Chantagens na PT

A administração da PT Comunicações «procura impor as suas decisões a qualquer preço, usando mesmo a pressão psicológica e a chantagem sobre os trabalhadores». Num comunicado em distribuição, a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom faz esta denúncia, explicando que tal sucede «face a algumas recusas em passar para a PT Pro em contrato de cedência, sem que salvaguarde todos os direitos contratualmente aceites, já que os trabalhadores sabem que a prazo (máximo de 5 anos) vão ser pressionados para rescindir com a PTC».
Depois de um plenário em Lisboa, nas instalações da Rua Andrade Corvo, dia 1, a CT apela à participação dos trabalhadores noutras sessões que vai realizar. A comissão insiste em que devem ser respeitados o espírito e a letra do decreto-lei que criou a PT, SA (DL 122/94) e do diploma que autorizou a criação da holding e da PT Comunicações (DL 219/00), salientando que ambos os diplomas salvaguardam todos os direitos de que os trabalhadores da Portugal Telecom era titulares.
«Porém, todos os cuidados são poucos, tendo em conta a estratégia empresarial que visa desmembrar a PTC e esvaziá-la de conteúdo funcional e de responsabilidades», alerta a CT.

Contenção?

«A famigerada “contenção de custos”, afinal, não é para todos», protesta a CT no mesmo comunicado, reagindo à informação, divulgada oficialmente pela PT, de que o Conselho Consultivo do grupo empresarial reuniu dia 12 de Setembro no Brasil, com «frutuoso banquete” e um concerto exclusivo de Marisa, enquanto no dia 24 o Presidente da PTC e um conjunto de quadros se deslocaram a Vila Real – alguns usando taxi aéreo – para uma reunião do Conselho para o desenvolvimento de negócios regionais, gozando depois um luxuoso almoço.
«Nunca nas empresas do Grupo PT foi tão acertada a conhecida máxima “façam o que eu digo, não façam o que eu faço”», comenta a CT, considerando que aquelas notícias são «pequenos exemplos de ostentação» e «não passam de uma pequena ponta do iceberg».


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