Atentas ao presente com os olhos no futuro
A Voz do Operário viveu, no sábado passado, momentos de intensa emoção. Três centenas de mulheres resistentes antifascistas, numa confraternização promovida pela URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses, assistiram comovidas, algumas talvez tensas, a um momento cultural que lhes falou de tempos passados, tempos de resistência mas também de esperança. Elas, contudo, falaram do presente e dos perigos que ameaçam o futuro.
Foi essa, aliás, a mensagem deixada por Irene Dias Amado, presidente da URAP, que aproveitou a sua curta intervenção par propor um minuto de silêncio por todas as mulheres resistentes entretanto desaparecidas.
Coube a Ana Sousa Dias apresentar o espectáculo, que teve início com o «Cantar Alentejano», dedicado a Catarina Eufémia e cantado de forma magistral pela jovem Mariana Abrunheira.
Presente na sala encontrava-se Maria de Lurdes Belga, que, tendo assistido em criança ao funeral de Catarina Eufémia, nunca mais esqueceu o sentimento de tristeza que ensombrou o povo do concelho, todo vestido de luto e revoltado por aquele crime inominável.
Entretanto, um grande ecrã colocado no palco projectava imagens dos campos do Alentejo, de fábricas, enfim, dos locais onde a luta contra o fascismo encontrou os seus maiores protagonistas. Protagonistas anónimos, é certo, mas que, nem por isso, deixaram de ser os mais importantes. Imagens acompanhas por canções de Zeca Afonso e de outros cantores de intervenção, como Adriano Correia de Oliveira, também já desaparecido, cuja figura foi evocada. A luta pelas 8 horas de trabalho, no Couço, foi recordada em entrevista a mulheres que a viveram, bem como as tão conhecidas mas sempre emocionantes imagens que nos mostram a saída dos presos políticos da prisão de Caxias, a seguir à Revolução.
Maria do Céu Guerra emocionou também a assistência com os seus versos e Celeste Amorim com a suas canções, a mais aplaudida de todas o «Hino de Caxias» a que ela gosta de chamar o «Hino dos Presos Políticos».
A voz de Luísa Bastos voltou depois a encantar os presentes que, por fim, acompanharam divertidos, e ao mesmo tempo comovidos, o número protagonizado por Maria do Céu Guerra e sua filha Rita, da «Ceição» e da sua galinha, que se transforma em pomba da paz e, depois de lançada para ar, esvoaça entre os presentes.
Só então se passou aos «salgadinhos» e aos sumos, num alegre convívio em que a disposição de luta contra as políticas que ameaçam as conquistas de Abril era patente em todas as mulheres. Simultaneamente corria um abaixo-assinado, dirigido ao Presidente da República, reclamando a sua intervenção no sentido de assegurar o respeito pelos direitos e liberdades por que, afinal, haviam lutado toda a vida.
Foi essa, aliás, a mensagem deixada por Irene Dias Amado, presidente da URAP, que aproveitou a sua curta intervenção par propor um minuto de silêncio por todas as mulheres resistentes entretanto desaparecidas.
Coube a Ana Sousa Dias apresentar o espectáculo, que teve início com o «Cantar Alentejano», dedicado a Catarina Eufémia e cantado de forma magistral pela jovem Mariana Abrunheira.
Presente na sala encontrava-se Maria de Lurdes Belga, que, tendo assistido em criança ao funeral de Catarina Eufémia, nunca mais esqueceu o sentimento de tristeza que ensombrou o povo do concelho, todo vestido de luto e revoltado por aquele crime inominável.
Entretanto, um grande ecrã colocado no palco projectava imagens dos campos do Alentejo, de fábricas, enfim, dos locais onde a luta contra o fascismo encontrou os seus maiores protagonistas. Protagonistas anónimos, é certo, mas que, nem por isso, deixaram de ser os mais importantes. Imagens acompanhas por canções de Zeca Afonso e de outros cantores de intervenção, como Adriano Correia de Oliveira, também já desaparecido, cuja figura foi evocada. A luta pelas 8 horas de trabalho, no Couço, foi recordada em entrevista a mulheres que a viveram, bem como as tão conhecidas mas sempre emocionantes imagens que nos mostram a saída dos presos políticos da prisão de Caxias, a seguir à Revolução.
Maria do Céu Guerra emocionou também a assistência com os seus versos e Celeste Amorim com a suas canções, a mais aplaudida de todas o «Hino de Caxias» a que ela gosta de chamar o «Hino dos Presos Políticos».
A voz de Luísa Bastos voltou depois a encantar os presentes que, por fim, acompanharam divertidos, e ao mesmo tempo comovidos, o número protagonizado por Maria do Céu Guerra e sua filha Rita, da «Ceição» e da sua galinha, que se transforma em pomba da paz e, depois de lançada para ar, esvoaça entre os presentes.
Só então se passou aos «salgadinhos» e aos sumos, num alegre convívio em que a disposição de luta contra as políticas que ameaçam as conquistas de Abril era patente em todas as mulheres. Simultaneamente corria um abaixo-assinado, dirigido ao Presidente da República, reclamando a sua intervenção no sentido de assegurar o respeito pelos direitos e liberdades por que, afinal, haviam lutado toda a vida.