Lenine, evocação necessária
«Todo o pensamento e obra de Lenine contém preciosos ensinamentos»
No 80º aniversário da morte de Lenine (Gorki, 21 de Janeiro de 1924) esta coluna não podia deixar de assinalar a efeméride. Por pelo menos duas razões fundamentais.
A primeira, porque Vladimir Ilitch Uliánov foi um gigante do seu tempo, uma daquelas raras personalidades que em épocas de viragem compreenderam as tendências profundas do desenvolvimento histórico, guiando com mão segura a classe operária e as massas pelo caminho da luta, da revolução e da vitória. Vivendo na inteligência e no coração dos comunistas e do proletariado internacional, o lugar de Lenine é no Panteão de toda a Humanidade e da sua longa caminhada libertadora.
A segunda, porque Lenine, esse génio do pensamento e da acção, tem tudo a ver com o que o PCP é e quer continuar a ser, como partido da classe operária e de todos os trabalhadores, com uma teoria revolucionária, uma estreita ligação ao povo, uma organização coesa profundamente democrática, um projecto de sociedade nova, livre da exploração do homem pelo homem, o socialismo e o comunismo.
Temos bem presente quanto o mundo mudou desde o prematuro desaparecimento do fundador do primeiro partido proletário de novo tipo e dirigente da primeira revolução socialista vitoriosa. As condições de luta contra o capital neste limiar do século XXI são bem diferentes das do início do século passado e Lenine, adversário intransigente da dogmatização do pensamento como de teorizações especulativas, seria o primeiro e mais vigoroso opositor à transplantação mecânica de experiências e soluções. Ele que, estudando a realidade, desenvolveu criativamente o pensamento de Marx e Engels nas novas condições do imperialismo, zurziria com a mais acutilante crítica a repetição acrítica e intemporal de análises e orientações.
Mas é também por isso mesmo, digam o que disserem os seus detractores, que Lenine é nosso contemporâneo. Desde a teoria do partido de vanguarda à política de alianças, desde a análise do imperialismo à estratégia da luta pela conquista do poder ou aos fundamentos da edificação do socialismo, todo o pensamento e obra de Lenine contém preciosos ensinamentos para a luta nos dias de hoje. Trata-se de um património honroso e inspirador para as novas gerações que é necessário preservar e valorizar para prosseguir a luta para pôr fim ao capitalismo e ao seu cortejo de injustiças, opressão e guerra que a globalização imperialista torna ainda mais insuportável.
Não surpreende, pelo que representam como arma de luta nas mãos dos trabalhadores, que Lenine, o leninismo, o marxismo-leninismo, continuem sob fogo cerrado. Do capital e seus mercenários, em primeiro lugar, como bem mostra o El País de 25.01.04, com um artigo de Evgeni Evtushenko sintomaticamente intitulado «Lenine, o pecado original do comunismo». Do reformismo colaboracionista, naturalmente, em particular de uma social-democracia que renegou há muito as suas raízes no movimento operário e se rendeu sem vergonha ao neoliberalismo. Mas também, a partir de correntes no próprio campo das forças de esquerda que a pretexto do «novo» e do «futuro» defendem abertamente uma inaceitável «rotura» com as raízes e o percurso histórico do movimento operário e comunista, a começar por Lenine e a sua extraordinária contribuição para a causa libertadora dos trabalhadores e dos povos.
É por isso oportuno e necessário, evocando Lenine 80 anos depois da sua morte, lembrar também a sua atitude de profundo respeito perante a história e perante o rico património de valores e experiências geradas na luta secular dos explorados e oprimidos. E em particular o seu intransigente combate ao oportunismo, a tudo quanto visasse esvaziar o marxismo da sua alma viva e revolucionária e justificar posições de adaptação ao capitalismo.
A primeira, porque Vladimir Ilitch Uliánov foi um gigante do seu tempo, uma daquelas raras personalidades que em épocas de viragem compreenderam as tendências profundas do desenvolvimento histórico, guiando com mão segura a classe operária e as massas pelo caminho da luta, da revolução e da vitória. Vivendo na inteligência e no coração dos comunistas e do proletariado internacional, o lugar de Lenine é no Panteão de toda a Humanidade e da sua longa caminhada libertadora.
A segunda, porque Lenine, esse génio do pensamento e da acção, tem tudo a ver com o que o PCP é e quer continuar a ser, como partido da classe operária e de todos os trabalhadores, com uma teoria revolucionária, uma estreita ligação ao povo, uma organização coesa profundamente democrática, um projecto de sociedade nova, livre da exploração do homem pelo homem, o socialismo e o comunismo.
Temos bem presente quanto o mundo mudou desde o prematuro desaparecimento do fundador do primeiro partido proletário de novo tipo e dirigente da primeira revolução socialista vitoriosa. As condições de luta contra o capital neste limiar do século XXI são bem diferentes das do início do século passado e Lenine, adversário intransigente da dogmatização do pensamento como de teorizações especulativas, seria o primeiro e mais vigoroso opositor à transplantação mecânica de experiências e soluções. Ele que, estudando a realidade, desenvolveu criativamente o pensamento de Marx e Engels nas novas condições do imperialismo, zurziria com a mais acutilante crítica a repetição acrítica e intemporal de análises e orientações.
Mas é também por isso mesmo, digam o que disserem os seus detractores, que Lenine é nosso contemporâneo. Desde a teoria do partido de vanguarda à política de alianças, desde a análise do imperialismo à estratégia da luta pela conquista do poder ou aos fundamentos da edificação do socialismo, todo o pensamento e obra de Lenine contém preciosos ensinamentos para a luta nos dias de hoje. Trata-se de um património honroso e inspirador para as novas gerações que é necessário preservar e valorizar para prosseguir a luta para pôr fim ao capitalismo e ao seu cortejo de injustiças, opressão e guerra que a globalização imperialista torna ainda mais insuportável.
Não surpreende, pelo que representam como arma de luta nas mãos dos trabalhadores, que Lenine, o leninismo, o marxismo-leninismo, continuem sob fogo cerrado. Do capital e seus mercenários, em primeiro lugar, como bem mostra o El País de 25.01.04, com um artigo de Evgeni Evtushenko sintomaticamente intitulado «Lenine, o pecado original do comunismo». Do reformismo colaboracionista, naturalmente, em particular de uma social-democracia que renegou há muito as suas raízes no movimento operário e se rendeu sem vergonha ao neoliberalismo. Mas também, a partir de correntes no próprio campo das forças de esquerda que a pretexto do «novo» e do «futuro» defendem abertamente uma inaceitável «rotura» com as raízes e o percurso histórico do movimento operário e comunista, a começar por Lenine e a sua extraordinária contribuição para a causa libertadora dos trabalhadores e dos povos.
É por isso oportuno e necessário, evocando Lenine 80 anos depois da sua morte, lembrar também a sua atitude de profundo respeito perante a história e perante o rico património de valores e experiências geradas na luta secular dos explorados e oprimidos. E em particular o seu intransigente combate ao oportunismo, a tudo quanto visasse esvaziar o marxismo da sua alma viva e revolucionária e justificar posições de adaptação ao capitalismo.