Pedro Lynce «não deixa saudades»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) considerou sexta-feira que a política desenvolvida pelo ministro da Ciência e Ensino Superior, Pedro Lynce, que quinta-feira se demitiu, «não deixa saudades».
«Teve uma actuação autoritária, nunca procurando a participação das instituições», afirmou João Cunha Serra, responsável nacional do departamento do Ensino Superior da FENPROF, que falava aos jornalistas no final do Conselho Nacional daquela federação.
Lembrando que a FENPROF nunca conseguiu negociar «coisa nenhuma» com Pedro Lynce, João Cunha Serra classificou a actual situação no ensino superior em Portugal como «negra».
«O que fica da política de Pedro Lynce são os cortes orçamentais, os cortes cegos no número de vagas para o ensino superior, o aumento das propinas, as ameaças à autonomia e atrasos de mais de um ano no pagamento das verbas para investigação», sublinhou o responsável da FENPROF.
Questionado sobre as expectativas que a FENPROF tem relativamente a um futuro titular da pasta do Ensino Superior, João Cunha Serra admitiu que «não são muitas».
«O Governo é o mesmo, a maioria na Assembleia da República é a mesma. O pano de fundo é o mesmo, por isso as expectativas não são muitas», frisou.
Contudo, segundo João Cunha Serra, assim que seja conhecido o nome do novo titular da pasta do Ensino Superior, a FENPROF irá apresentar um pedido de reunião.
O direito ao subsídio de desemprego para os docentes do ensino superior contratados a prazo e a falta de regulação da carreira serão alguns dos assuntos que a FENPROF irá levar ao novo ministro.


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