Eleições livres e justas na Venezuela implicam um país livre de sanções

A Presidente encarregada da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, realçou que «o país precisa de estar livre de sanções para realizar eleições justas e desenvolver o seu potencial energético» e descartou ter qualquer receio de realizar eleições, assegurando que elas serão realizadas de acordo com a Constituição e na altura apropriada.

Venezuela está preparada para eleições livres e justas, em conformidade com a Constituição e no momento apropriado

Questionada sobre o apelo a “eleições livres”, Delcy Rodríguez esclareceu que realizar eleições livres e justas na Venezuela significa também ter um país livre de sanções e que não esteja submetido ao assédio e à intimidação mediática no plano internacional, sublinhando como as sanções impedem o crescimento do país enquanto potência energética e como povo soberano.

«Quando chegar o momento, as eleições serão bem-vindas e esperamos que haja um processo em que os venezuelanos e as venezuelanas se sintam reconhecidos como soberanos», declarou a presidente em Caracas, em entrevista à cadeia televisiva norte-americana NBC News. O portal da Presidência venezuelana publicou, no dia 13, excertos da entrevista, concedida na véspera, em que foram abordados importantes e actuais temas.

Questionada sobre o compromisso do seu governo realizar eleições, Delcy Rodríguez insistiu que o país estará preparado para um «processo eleitoral livre e justo, em conformidade com a Constituição e quando for apropriado». A chefe do Estado interina destacou que o exercício democrático participativo faz parte da cultura venezuelana, inclusivamente quando se trata de decidir sobre os recursos públicos. Recordou que nos últimos 27 anos, tiveram lugar na Venezuela mais de três dezenas de eleições, as quais as forças chavistas e revolucionárias ganharam na sua imensa maioria. Mencionou a propósito as Consultas Populares em que o povo nas comunidades elege e vota pelas suas prioridades de desenvolvimento.

«O debate político com os sectores das oposições vai marcar estes tempos», asseverou Delcy Rodríguez. A Assembleia Nacional (parlamento) discute um projecto de Lei Geral de Amnistia para a Convivência Democrática, que tem por objectivo promover a paz e a conciliação. Os parlamentares aprovaram os seus seis primeiros artigos e foi marcada para a próxima semana a realização de novos debates, face às posições convergentes dos legisladores das bancadas da maioria e da oposição.

Nicolás Maduro é presidente legítimo

Na entrevista à NBC News, Delcy Rodríguez reafirmou que Nicolás Maduro continua a ser o Presidente legítimo da República Bolivariana da Venezuela, sublinhou que a função que actualmente desempenha, como Presidente encarregada, se ajusta ao estabelecido na Constituição venezuelana e descreveu a sua tarefa de dirigir o país nas condições actuais como um trabalho muito duro, que se executa dia a dia.

«Posso dizer-vos que o presidente Nicolás Maduro é o presidente legítimo. Digo-vos isto como advogada, que sou. Tanto o presidente Maduro como Cilia Flores são inocentes», enfatizou.

Na entrevista, a Presidente interina revelou ter sido convidada a deslocar-se aos EUA e esclareceu: «Estamos a considerar ir lá assim que estabelecermos a cooperação bilateral no sector energético e pudermos avançar com tudo».

Por outro lado, reafirmou a necessidade de pôr fim às medidas coercivas unilaterais impostas contra o país, que obstaculizam o seu crescimento como potência energética.

Ao abordar as relações com os Estados Unidos da América, a presidente interina declarou que o propósito fundamental é permitir que a cooperação entre ambos países avance «de maneira efectiva e sustentada».

O objectivo estratégico, explicou, é que a energia sirva como catalisador para diversificar os vínculos diplomáticos e permita «desenvolver as relações noutros âmbitos».

 



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