EUA preocupados com a Rússia

Em vésperas das eleições presidenciais russas, a conselheira da Segurança Nacional norte-americana, Condoleezza Rice, fez saber no início da semana que há «boas razões para preocupação» quanto ao futuro da Rússia, devido ao «perigo de uma excessiva concentração de poderes no Kremlin».
Segundo a Lusa, que cita a entrevista de Rice à agência Global Viewpoint, traduzida pelo jornal alemão Die Welt, a responsável norte-americana considera que, apesar da Rússia se ter tornado uma «sociedade mais aberta» do que os EUA esperavam, «há desenvolvimentos preocupantes, sobretudo a forte presidência, que não é contrabalançada por qualquer outra instituição». «A Duma (câmara baixa do parlamento russo) apenas tem uma pequena influência. A justiça está, segundo várias pessoas, em vias de perder a sua independência. E os antigos média electrónicos independentes são agora, na maioria, parcialmente controlados pelo Estado», afirma.
Segundo Rice, «existe o perigo de demasiada concentração de poderes no Kremlin», o que considera «problemático», designadamente porque «as relações aprofundadas entre os Estados Unidos e a Rússia precisam de estar em uníssono no plano dos valores».
Entretanto, o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou formalmente o actual representante da Rússia junto da União Europeia, Mikhail Fradikov, para o cargo de primeiro-ministro.
«Trata-se de um excelente administrador», que conhece simultaneamente «os
problemas económicos» e as «questões de segurança», explicou Putin aos representantes da maioria parlamentar reunidos no Kremlin.
A Duma deverá analisar amanhã, sexta-feira, a proposta presidencial.


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