Socialismo ou a barbárie

No âmbito das comemorações dos 70 anos de O Militante, decorreu no Centro de Trabalho Vitória, na passada quinta-feira, um debate sob o tema «Capitalismo: Economia e Guerra».

A iniciativa contou com a presença de Albano Nunes, membro do Secretariado do Comité Central e director de O Militante, Avelãs Nunes, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e Jorge Cadima, professor universitário e membro da Secção Internacional do PCP.

As intervenções iniciais dos oradores trataram de analisar sucintamente os traços estruturais do sistema capitalista, fazendo questão de, a par das ricas exposições, enquadrar historicamente os exemplos com que ilustravam o discurso.

Assim, a actual situação mundial, com os EUA a procurarem impor a sua hegemonia imperialista, revela semelhanças com o contexto vivido no início do século XX, quando por razões de disputa de mercados, as burguesias nacionais lançaram os povos da Europa numa guerra fraticida.

Assiste-se a um novo saque dos recursos, desta feita centrado no controlo do petróleo e da água, fundamentais não só para a manutenção dos países ocidentais como economias dominantes, mas também por razões de sobrevivência do próprio sistema, cujas contradições enfeudam em crises cada vez mais insanáveis.


Exploração mais feroz


A natureza volátil do capital financeiro e das especulações bolsistas, que representam hoje o grosso da transações internacionais, fazem com que as economias de países dependentes do «formulário FMI», ditos «em via de desenvolvimento», desmoronem como castelos de cartas atirando para a miséria extrema milhares de seres humanos.

Ficou igualmente patente que, tal como havia sido analisado nas Teses do XIV Congresso do PCP, o desaparecimento do sistema socialista mundial deixou os EUA na posição de superpotência, tendo vindo a verificar-se, como ali se apontava, a escalada da agressividade imperialista.

Também os direitos laborais e de associação política dos povos foram abordados, como vectores centrais do assalto capitalista ao conjunto dos direitos.

A imposição da ideia de paridade entre trabalhadores e capitalistas, é a recauchutada cartilha com a qual procuram impor formas de exploração ainda mais ferozes, só comparáveis às do início da revolução industrial.

A proletarização de milhares de trabalhadores intelectuais e das «novas profissões», o ressurgimento em força de milhões de excluídos – na medida em que nem sequer são consumidores – e o aumento exponencial do desemprego, demonstram que o neoliberalismo agudiza veementemente as condições de exploração capitalista.

Cerca de 120 militantes e amigos comunistas debateram com entusiasmo os diversos temas, ficando a certeza de que esta é uma experiência que urge repetir.



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