Sábado, dia 26
Numa altura em que no tempo – dia e meio – que vai desde que se escreve até que os leitores leiam muita coisa pode acontecer, apenas um comentário só aparentemente à margem do essencial.
De facto, não podemos deixar de registar que, na passada segunda-feira, o director do «Público», num contexto de óbvia farpa dirigida ao PSD, depois de salientar que «em democracia há regras legais e constitucionais e regras de decoro», veio afirmar que «as tais regras de decoro político implicam que numa democracia os assuntos não são tratados como numa monarquia, isto é, que não há herdeiros designados».
Acontece porém que, embora não fosse essa a intenção de José Manuel Fernandes, a afirmação assenta também como uma luva na manchete do «Público» de sábado, dia 26, que rezava nem mais nem menos que «Durão avança para Bruxelas e oferece Governo a Santana». Acrescente-se entretanto que, naquele mesmo dia, a falta de decoro atingiu igualmente a manchete do «Correio da Manhã» que proclamava «Durão dá Governo a Santana», do «Diário de Notícias» que gritava «Durão entrega Governa a Santana para liderar Europa» e do «Expresso» que garantia que «Santana substitui Durão».
A coisa foi de tal modo indecorosa que, como é sabido, o Presidente da República sentiu a necessidade de pôr alguns pontos nos is e dar um vigoroso raspanete aos que, com tais títulos e maneiras de dizer, o fizeram passar ou por uma inexistência política ou por um mero tabelião de decisões alheias.
Diga-se entretanto que, só por si, nenhum raspanete presidencial fará os autores de tais títulos aprenderem alguma coisa e terem emenda em casos futuros.
Há mesmo uma eventual decisão presidencial sobre a crise política e governativa que os fará dizer que, pois pois, o que é certo é que acertaram em cheio ainda a procissão ia no adro, se é que não terão mesmo a insolência de retorquir que o protesto do Presidente foi apenas uma tentativa de tapar o sol com uma peneira.
E só mesmo outra e antagónica decisão presidencial, com a vantagem de corresponder a notórios imperativos de transparência, efectiva estabilidade e real respeito pelos cidadãos, é que faria os autores de tais títulos descobrirem que as coisas não são como julgaram ou como o PSD interesseiramente soprou para os «media».
De facto, não podemos deixar de registar que, na passada segunda-feira, o director do «Público», num contexto de óbvia farpa dirigida ao PSD, depois de salientar que «em democracia há regras legais e constitucionais e regras de decoro», veio afirmar que «as tais regras de decoro político implicam que numa democracia os assuntos não são tratados como numa monarquia, isto é, que não há herdeiros designados».
Acontece porém que, embora não fosse essa a intenção de José Manuel Fernandes, a afirmação assenta também como uma luva na manchete do «Público» de sábado, dia 26, que rezava nem mais nem menos que «Durão avança para Bruxelas e oferece Governo a Santana». Acrescente-se entretanto que, naquele mesmo dia, a falta de decoro atingiu igualmente a manchete do «Correio da Manhã» que proclamava «Durão dá Governo a Santana», do «Diário de Notícias» que gritava «Durão entrega Governa a Santana para liderar Europa» e do «Expresso» que garantia que «Santana substitui Durão».
A coisa foi de tal modo indecorosa que, como é sabido, o Presidente da República sentiu a necessidade de pôr alguns pontos nos is e dar um vigoroso raspanete aos que, com tais títulos e maneiras de dizer, o fizeram passar ou por uma inexistência política ou por um mero tabelião de decisões alheias.
Diga-se entretanto que, só por si, nenhum raspanete presidencial fará os autores de tais títulos aprenderem alguma coisa e terem emenda em casos futuros.
Há mesmo uma eventual decisão presidencial sobre a crise política e governativa que os fará dizer que, pois pois, o que é certo é que acertaram em cheio ainda a procissão ia no adro, se é que não terão mesmo a insolência de retorquir que o protesto do Presidente foi apenas uma tentativa de tapar o sol com uma peneira.
E só mesmo outra e antagónica decisão presidencial, com a vantagem de corresponder a notórios imperativos de transparência, efectiva estabilidade e real respeito pelos cidadãos, é que faria os autores de tais títulos descobrirem que as coisas não são como julgaram ou como o PSD interesseiramente soprou para os «media».