O Estado pode salvar a Panasqueira
Com os salários de Janeiro por pagar, os 220 mineiros da Panasqueira tomaram conhecimento da intenção da multinacional canadiana, de suspender a actividade este mês.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira reuniu, no dia 6, com o presidente do conselho de administração da canadiana Beralt Tin & Wolfram. A suspensão foi justificada com a falta de condições financeiras, a baixa de preços do minério, a concorrência chinesa e a venda por parte dos Estados Unidos de 1500 toneladas de tungsténio proveniente dos seus stocks de reserva – segundo fonte sindical.
A mina produz cerca de 120 toneladas/mês, escoadas para os Estados Unidos, o Reino Unido, a Espanha e o Japão, mas a administração diz que o actual filão de minério apenas permite mais um ano de exploração.
Temendo o encerramento, os trabalhadores, em plenário no dia 10, acordaram medidas de salvaguarda dos seus direitos.
No dia seguinte, o sindicato reuniu com a Câmara da Covilhã e a Junta de São Francisco de Assis, de onde saiu um ofício endereçado ao ministro da Economia, onde se propõe a exploração de um novo filão que evite o desemprego e o encerramento.
Em declarações ao Avante!, José Osório, dirigente da Fequimetal/CGTP-IN, a federação sindical do sector, disse que a solução poderá evitar o fim da mina e salvaguardar a sua continuação, bastando para isso que o Estado assuma as suas responsabilidades. Para anteontem estava marcada uma reunião no Ministério da Economia para procurar pôr fim à instabilidade cíclica da mina.
Alerta no PE
No dia do plenário, a eurodeputada e cabeça de lista da CDU às eleições europeias de 13 de Junho, Ilda Figueiredo, levou o caso ao Parlamento Europeu, tendo questionado a Comissão sobre as medidas que tenciona tomar para salvaguardar os direitos dos trabalhadores e garantir o funcionamento da mina. A deputada lembrou que a mina está no interior do País, onde não há alternativas de emprego e alastra a pobreza, «devido às políticas monetárias e de concorrência europeias, à falta de responsabilidade social das multinacionais e à liberalização do mercado mundial», da responsabilidade da OMC.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira reuniu, no dia 6, com o presidente do conselho de administração da canadiana Beralt Tin & Wolfram. A suspensão foi justificada com a falta de condições financeiras, a baixa de preços do minério, a concorrência chinesa e a venda por parte dos Estados Unidos de 1500 toneladas de tungsténio proveniente dos seus stocks de reserva – segundo fonte sindical.
A mina produz cerca de 120 toneladas/mês, escoadas para os Estados Unidos, o Reino Unido, a Espanha e o Japão, mas a administração diz que o actual filão de minério apenas permite mais um ano de exploração.
Temendo o encerramento, os trabalhadores, em plenário no dia 10, acordaram medidas de salvaguarda dos seus direitos.
No dia seguinte, o sindicato reuniu com a Câmara da Covilhã e a Junta de São Francisco de Assis, de onde saiu um ofício endereçado ao ministro da Economia, onde se propõe a exploração de um novo filão que evite o desemprego e o encerramento.
Em declarações ao Avante!, José Osório, dirigente da Fequimetal/CGTP-IN, a federação sindical do sector, disse que a solução poderá evitar o fim da mina e salvaguardar a sua continuação, bastando para isso que o Estado assuma as suas responsabilidades. Para anteontem estava marcada uma reunião no Ministério da Economia para procurar pôr fim à instabilidade cíclica da mina.
Alerta no PE
No dia do plenário, a eurodeputada e cabeça de lista da CDU às eleições europeias de 13 de Junho, Ilda Figueiredo, levou o caso ao Parlamento Europeu, tendo questionado a Comissão sobre as medidas que tenciona tomar para salvaguardar os direitos dos trabalhadores e garantir o funcionamento da mina. A deputada lembrou que a mina está no interior do País, onde não há alternativas de emprego e alastra a pobreza, «devido às políticas monetárias e de concorrência europeias, à falta de responsabilidade social das multinacionais e à liberalização do mercado mundial», da responsabilidade da OMC.