Contra o imperialismo, o militarismo e a guerra!
As concentrações pela paz de 25 de Outubro em Lisboa, Porto e alguns outros pontos do País devem ser valorizadas. Pelo amplo leque unitário das organizações que as promoveram. Pelos activistas que empenharam.
Ao contrário de outros, o PCP posiciona-se em função de princípios
Pelos cidadãos que mobilizaram, apesar do mau tempo. Pela sua repercussão, ainda que limitada, na comunicação social. Pela mensagem que projectaram, sem concessões perante os fautores da guerra, de clara oposição ao envio da força da GNR para o Iraque, pela retirada das tropas de ocupação. Pela coincidência com as grandes manifestações que em Washington e muitas outras cidades dos EUA exigiram o regresso dos soldados que no Iraque se debatem com a crescente resistência do povo iraquiano.
O PCP (e os “Verdes”) apoiou estas acções amplamente unitárias. Uma delegação com o Secretário Geral esteve no largo de Camões como sinal do empenho dos comunistas. Ao contrário de outros partidos políticos que só aparecem quando a isso são obrigadas pela força das circunstâncias (como o PS em 22 de Março, depois do escandaloso encontro de Ferro Rodrigues com Durão Barroso durante a manifestação histórica de 15 de Fevereiro), ou quando na conjuntura “é isso que está a dar” (como o BE, movendo-se por critérios de oportunismo político), o PCP posiciona-se em função de princípios e da consideração de que a luta pela paz é uma exigência incontornável da hora presente.
A luta contra a ofensiva global do governo da direita e em defesa do regime democrático e da independência nacional, é inseparável da luta contra o imperialismo, o militarismo e a guerra. E esta tarefa há que realizá-la no dia a dia, numa acção sistemática de esclarecimento e desmascaramento de análises e ideias todos os dias veiculadas por “comentadores” e plumitivos ao serviço da ideologia dominante. Dando força a grandes jornadas internacionais de luta. Mas sem ficar na expectativa nem tentar importar agendas à margem da dinâmica da luta do nosso povo, como alguns continuam a tentar a pretexto de um novo Fórum Social Português. E sem cálculos estreitos de fotografia ou de dividendos eleitorais, com a consciência de que não há grandes jornadas de massa nem viragens que não exijam trabalho organizado e acções preparatórias de maior ou menor dimensão. Isto é particularmente verdade na frente da luta pela paz e de solidariedade internacionalista e na luta contra subserviente política externa e de defesa nacional do governo Barroso/Portas.
Ampliar a base de massas
A necessidade de ampliar a unidade e a base de massas da luta anti-imperialista tem de estar sempre presente na acção dos comunistas. A gravidade da situação internacional assim o exige. As vitórias e acontecimentos positivos, que devemos valorizar - do “não” no referendo na Suécia ao levantamento popular na Bolívia, do fracasso neoliberal de Cancun ao homem no espaço da China, do heroísmo cubano ou palestiniano à resistência patriótica do povo iraquiano, das grandes manifestações na Turquia contra o envio de tropas para o Iraque à greve geral anti-Berlusconi na Itália - não podem fazer esquecer que o imperialismo continua ao ataque, determinado em impor uma terrível regressão social e uma nova partilha recolonizadora do mundo. É disso que se trata com os compromissos que possibilitaram a nova machadada na ONU que a resolução 1511 significa. È disso que se trata com a militarização da UE consagrada no projecto de revisão dos Tratados, com o relançamento da NATO e o debate sobre as “relações transatlânticas” que esteve no centro das “Conferências” e “Seminários” que nos últimos dias enxamearam Portugal e nos quais, como na “Trilateral” do Porto, expoentes do PS convivem “sem complexos” com a fina flor da direita mais reaccionária, e em que Durão Barroso e o seu governo se continuam a destacar pelo seu “atlantismo“ militante e subserviente.
As concentrações de 25 de Outubro foram oportunas. Há que continuar a luta, agilizar a intervenção, multiplicar acções de protesto e agitação, dar asas à imaginação para iniciativas que, não implicando grandes meios e envolvendo essencialmente a vanguarda de activistas, sejam susceptíveis de ter repercussão e apoio de massas. Assim se reunirão também condições para acções de maior envergadura popular.
O PCP (e os “Verdes”) apoiou estas acções amplamente unitárias. Uma delegação com o Secretário Geral esteve no largo de Camões como sinal do empenho dos comunistas. Ao contrário de outros partidos políticos que só aparecem quando a isso são obrigadas pela força das circunstâncias (como o PS em 22 de Março, depois do escandaloso encontro de Ferro Rodrigues com Durão Barroso durante a manifestação histórica de 15 de Fevereiro), ou quando na conjuntura “é isso que está a dar” (como o BE, movendo-se por critérios de oportunismo político), o PCP posiciona-se em função de princípios e da consideração de que a luta pela paz é uma exigência incontornável da hora presente.
A luta contra a ofensiva global do governo da direita e em defesa do regime democrático e da independência nacional, é inseparável da luta contra o imperialismo, o militarismo e a guerra. E esta tarefa há que realizá-la no dia a dia, numa acção sistemática de esclarecimento e desmascaramento de análises e ideias todos os dias veiculadas por “comentadores” e plumitivos ao serviço da ideologia dominante. Dando força a grandes jornadas internacionais de luta. Mas sem ficar na expectativa nem tentar importar agendas à margem da dinâmica da luta do nosso povo, como alguns continuam a tentar a pretexto de um novo Fórum Social Português. E sem cálculos estreitos de fotografia ou de dividendos eleitorais, com a consciência de que não há grandes jornadas de massa nem viragens que não exijam trabalho organizado e acções preparatórias de maior ou menor dimensão. Isto é particularmente verdade na frente da luta pela paz e de solidariedade internacionalista e na luta contra subserviente política externa e de defesa nacional do governo Barroso/Portas.
Ampliar a base de massas
A necessidade de ampliar a unidade e a base de massas da luta anti-imperialista tem de estar sempre presente na acção dos comunistas. A gravidade da situação internacional assim o exige. As vitórias e acontecimentos positivos, que devemos valorizar - do “não” no referendo na Suécia ao levantamento popular na Bolívia, do fracasso neoliberal de Cancun ao homem no espaço da China, do heroísmo cubano ou palestiniano à resistência patriótica do povo iraquiano, das grandes manifestações na Turquia contra o envio de tropas para o Iraque à greve geral anti-Berlusconi na Itália - não podem fazer esquecer que o imperialismo continua ao ataque, determinado em impor uma terrível regressão social e uma nova partilha recolonizadora do mundo. É disso que se trata com os compromissos que possibilitaram a nova machadada na ONU que a resolução 1511 significa. È disso que se trata com a militarização da UE consagrada no projecto de revisão dos Tratados, com o relançamento da NATO e o debate sobre as “relações transatlânticas” que esteve no centro das “Conferências” e “Seminários” que nos últimos dias enxamearam Portugal e nos quais, como na “Trilateral” do Porto, expoentes do PS convivem “sem complexos” com a fina flor da direita mais reaccionária, e em que Durão Barroso e o seu governo se continuam a destacar pelo seu “atlantismo“ militante e subserviente.
As concentrações de 25 de Outubro foram oportunas. Há que continuar a luta, agilizar a intervenção, multiplicar acções de protesto e agitação, dar asas à imaginação para iniciativas que, não implicando grandes meios e envolvendo essencialmente a vanguarda de activistas, sejam susceptíveis de ter repercussão e apoio de massas. Assim se reunirão também condições para acções de maior envergadura popular.