Frenesim reaccionário
As forças do grande capital, a AD, PSD/CDS, e seus acólitos, CH e IL, intervêm em muitas áreas e matérias com o frenesim de quem tem o pavor de não haver amanhã, como se temessem que a actual correlação de forças e esta possibilidade de ajuste de contas com o 25 de Abril se finassem na curva da história. É caso de lhes lembrar que a luta de classes e de massas, dos trabalhadores, da juventude e do povo, aqui e agora, impedirá muitas medidas contra-revolucionárias e que, mais cedo que tarde, a correlação de forças acabará revertida e o processo de avanço social, cultural, económico e político retomará o seu avanço. O frenesim reaccionário não tem grande futuro.
Sem escrúpulos nem pudor, a política do Governo e seus acólitos, muitas vezes com o silêncio do PS, no caso do plano ideológico-mediático, visa consumar rapidamente o pouco que falta do controlo dos media pelos grupos económico-mediáticos e ao serviço dos grandes interesses. O silenciamento, ocultação e censura mediática dos comunistas e democratas e das lutas populares, como nunca visto, é o resultado óbvio.
É o que acontece na RTP, que enfrenta a ofensiva mais brutal da política de direita em muitos anos, com o objectivo de torná-la mais retrógrada, insustentável, irrelevante, manietada, asfixiada, sem meios nem ferramentas, com menos trabalhadores, mais explorados, sem direitos nem condições de luta. É esse o caminho que o governo e o ministro Leitão Amaro estão a percorrer, enquanto não podem privatizá-la.
É o que acontece na LUSA, sob controlo do ministro, onde se esboça uma “reforma” que aprofunde a menorização e agora a fusão-instrumentalização com a RTP, num modelo governamentalizado, para que “não caia no controlo de nenhum Sócrates” – passe o slogan estafado da propaganda do ministro Leitão –, vale perguntar se faltam aldrabões nas hostes de PSD, CDS. CH e IL. Não consta.
E acontece com grandes negócios de concentração de propriedade, sem cobertura constitucional, prometidos e facilitados pelo Governo, a AD e seus cúmplices, já pagos, ou cuja factura logo chegará ao OE, na VASP, na SIC-Expresso e outros, para um sistema de comunicação, desinformação e ataque à liberdade de imprensa e informação que, cada vez mais, exige o respeito pela CRP, a ruptura e a alternativa.




