Amordaçar Abril
A humanidade não vê o mundo segundo a propaganda belicista norte-americana
A presença da GNR no Iraque ao lado das forças de ocupação norte-americanas constitui uma violação flagrante dos princípios constitucionais claramente expressos no artigo 7.° da Constituição da República Portuguesa, o qual é bem claro ao estabelecer que «Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade».
O antigo Presidente da República do Irão, Bani Sadr, num texto intitulado «A Duplicidade do Ocidente» publicado no Le Monde (30.10.01) na sequência da declaração de George Bush da «guerra permanente» salienta que «a ordem mundial nasce e desenvolve-se em detrimento das forças motoras do mundo dominado, seja exportando-as para os centros dominantes, seja destruindo-as» e que «o controlo das forças dominadas não se pode fazer sem o recurso cada vez maior à violência».
A ocupação e os massacres diariamente perpretados por Israel, pelos Estados Unidos e pelas forças militares da NATO na Palestina, no Iraque e no Afeganistao, e que têm culminado com o assassínio sistemático de civis, mulheres e crianças, ou as recentemente reveladas brutalidades dos torcionários norte-americanos confirmam plenamente a afirmação do antigo presidente iraniano e mostram claramente como o imperialismo constitui a fase mais sanguinária da dominação capitalista, indispensável à manutenção do poder e à sobrevivência do sistema de exploração mundial.
Neste sentido, o nosso texto constitucional, resultante da Revolução do 25 de Abril, contém um significado quase profético ao afirmar que «Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos» (Artigo 7.°, 2.).
Estes princípios, que são dos mais avançados do mundo, são hoje uma herança preciosa quando confrontados com a realidade actual marcada pela brutalidade e o banditismo do imperialismo norte-americano e pelo objectivo de criação de um bloco político-militar europeu, aliado ou concorrente dos Estados Unidos, contidos no chamado projecto de «constituição europeia».
É tempo de compreender que a humanidade não vê o mundo segundo a propaganda belicista norte-americana ou de acordo com as pretensões militaristas das grandes potências europeias mas considera o imperialismo como principal responsável pela miséria, a violência e a humilhação dos povos.
A participação das forças militarizadas da GNR na ocupação do Iraque, além de constituir uma grave violação do princípios constitucionais, é sobretudo um acto premeditado das forças que pretendem amordaçar o 25 de Abril.
O antigo Presidente da República do Irão, Bani Sadr, num texto intitulado «A Duplicidade do Ocidente» publicado no Le Monde (30.10.01) na sequência da declaração de George Bush da «guerra permanente» salienta que «a ordem mundial nasce e desenvolve-se em detrimento das forças motoras do mundo dominado, seja exportando-as para os centros dominantes, seja destruindo-as» e que «o controlo das forças dominadas não se pode fazer sem o recurso cada vez maior à violência».
A ocupação e os massacres diariamente perpretados por Israel, pelos Estados Unidos e pelas forças militares da NATO na Palestina, no Iraque e no Afeganistao, e que têm culminado com o assassínio sistemático de civis, mulheres e crianças, ou as recentemente reveladas brutalidades dos torcionários norte-americanos confirmam plenamente a afirmação do antigo presidente iraniano e mostram claramente como o imperialismo constitui a fase mais sanguinária da dominação capitalista, indispensável à manutenção do poder e à sobrevivência do sistema de exploração mundial.
Neste sentido, o nosso texto constitucional, resultante da Revolução do 25 de Abril, contém um significado quase profético ao afirmar que «Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos» (Artigo 7.°, 2.).
Estes princípios, que são dos mais avançados do mundo, são hoje uma herança preciosa quando confrontados com a realidade actual marcada pela brutalidade e o banditismo do imperialismo norte-americano e pelo objectivo de criação de um bloco político-militar europeu, aliado ou concorrente dos Estados Unidos, contidos no chamado projecto de «constituição europeia».
É tempo de compreender que a humanidade não vê o mundo segundo a propaganda belicista norte-americana ou de acordo com as pretensões militaristas das grandes potências europeias mas considera o imperialismo como principal responsável pela miséria, a violência e a humilhação dos povos.
A participação das forças militarizadas da GNR na ocupação do Iraque, além de constituir uma grave violação do princípios constitucionais, é sobretudo um acto premeditado das forças que pretendem amordaçar o 25 de Abril.