Homenagem a Lino Lima em Famalicão

O PCP promoveu recentemente, em Vila Nova de Famalicão, um colóquio sobre a vida e a intervenção política e cívica de Lino Lima, destacado militante comunista e resistente antifascista cujo centenário de nascimento de assinala este ano. Nesta homenagem participaram Agostinho Lopes, do Comité Central, e ainda António Lopes, Margarida Malvar e Manuel Barbosa da Silva, tendo José Sá da Costa moderado o debate.

Nas várias intervenções deu-se a conhecer muita daquela que foi a intensa e dedicada intervenção política de Lino Lima: na resistência ao fascismo, na sua participação nos movimentos de oposição democrática, na defesa de presos políticos, enquanto advogado, e na sua destemida denúncia do regime fascista, confrontando a PIDE nos tribunais. Relembrou-se ainda a actividade de Lino Lima enquanto dirigente do PCP e o exercício da sua militância, que teve no concelho de Vila Nova de Famalicão alguns dos momentos altos, quer durante a resistência ao fascismo quer após o 25 de Abril. A destruição e assalto do seu escritório e do Centro de Trabalho do PCP, pelas forças reacionárias, foram recordados com particular ênfase.

Os oradores destacaram ainda o seu desempenho enquanto deputado, bem como a convicção com que defendia os direitos dos trabalhadores e do povo. Na última intervenção da sessão, Agostinho Lopes respondeu à questão «o que nos diria hoje Lino Lima?» Arriscando uma resposta, o membro do CC garantiu que o homenageado «dir-nos-ia simplesmente para continuarmos a sua luta. Continuarmos as suas lutas de ontem, antes e depois de Abril. Pela liberdade, a democracia e a justiça social, contra a exploração e a opressão. Com a ideia exacta de que o alcance da luta vai muito para lá do nosso efémero percurso individual, mesmo se não há filme sem sermos actores de corpo inteiro.»




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