«Noites da oposição»
Ficou-se a saber pelo «Expresso» que o PS vai promover, num histórico café de Lisboa, as suas «noites da oposição», cópia das que o «professor Marcelo» animou enquanto «líder» do PSD.
Vai daí, faço figas para que, de facto e não de retórica, as tais noites venham a ser de oposição real ao Governo e às políticas da direita, e preocupo-me por estar escrito «da», para mistificar que existem «as» oposições e formas diversas de ser «de» oposição, umas mais outras menos (nos diversos items do concreto). E isto para levar água ao moínho do PS à custa do PCP.
Assim se facilita também uma linha mestra da direita na batalha das ideias, para desvalorizar as lutas sociais e de massas e a intervenção e propostas dos que combatem o Governo e as suas políticas. É a «cassete» mil vezes repisada, com mais ou menos açúcar, de MarceloRS, JASaraiva, LDelgado, JMFernandes - a opinião publicada dominante - de que «a oposição está fragilizada e paralisada», «não existe» e «não há alternativas».
ConstançaCSá chega até a escrever no «Independente» que «a oposição tem apenas funções de representação» e que o PS/oposição é a «principal base de apoio do Governo», no sentido de que este só lá continua porque aquela inexiste e assim lhe dá condições para sobreviver.
Percebe-se a perversidade. Interessa um PS chantageado, diminuído e errático, de «tiradas à esquerda», farroncas de «maioria absoluta» e muitas cedências à direita, ausente na luta contra as políticas económicas, mas presente na agenda dos «consensos» – nos serviços de informações, na «reforma da administração pública», na CIG, ou na revisão da Constituição, cuja «boceta de Pandora» o PS abriu e de que falta ver as consequências, no negócio entre as golpadas da direita e as reformas eleitorais anti-democráticas de conveniência.
Querem fazer crer que, das oposições, tudo se resume às fraquezas e cedências do PS e ao seu venerador BE, que se comporta com o PS com a «fidelidade» do CDS/PP com o PSD, e que trata sobretudo do «superficial-mediático», que rende no preconceito anti-comunista e na «transversalidade social» sem «queimar» na luta de classes.
Mas por mais que mistifiquem, sobra ainda o combate de massas contra a direita e as suas políticas e acresce sempre o PCP, uma oposição de causas e convicções, que não desiste nem vira a cara à luta, que vai abrindo caminho à urgente derrota do Governo e se empenha em construír uma alternativa política de esquerda.
Todas as noites e todos os dias.
Vai daí, faço figas para que, de facto e não de retórica, as tais noites venham a ser de oposição real ao Governo e às políticas da direita, e preocupo-me por estar escrito «da», para mistificar que existem «as» oposições e formas diversas de ser «de» oposição, umas mais outras menos (nos diversos items do concreto). E isto para levar água ao moínho do PS à custa do PCP.
Assim se facilita também uma linha mestra da direita na batalha das ideias, para desvalorizar as lutas sociais e de massas e a intervenção e propostas dos que combatem o Governo e as suas políticas. É a «cassete» mil vezes repisada, com mais ou menos açúcar, de MarceloRS, JASaraiva, LDelgado, JMFernandes - a opinião publicada dominante - de que «a oposição está fragilizada e paralisada», «não existe» e «não há alternativas».
ConstançaCSá chega até a escrever no «Independente» que «a oposição tem apenas funções de representação» e que o PS/oposição é a «principal base de apoio do Governo», no sentido de que este só lá continua porque aquela inexiste e assim lhe dá condições para sobreviver.
Percebe-se a perversidade. Interessa um PS chantageado, diminuído e errático, de «tiradas à esquerda», farroncas de «maioria absoluta» e muitas cedências à direita, ausente na luta contra as políticas económicas, mas presente na agenda dos «consensos» – nos serviços de informações, na «reforma da administração pública», na CIG, ou na revisão da Constituição, cuja «boceta de Pandora» o PS abriu e de que falta ver as consequências, no negócio entre as golpadas da direita e as reformas eleitorais anti-democráticas de conveniência.
Querem fazer crer que, das oposições, tudo se resume às fraquezas e cedências do PS e ao seu venerador BE, que se comporta com o PS com a «fidelidade» do CDS/PP com o PSD, e que trata sobretudo do «superficial-mediático», que rende no preconceito anti-comunista e na «transversalidade social» sem «queimar» na luta de classes.
Mas por mais que mistifiquem, sobra ainda o combate de massas contra a direita e as suas políticas e acresce sempre o PCP, uma oposição de causas e convicções, que não desiste nem vira a cara à luta, que vai abrindo caminho à urgente derrota do Governo e se empenha em construír uma alternativa política de esquerda.
Todas as noites e todos os dias.