Atrasos adiam resultados
Milhares de guineenses começaram, no domingo, a votar nas primeiras eleições legislativas após o golpe militar que derrubou Kumba Ialá, em 2003. O sufrágio foi prolongado até à noite da passada terça-feira, desconhecendo-se ainda os resultados finais.
A CNE decidiu suspender o segundo dia da votação até que as anomalias fossem resolvidas
Assembleias de voto fechadas e atrasos na convocação de alguns membros das mesas do escrutínio atrasaram em cerca de três horas e meia o início das eleições legislativas na Guiné-Bissau, esclareceu a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Apesar destes incidentes, registados sobretudo no Sector Autónomo da capital do país, Bissau, o acto decorreu com normalidade nas restantes regiões administrativas, não havendo relatos de qualquer acção violenta ou de irregularidades impeditivas do regular funcionamento das urnas.
Tais factos foram confirmados num relatório preliminar da delegação de observadores internacionais, que considerou o ocorrido como aceitável e se regozijou pela adesão popular e pelo civismo do povo da Guiné no exercício do direito de voto.
Ainda assim, a CNE decidiu, na madrugada de domingo, suspender o segundo dia da votação até que as anomalias fossem resolvidas, o que motivou protestos por parte de alguns partidos e avolumou o receio de uma nova intervenção dos militares.
À hora do fecho da nossa edição ainda não estavam disponíveis quaisquer resultados, embora as últimas informações apontem para uma afluência maciça e pacífica às urnas.
Resultado incerto
Cinco anos depois das eleições que deram a vitória ao Partido da Renovação Social (PRS) e a Kumba Ialá, os cerca de 600 mil eleitores da Guiné-Bissau voltaram a escolher livremente o seu governo.
Entre as quinze formações concorrentes destacam-se o PRS e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), este último apontado como possível vencedor das eleições, dispondo da oportunidade de voltar ao poder do país que governou desde a independência até 1998, embora as sondagens não signifiquem muito num país cujo número de eleitores é incerto.
O último recenseamento ficou a meio e há ainda que contar com as comunidades guineenses na diáspora, sobretudo em Portugal, onde dos 30 mil residentes só dois milhares estão recenseados.
Apesar destes incidentes, registados sobretudo no Sector Autónomo da capital do país, Bissau, o acto decorreu com normalidade nas restantes regiões administrativas, não havendo relatos de qualquer acção violenta ou de irregularidades impeditivas do regular funcionamento das urnas.
Tais factos foram confirmados num relatório preliminar da delegação de observadores internacionais, que considerou o ocorrido como aceitável e se regozijou pela adesão popular e pelo civismo do povo da Guiné no exercício do direito de voto.
Ainda assim, a CNE decidiu, na madrugada de domingo, suspender o segundo dia da votação até que as anomalias fossem resolvidas, o que motivou protestos por parte de alguns partidos e avolumou o receio de uma nova intervenção dos militares.
À hora do fecho da nossa edição ainda não estavam disponíveis quaisquer resultados, embora as últimas informações apontem para uma afluência maciça e pacífica às urnas.
Resultado incerto
Cinco anos depois das eleições que deram a vitória ao Partido da Renovação Social (PRS) e a Kumba Ialá, os cerca de 600 mil eleitores da Guiné-Bissau voltaram a escolher livremente o seu governo.
Entre as quinze formações concorrentes destacam-se o PRS e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), este último apontado como possível vencedor das eleições, dispondo da oportunidade de voltar ao poder do país que governou desde a independência até 1998, embora as sondagens não signifiquem muito num país cujo número de eleitores é incerto.
O último recenseamento ficou a meio e há ainda que contar com as comunidades guineenses na diáspora, sobretudo em Portugal, onde dos 30 mil residentes só dois milhares estão recenseados.