Pobreza é obstáculo
Cinco milhões de pessoas foram infectadas em 2003 pelo VIH em todo o mundo, mas apenas cinco por cento têm acesso a tratamento.
Portugal tem o maior número de infectados na União Europeia
O Dia Mundial da Luta Contra a Sida, assinalou-se na segunda-feira, 1, sob o lema «Vive e deixa viver» propôs-se alertar para o estigma e a discriminação, como grandes obstáculos na luta contra uma epidemia que não dá sinais de regredir e matou três milhões de pessoas em 2003.
Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o programa das Nações Unidas para a Sida (ONUSIDA) apresentaram um plano visando assegurar tratamento antiretroviral até ao fim de 2005 a três milhões de pessoas com Sida nos países em vias de desenvolvimento e nos países em transição.
Na União Europeia, Portugal continua a ser o país com o número mais elevado de casos da doença: 21.977 casos notificados desde 1983, dos quais 6.392 correspondem a pessoas entretanto falecidas, segundo os últimos dados da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS).
Os toxicodependentes portugueses deixaram de ser os principais afectados pela doença, cujos novos casos se registam agora sobretudo entre heterossexuais, que representaram mais de metade das infecções no primeiro semestre de 2003, revelam dados recentes da Associação Portuguesa para o Estudo da Sida.
No mundo, cerca de 14 mil pessoas contraem diariamente o vírus e a África subsahariana é a região mais duramente afectada pela doença, com cerca de 26,6 milhões de pessoas infectados em 2003, dos quais 3,2 milhões contraíram o vírus durante o ano transacto.
No entanto, também a região da Europa regista um aumento dramático de casos. A OMS estima que estejam infectadas entre 1,72 e 2,48 milhões de pessoas, das quais dois terços na Federação Russa e na Ucrânia. Na Europa de Leste e na Ásia Central, as taxas de prevalência da doença entre atingem 0,9 por cento da população adulta, as mais elevadas a seguir à África subsahriana.
A Organização afirma ainda que na Europa de Leste, o número anual de novos casos recenseados sofreu um crescimento contínuo de 47 por cento durante os últimos cinco anos, tendência que se manteve em 2003.
Em 22 países dos 52 da região da Europa, a OMS calcula que existam 100 mil pessoas que necessitam de tratamento urgente, número que poderá atingir o meio milhão nos próximos anos à medida que os infectados forem desenvolvendo a doença.
Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o programa das Nações Unidas para a Sida (ONUSIDA) apresentaram um plano visando assegurar tratamento antiretroviral até ao fim de 2005 a três milhões de pessoas com Sida nos países em vias de desenvolvimento e nos países em transição.
Na União Europeia, Portugal continua a ser o país com o número mais elevado de casos da doença: 21.977 casos notificados desde 1983, dos quais 6.392 correspondem a pessoas entretanto falecidas, segundo os últimos dados da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS).
Os toxicodependentes portugueses deixaram de ser os principais afectados pela doença, cujos novos casos se registam agora sobretudo entre heterossexuais, que representaram mais de metade das infecções no primeiro semestre de 2003, revelam dados recentes da Associação Portuguesa para o Estudo da Sida.
No mundo, cerca de 14 mil pessoas contraem diariamente o vírus e a África subsahariana é a região mais duramente afectada pela doença, com cerca de 26,6 milhões de pessoas infectados em 2003, dos quais 3,2 milhões contraíram o vírus durante o ano transacto.
No entanto, também a região da Europa regista um aumento dramático de casos. A OMS estima que estejam infectadas entre 1,72 e 2,48 milhões de pessoas, das quais dois terços na Federação Russa e na Ucrânia. Na Europa de Leste e na Ásia Central, as taxas de prevalência da doença entre atingem 0,9 por cento da população adulta, as mais elevadas a seguir à África subsahriana.
A Organização afirma ainda que na Europa de Leste, o número anual de novos casos recenseados sofreu um crescimento contínuo de 47 por cento durante os últimos cinco anos, tendência que se manteve em 2003.
Em 22 países dos 52 da região da Europa, a OMS calcula que existam 100 mil pessoas que necessitam de tratamento urgente, número que poderá atingir o meio milhão nos próximos anos à medida que os infectados forem desenvolvendo a doença.