Para quem?
A pretexto do ano que findava e do novo ano que começava, o Primeiro-Ministro voltou a brindar o país com a peregrina e enganosa ideia de que «o pior já passou».
A este respeito, convém começar por assinalar que o facto de Durão Barroso sentir necessidade de continuar ainda hoje a insistir numa ideia em que ele próprio e o seu Governo vêm espalhando desde talvez há um ano só pode querer dizer que ninguém acertadamente os tem levado a sério.
Depois é preciso acentuar que a falsidade da ideia está longe de decorrer apenas das reservas e desconfianças que se possam ter sobre a ténue retoma económica (que algum dia, de facto, se há-de verificar) que o Governo constantemente anuncia como iminente.
Com efeito, mesmo admitindo, por absurdo ou em generosa concessão, que os famosos sinais de recuperação económica já estavam aí, há uma pergunta devastadora que pode ser feita, a saber: com as políticas e orientações anunciadas pelo Governo para 2004, «o pior já passou» para quem?
E, diante desta pergunta, a resposta só pode ser que o pior não passou antes vai continuar para todos os portugueses cujo poder de compra, rendimentos e condições de vida vão continuar em 2004 a ser gravemente causticados pela escalada de aumentos de preços (que faz ressurgir de novo o velho fosso entre taxas oficiais de inflação e aumento do custo de vida sentido pela população) e pela política de ataque aos salários no mínimo idênticas às de 2003.
O pior não passou antes vai continuar para os quase quinhentos mil desempregados actuais uma vez que para 2004 não se anuncia – nem sequer o governo promete – nenhuma significativa redução do desemprego.
O pior não passou antes vai continuar para todos os trabalhadores por conta de outrém que, tal como em 2003, vão sofrer em 2004 um novo agravamento do IRS.
E, coisa diferente e muito relevante, o pior não só não passou como está ainda para vir para o conjunto dos trabalhadores cujos direitos e regalias estão na mira da entrada em vigor e aplicação do novo (mas de velhíssimo e bafiento conteúdo) Código de Trabalho.
O pior não só não passou como está ainda para vir com essa cínica e despudorada agressão dos novos valores do subsídio de doença consagrando a criminosa proeza de reduzir ainda mais os rendimentos de quem está doente e por isso já vive as ásperas dificuldades de ter o salário consideravelmente reduzido.
A este respeito, convém começar por assinalar que o facto de Durão Barroso sentir necessidade de continuar ainda hoje a insistir numa ideia em que ele próprio e o seu Governo vêm espalhando desde talvez há um ano só pode querer dizer que ninguém acertadamente os tem levado a sério.
Depois é preciso acentuar que a falsidade da ideia está longe de decorrer apenas das reservas e desconfianças que se possam ter sobre a ténue retoma económica (que algum dia, de facto, se há-de verificar) que o Governo constantemente anuncia como iminente.
Com efeito, mesmo admitindo, por absurdo ou em generosa concessão, que os famosos sinais de recuperação económica já estavam aí, há uma pergunta devastadora que pode ser feita, a saber: com as políticas e orientações anunciadas pelo Governo para 2004, «o pior já passou» para quem?
E, diante desta pergunta, a resposta só pode ser que o pior não passou antes vai continuar para todos os portugueses cujo poder de compra, rendimentos e condições de vida vão continuar em 2004 a ser gravemente causticados pela escalada de aumentos de preços (que faz ressurgir de novo o velho fosso entre taxas oficiais de inflação e aumento do custo de vida sentido pela população) e pela política de ataque aos salários no mínimo idênticas às de 2003.
O pior não passou antes vai continuar para os quase quinhentos mil desempregados actuais uma vez que para 2004 não se anuncia – nem sequer o governo promete – nenhuma significativa redução do desemprego.
O pior não passou antes vai continuar para todos os trabalhadores por conta de outrém que, tal como em 2003, vão sofrer em 2004 um novo agravamento do IRS.
E, coisa diferente e muito relevante, o pior não só não passou como está ainda para vir para o conjunto dos trabalhadores cujos direitos e regalias estão na mira da entrada em vigor e aplicação do novo (mas de velhíssimo e bafiento conteúdo) Código de Trabalho.
O pior não só não passou como está ainda para vir com essa cínica e despudorada agressão dos novos valores do subsídio de doença consagrando a criminosa proeza de reduzir ainda mais os rendimentos de quem está doente e por isso já vive as ásperas dificuldades de ter o salário consideravelmente reduzido.