BREVES

DN sem aumentos
O Diário de Notícias não precederá a aumentos este ano. A decisão foi comunicada à Comissão de Trabalhadores da empresa pelo Conselho de Administração, que justifica a sua posição pelas alegadas «dificuldades» que o sector atravessa, resultado da «possível recessão, clima internacional e incertezas» para o curto e médio prazo, fruto do guerra no Iraque, denuncia o comunicado da CT. O Sindicato dos Jornalistas considera inaceitável este comportamento da empresa – que está integrado no «poderoso e rentável universo empresarial da Portugal Telecom –, afirmando que tal não deixará de merecer uma resposta dos trabalhadores, «aos quais tem exigido crescentes sacrifícios, inclusivamente a redução dos postos de trabalho». O SJ considera que para além de recusar satisfazer uma expectativa mais que justa – ter um rendimento que permita enfrentar o aumento do custo de vida –, a atitude da administração é «tanto mais incompreensível quanto é certo que o jornal se encontra numa fase de reestruturação que exige maior entrega e dedicação dos seus jornalistas e outros trabalhadores».

Hospital em greve
Os trabalhadores do arquivo clínico do Hospital Distrital da Figueira da Foz, SA estarão em greve – uns – entre as 8.30 e as 9.30 horas e – outros – entre as 9 e as 10 horas dos próximos dias 14, 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de Abril. Os trabalhadores protestam contra as condições do novo espaço em que funciona o arquivo, no qual já funcionou a lavandaria. O motivo das queixas prende-se com as poeiras e ácaros que se acumularam nos processos, devido ao facto, acusam os trabalhadores, de o local não ter sido alvo de uma desinfestação. Os trabalhadores acusam a gerência do Hospital de nada ter feito para salvaguardar a saúde dos trabalhadores, minimizando os aspectos mais gravosos. O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro vai solicitar a intervenção da Inspecção-Geral do Trabalho.

Fertagus sem acordo
Dada a recusa da Fertagus em negociar um acordo de empresa, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário/CGTP solicitou ao Ministério do Trabalho a extensão a esta empresa do acordo existente na CP. No entender do sindicato, o direito à contratação colectiva está previsto na Constituição e não deve ser vedado aos trabalhadores da Fertagus. Este pedido é possível por lei, cabendo ao ministro do Trabalho a última palavra.


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