Marcha em defesa da água

No dia em que se comemorou o Dia Internacional da Água, 1 de Outubro, o Partido Ecologista «Os Verdes» iniciou, no Porto, uma verdadeira «Marcha pela Água», em defesa deste recurso natural como «bem público que não pode ser transaccionado».
No arranque oficial desta iniciativa, a deputada e dirigente de «Os Verdes» Heloísa Apolónia lembrou que morrem diariamente no mundo 30 mil pessoas com doenças provocadas pela falta de água potável, o que, em seu entender, demonstra a importância deste recurso para a sobrevivência da humanidade.
«Não é por acaso que a escassez da água é apontada como uma provável causa de conflito a nível mundial», disse a deputada, frisando a necessidade de sensibilizar a população para o facto da água ser um bem público e não uma mercadoria.
Heloísa Apolónia entende que existe actualmente em Portugal «uma forte ameaça sobre o recurso água», referindo-se à intenção do Governo em avançar com a privatização das Águas de Portugal.
«É preciso contestar esta intenção», apelou a deputada, alertando para «os perigos da privatização, que irá dar origem a grandes injustiças sociais e ambientais».
A deputada citou o aumento das tarifas para o consumidor como uma das consequências da eventual privatização, considerando ainda que esta medida é contrária ao princípio ecologista porque «a lógica do lucro irá prevalecer».
A Marcha da Água irá percorrer todos os distritos do país e pretende envolver personalidades e instituições de todas as áreas e quadrantes políticos. Simbolicamente, a campeã mundial de atletismo Rosa Mota partiu da entrada da Boavista do Parque da Cidade, atravessando-o até ao Pavilhão da Água, onde entregou uma garrafa pequena de água. A mesma garrafa percorrerá diferentes distritos e alguns concelhos. A iniciativa termina em Março de 2004, junto à Assembleia da República, em Lisboa.

Ecologistas acusam Governo

«Os Verdes» acusaram sábado, no Porto, o Governo de ter desistido do combate ao aumento da poluição, ao anunciar a aplicação da taxa de dióxido de carbono em Portugal.
«É uma declaração de incompetência do Governo, com este anúncio, o Ministério confessa a sua incapacidade para adoptar medidas efectivas para reduzir a poluição», afirmou Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista «Os Verdes».
Aquela responsável, que falava no final da reunião do Conselho nacional daquele partido, realizada no Porto, considera que com o anúncio daquela intenção, que visa cumprir os compromissos assumidos no âmbito do protocolo de Quioto, o Ministério do Ambiente está a preparar a entrada de Portugal no mercado de «quotas de poluição».
«Isto significa que o Governo se declara incompetente para adoptar medidas efectivas para reduzir a poluição em Portugal», considerou Heloísa Apolónia. «Ou seja, os portugueses vão pagar do seu bolso a incompetência deste Governo para reduzir a poluição», afirmou a dirigente de «Os Verdes».
Os ecologistas manifestaram também a sua preocupação pelo anúncio por parte do ministro do Ambiente de que haverá reduções nas verbas do PIDDAC/2004, que afectarão, nomeadamente, a implementação da rede de monitorização da qualidade do ar.


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