Professores denunciam carências e precariedade

Enquanto 30 mil professores não têm colocação, há 200 mil alunos que não têm aulas e há turmas com quase 30 alunos por professor. Estes são factos que espelham a contradição entre situações de precariedade e desemprego, num país cheio de carências educativas, e que o SPGL sintetizou num folheto, distribuído sexta-feira à população por docentes contratados e desempregados.
O sindicato defende, no documento, que:
- se o número de alunos por turma diminuísse, se as escolas tivessem os professores e as equipas de apoio, se houvesse melhores condições de trabalho nas escolas e jardins de infância,
- diminuiria o insucesso escolar, aumentaria a qualidade do ensino, as crianças teriam melhor futuro, o desemprego seria menor.
Os professores de apoio, cuja existência no primeiro ciclo do Ensino Básico está legalmente estabelecida, não estão colocados. No terceiro ciclo, embora o estudo acompanhado deva ter, por lei, dois professores, foi imposto pelo Ministério da Educação o funcionamento apenas com um. Na educação pré-escolar há milhares de crianças sem vagas. Não existem equipas de apoio para os alunos com necessidades especiais.
Anteontem teve lugar uma reunião de professores do primeiro ciclo da região de Lisboa. Uma moção aprovada – e divulgada pelo SPGL – reafirma a exigência de «colocação imediata» dos professores de apoio. Ao contrário da DREL, as direcções regionais da Educação do Norte e do Centro procederam à colocação destes docentes de acordo com a lei. Na área da Direcção Regional de Lisboa, como se denuncia na moção, o facto de não estarem preenchidos os lugares de professores de apoio do primeiro ciclo (cerca de 900 no ano lectivo passado) está a provocar «gravíssimos problemas».


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