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Miguel Graça Moura aceitou a sair da AMEC com vista a permitir que os 160 trabalhadores da instituição recebam os respectivos salários, já em atraso. Entretanto, os elementos da orquestra recusaram trabalhar enquanto o maestro não se demitir.
Estado e a CML devem neste momento à AMEC 138 mil contos
O maestro da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) tinha revelado sexta-feira à noite à Rádio TSF, num concerto realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, a sua decisão de abandonar a Associação Música-Educação e Cultura (AMEC), entidade responsável por aquele agrupamento musical.
«Sinto ser meu dever sacrificar-me para que eles não sofram as consequências da chantagem que há quase ano e meio estão a exercer sobre mim», afirmou, em comunicado, no sábado.
Acrescenta ainda que esta é a única razão da saída, e «não por temer quaisquer investigações ou acusações, tal como sucedeu com a auditoria realizada em Agosto de 2002, que não apurou nenhuma ilegalidade».
O presidente da AMEC refere ainda que teve conhecimento na sexta-feira, por escrito, da intenção dos outros fundadores da associação «em prosseguir os actos necessários à resolução do Acordo de Fundadores em vigor, com a consequente cessação das contribuições» para a instituição.
Face à recusa do maestro em abandonar a AMEC, a Câmara Municipal de Lisboa (CML), os ministérios da Educação, da Cultura, e da Segurança Social, as secretarias de Estado da Juventude e do Turismo, que integram o grupo de fundadores, acabaram por decidir denunciar o acordo, suspender o financiamento e entregar uma exposição à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal de Contas. As mesmas entidades revelaram pretender criar uma estrutura semelhante à AMEC para dar continuidade ao trabalho da OML e às quatro escolas de música.
No comunicado, Graça Moura afirma que as contribuições já cessaram e que o «Estado e a CML devem neste momento à AMEC 138 mil contos (cerca de 700 mil euros), mais do que suficiente para garantir os salários até ao fim do ano».
«Em consequência, 160 músicos, professores, trabalhadores e colaboradores da associação foram para casa sem os seus salários de Setembro, e sem saberem quando o irão receber», lamenta.
Para o maestro, esta dívida «constitui uma flagrante violação do Acordo de Fundadores, em vigor até Dezembro de 2004, e não deixa dúvidas quanto aos métodos a que recorrem quando não obtém os resultados pretendidos».
Graça Moura recorda que aquele grupo de associados fundadores «foi derrotado» na Assembleia Geral de 9 de Setembro, que votou a manutenção da actual direcção.
Quanto ao modo e data da saída da AMEC, o maestro apenas avança que serão anunciados nos próximos dias, mas acrescenta ainda esperar que, com este abandono, «os fundadores cumpram a sua promessa de manter a OML, a sua obra educativa, os funcionários e a sede», em Lisboa.
«Sinto ser meu dever sacrificar-me para que eles não sofram as consequências da chantagem que há quase ano e meio estão a exercer sobre mim», afirmou, em comunicado, no sábado.
Acrescenta ainda que esta é a única razão da saída, e «não por temer quaisquer investigações ou acusações, tal como sucedeu com a auditoria realizada em Agosto de 2002, que não apurou nenhuma ilegalidade».
O presidente da AMEC refere ainda que teve conhecimento na sexta-feira, por escrito, da intenção dos outros fundadores da associação «em prosseguir os actos necessários à resolução do Acordo de Fundadores em vigor, com a consequente cessação das contribuições» para a instituição.
Face à recusa do maestro em abandonar a AMEC, a Câmara Municipal de Lisboa (CML), os ministérios da Educação, da Cultura, e da Segurança Social, as secretarias de Estado da Juventude e do Turismo, que integram o grupo de fundadores, acabaram por decidir denunciar o acordo, suspender o financiamento e entregar uma exposição à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal de Contas. As mesmas entidades revelaram pretender criar uma estrutura semelhante à AMEC para dar continuidade ao trabalho da OML e às quatro escolas de música.
No comunicado, Graça Moura afirma que as contribuições já cessaram e que o «Estado e a CML devem neste momento à AMEC 138 mil contos (cerca de 700 mil euros), mais do que suficiente para garantir os salários até ao fim do ano».
«Em consequência, 160 músicos, professores, trabalhadores e colaboradores da associação foram para casa sem os seus salários de Setembro, e sem saberem quando o irão receber», lamenta.
Para o maestro, esta dívida «constitui uma flagrante violação do Acordo de Fundadores, em vigor até Dezembro de 2004, e não deixa dúvidas quanto aos métodos a que recorrem quando não obtém os resultados pretendidos».
Graça Moura recorda que aquele grupo de associados fundadores «foi derrotado» na Assembleia Geral de 9 de Setembro, que votou a manutenção da actual direcção.
Quanto ao modo e data da saída da AMEC, o maestro apenas avança que serão anunciados nos próximos dias, mas acrescenta ainda esperar que, com este abandono, «os fundadores cumpram a sua promessa de manter a OML, a sua obra educativa, os funcionários e a sede», em Lisboa.