixia económica, foi a vez dos emigrantes em Miami protestarem e acorrerem ao aeroporto para viajar até Cuba.
As agências de viagens e as companhias de aviação também recriminaram as restrições do governo americano e, ao mesmo tempo, viram-se obrigadas a reforçar, nos últimos dias, as ligações aéreas para o outro lado da baía.
Centenas de pessoas juntaram-se no terminal de embarque do aeroporto de Miami para apanhar um avião rumo a Cuba. Em protesto gritaram «Queremos viajar!» e «Cuba! Cuba!», desesperados pelo facto de, se não regressarem aos EUA até 31 de Julho, terem que pagar uma multa de 7,5 mil dólares.